quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Os Romanov que conseguiram escapar

Já falamos noutro post sobre os Romanov que foram assassinados pelos bolcheviques, hoje falaremos de quem conseguiu escapar.

Muitos dos homens da família foram assassinados porque os jornais de Petrogrado publicaram um decreto que convocava todos os membros masculinos da família Romanov a apresentarem-se no quartel-general da Cheka, a polícia secreta.


Grão-Duque Nicolau Nikolaevich

Grão-Duque Nicolau Nikolaevich
Nome: Nicolau Nikolaevich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em segundo grau
Nascimento: 6 de novembro de 1856, São Petersbugo, na Rússia
Pai: Nicolau Nikolaevich da Rússia
Mãe: Alexandra de Oldemburgo
Cônjuge: Anastasia do Montenegro
Fuga: Após a Revolução Russa de 1917, fugiu do país a bordo do navio HMS Marlborough, enviado pelo Rei Jorge V do Reino Unido para resgatar membros da Família Imperial que se encontrassem na Crimeia
Local de exílio: França
Morte: 5 de janeiro de 1929, em Costa Azul, na França
Causa da morte: Causas naturais
Curiosidades: No dia 8 de agosto de 1922, Nicolau foi proclamado "Imperador de todas as Rússias" por um conselho religioso que pretendia anular a proclamação do Grão-Duque Cyril Vladimirovich. Contudo nenhum dos dois poderia subir ao trono devido à abolição da monarquia e as suas pretensões não valerem de nada.

Grã-Duquesa Anastasia do Montenegro

Grã-Duquesa Anastasia do Montenegro
Nome: Anastasia Petrović-Njegoš do Montenegro
Relação ao Czar Nicolau II: Prima em segundo grau por casamento
Nascimento: 4 de junho de 1868, em Cetinje, no Montenegro
Pai: Rei Nicolau I do Montenegro
Mãe: Milena Vukotić
Cônjuge(s): Jorge Maximilianovich, 6º Duque de Leuchtenberg e Grão-Duque Nicolau Nikolaevich
Fuga: Escapou com o marido abordo do navio de guerra britânico HMS Marlborough
Local de exílio: Ficaram um breve período na Itália e depois na França, passando o resto da vida na Costa Azul
Morte: 25 de novembro de 1935, em Antibes, na França
Causa da morte: -
Curiosidades: Divorciou-se do primeiro marido em 1906. Durante o casamento teve dois filhos, Sérgio e Helena. Seis meses depois, já em 1907, casou-se com o Grão-Duque Nicolau, mas esta união não teve filhos. Os seus dois maridos eram ambos netos do Czar Nicolau I da Rússia.

Grão-Duque Pedro Nikolaevich

Grão-Duque Pedro Nikolaevich
Nome: Pedro Nikolaevich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em segundo grau
Nascimento: 10 de janeiro de 1864, em São Petersburgo, Rússia
Pai: Nicolau Nikolaevich da Rússia
Mãe: Alexandra de Oldemburgo
Cônjuge: Grã-Duquesa Milica de Montenegro
Fuga: Conseguiu fugir com a mulher durante a Revolução Russa de 1917. Instalando-se no sul da França
Local de exílio: Antibes, na França
Morte: 17 de janeiro de 1931, em Antibes, na França
Causa da morte: - 
Curiosidades: O seu irmão Nicolau casou-se com a irmã da sua mulher, a Princesa Anastasia. Os dois casais eram muito influentes socialmente na Corte russa dos inícios do séc. X e os quatro tinham uma fascinação conjunta pelo ocultismo. Acredita-se que tenham sido eles a introduzir primeiro o místico padre Filipe e, mais tarde, com consequências mais graves, o monge Grigori Rasputin, na Corte russa

Grã-Duquesa Milica de Montenegro

Grã-Duquesa Milica de Montenegro
Nome: Milica Nikolaevna da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Prima em segundo grau por casamento
Nascimento: 14 de julho de 1866, em Cetinje, no Montenegro
Pai: Rei Nicolau I do Montenegro
Mãe: Milena Vukotić
Cônjuge: Grão-Duque Pedro Nikolaevich
Fuga: Fugiu com a sua família, irmã e cunhado após a Revolução Russa em 1917, refugiaram-se, tal como outros membros da família Romanov, na Crimeia. Escaparam a bordo do navio de guerra enviado pelo Rei Jorge V do Reino Unido.
Local de exílio: França
Morte: 5 de setembro de 1951, em Alexandria, no Egito
Causa da morte: - 
Curiosidades: Tanto Milica como a sua irmã Anastasia eram figuras sociais muito influentes na Corte russa da qual receberam a alcunha de "o par negro" e eram muito interessadas no ocultismo

Grã-Duquesa Olga Constantinovna 

Grã-Duquesa Olga Constantinovna
Nome: Olga Constantinovna da Rússia, mais tarde Rainha Olga da Grécia
Relação ao Czar Nicolau II: Prima em segundo grau
Nascimento: 3 de setembro de 1851, em Pavlovsk, na Rússia
Pai: Constantino Nikolaevich da Rússia
Mãe: Alexandra Iosifovna
Cônjuge: Rei Jorge I da Grécia
Fuga: Ficou presa no palácio quando rebentou a Revolução Russa de 1917, mas graças à intervenção da embaixada dinamarquesa, conseguiu fugir para a Suíça. Não lhe foi possível regressar à Grécia, uma vez que o seu filho, Rei Constantino I, tinha sido deposto. Em outubro de 1920, regressou a Atenas após a doença súbita do seu neto, o Rei Alexandre. Após a morte deste, foi nomeada regente até à restauração de Constantino I que aconteceu no mês seguinte. No entanto, após a derrota da Grécia na Guerra Greco-Turca de 1919-1922, a família real grega foi novamente exilada e passou os seus últimos anos de vida entre o Reino Unido, França e Itália
Local de exílio: Reino Unido, França e Itália
Morte: 18 de junho de 1926, Roma, na Itália ou em Pau, na França
Causa da morte: - 
Curiosidades: Casou-se em 1867, quando tinha 16 anos de idade. Inicialmente sentia-se pouco à vontade no reino da Grécia, mas começou a desenvolver trabalho social e caritativo pouco depois. Após o assassinato do seu marido em 1913, regressou à Rússia. Quando rebentou a Primeira Guerra Mundial, organizou um hospital militar no Palácio de Pavlovsk, que pertencia ao seu irmão

Grã-Duquesa Isabel Mavrikievna

Grã-Duquesa Isabel Mavrikievna
Nome: Isabel Augusta Maria Inês Mavrikievna da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Prima em segundo grau por casamento
Nascimento: 25 de janeiro de 1865, Meiningen, Alemanha
Pai: Maurício de Saxe-Altemburgo
Mãe: Augusta de Saxe-Meiningen
Cônjuge: Grão-Duque Constantino Constantinovich
Fuga: Conseguiu fugir da Rússia, mas muitos dos seus filhos foram detidos pelas forças soviéticas, e três deles acabaram mesmo assassinados pelos bolcheviques. Viveu em Pavlovsk com os seus dois filhos mais novos ao longo de toda a guerra. No outono de 1918, obtiveram permissão dos bolcheviques para viajar de barco para a Suécia a convite da Rainha Victoria de Baden. No porto de Estocolmo foram recebidos pelo príncipe Gustavo Adolfo que os acompanhou até ao Palácio Real
Local de exílio: Viveu com os dois filhos na Suécia durante dois anos, primeiro em Estocolmo e depois em Saltsjöbaden, mas o país tinha um custo de vida demasiado alto, por isso a família decidiu aceitar o convite do Rei Alberto I da Bélgica e mudou-se para lá. Mais tarde mudaram-se para a Alemanha, em Altemburgo, onde viveram durante 30 anos, à exceção de dois anos que passaram na Inglaterra
Morte: 24 de março de 1927, em Leipzig, Alemanha
Causa da morte: Cancro
Curiosidades: Isabel ou "Mavra" como era conhecida dentro da família Romanov, era uma figura popular e dava-se muito bem com o Czar Nicolau II. Viu morrer a maioria dos filhos. Quando rebentou a Primeira Guerra Mundial, viu-se do lado contrário ao do seu país natal, a Alemanha, durante o conflito

Príncipe Gabriel Constantinovich da Rússia

Príncipe Gabriel Constantinovich da Rússia
Nome: Gabriel Constantinovich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em terceiro grau
Nascimento: 15 de julho de 1887, em Pavlovsk, Rússia
Pai: Grão-Duque Constantino Constantinovich
Mãe: Grã-Duquesa Isabel Mavrikievna
Cônjuge(s): Antonina Rafailovna Nesterovskaya e Princesa Irina Ivanovna Kurakina
Fuga: Em março de 1918, os Romanov que se tinham registado (quando convocados pela Cheka) foram novamente convocados, desta vez para serem enviados para o exílio no interior da Rússia. Na primavera de 1918, quando os bolcheviques tentaram prender pela primeira vez, Gabriel estava a sofrer de tuberculose, em vez de o prenderem, os bolcheviques concederam-lhe permissão para permanecer no seu apartamento em Petrogrado com a sua mulher. No entanto, no verão, Gabriel já estava recuperado e, em julho, um contingente de soldados armados dirigiu-se ao seu apartamento, levando-o sob custódia. Gabriel foi preso na prisão de Spalernaia, numa cela ao lado do seu tio, o Grão-Duque Dmitri Constantinovich e dos seus primos. Gabriel era o mais novo dos seus familiares, conseguiu suportar a prisão melhor do que eles, mas ficou chocado quando viu o aspeto do tio quando os dois se reencontraram. Gabriel recordou que Dmitri permaneceu alegre e preferido da infância, a contar-lhe anedotas, a tentar animá-lo e a subornar os guardas da prisão para entregarem mensagens de esperanças suas à cela do sobrinho.
Ao longo do período de cativeiro de Gabriel, a sua mulher Antonia tentou incansavelmente libertá-lo. Finalmente conseguiu cumprir o seu objetivo graças à intervenção de Maxim Gorky, que convenceu Lenin a libertar Gabriel, porque a mulher de Maxim era amiga de Antonia. No final de 1918, Gabriel foi levado ao hospital. Pouco depois, Maxim acolheu o casal em sua casa, durante algum tempo viveram no apartamento de Maxim em Petrogrado.
Algumas semanas depois, mais uma vez graças à ajuda de Gorky, o Soviete de Petrogrado deu permissão ao casal para partir para a Finlândia. Os dois deixaram rapidamente a Rússia e fizeram um longo caminho até chegar à França
Local de exílio: Em 1920, Gabriel e a sua mulher passaram a residir em Paris.
Morte: 28 de fevereiro de 1955, Paris, na França
Causa da morte: - 
Curiosidades: Durante o exílio Gabriel e a mulher não perderam o interesse pela vida em sociedade. Participavam frequentemente em muitos bailes russos, passavam muitas noites em clubes noturnos russos e continuaram a sua amizade com outros Romanov no exílio

Príncipe Jorge Constantinovich da Rússia

Príncipe Jorge Constantinovich da Rússia
Nome: Jorge Constantinovich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em terceiro grau
Nascimento: 6 de maio de 1903, em São Petersburgo, Rússia
Pai: Grão-Duque Constantino Constantinovich
Mãe: Grã-Duquesa Isabel Mavrikievna
Cônjuge: Não casou
Fuga: Fugiu para a Suécia em outubro de 1918 com a sua mãe e irmã mais nova, Vera, e os seus sobrinhos
Local de exílio: Suécia, Bélgica, Alemanha e EUA
Morte: 7 de novembro de 1938, em Nova Iorque, nos EUA
Causa da morte: Devido a complicações que se seguiram a uma cirurgia, aos 35 anos
Curiosidades: Tornou-se num designer de interiores de sucesso

Princesa Vera Constantinovich da Rússia

Princesa Vera Constantinovich da Rússia
Nome: Vera Constantinovna da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Prima em terceiro grau
Nascimento: 24 de abril de 1906, em Pavlovsk, Rússia
Pai: Grão-Duque Constantino Constantinovich
Mãe: Grã-Duquesa Isabel Mavrikievna
Cônjuge: Não casou
Fuga: Depois de fugir junto com a sua mãe e irmão para a Suécia, Bélgica e depois Alemanha, a sua mãe morreu em 1927, sozinha e sem meios de subsistência, Vera mudou-se para a Baviera com alguns amigos e pouco depois foi para Londres com o irmão, Jorge. Quando o seu irmão mudou-se para Nova Iorque dois anos depois, Vera regressou a Altemburgo onde passou 30 anos
Local de exílio: Suécia, Bélgica, Alemanha e EUA
Morte: 11 de janeiro de 2001, em Nova Iorque, EUA
Causa da morte: Causas naturais
Curiosidades: Durante a Segunda Guerra Mundial trabalhou como tradutora num campo de prisioneiros de guerra, mas os oficiais alemães retiram-na de lá pouco depois quando descobriram que a princesa tinha tentado ajudar alguns prisioneiros. Durante muitos anos, como mais tarde recordou, Vera foi assombrada pelos acontecimentos da Revolução, escreveu "Costumava ter sempre o mesmo sonho. Estava de costas para uma cova e tinha a sensação de que me iam fuzilar. O meu despertar era ainda mais aterrorizador do que o sonho porque ficava sempre com medo de abrir os olhos e ver que eles tinham mesmo chegado para me levar e ser executada".
Durante a sua estadia nos EUA, Vera era uma espécie de figura histórica, sendo o último membro sobrevivente da família Romanov que ainda se lembrava da Rússia Imperial

Princesa Helena da Rússia e da Sérvia

Princesa Helena da Rússia e da Sérvia
Nome: Helena da Sérvia
Relação ao Czar Nicolau II: Prima em terceiro grau por casamento
Nascimento: 4 de novembro de 1884, em Cetinje, no Montenegro
Pai: Rei Pedro I da Sérvia
Mãe: Zorka do Montenegro
Cônjuge: Grão-Duque João Constantinovich da Rússia
Fuga: Helena seguiu voluntariamente o seu marido para o exílio quando ele foi preso depois da Revolução Russa de 1917 e tentou obter a sua libertação. João foi preso primeiro em Ecaterinburgo e depois em Alapaevsk pelos bolcheviques e acabaria assassinado a 18 de julho de 1918. João persuadiu Helena a deixar Alapaevsk e voltar para junto dos seus três filhos que ela tinha deixado com a avo, a Grã-Duquesa Isabel Mavrikievna, mas ela foi apanhada em Ecaterinburgo e presa em Perm. Diplomatas suecos obtiveram uma permissão para que a sogra de Helena deixasse a Rússia com os filhos de Helena e os seus cunhados, Jorge e Vera. Helena permaneceu presa em Perm até que os diplomatas noruegueses a localizaram e conseguiram a sua transferência. Depois foi presa no Palácio do Kremlin antes de ser finalmente autorizada a juntar-se aos seus filhos na Suécia
Local de exílio: Suécia e posteriormente mudou-se para Nice, na França
Morte: 16 de outubro de 1962, em Nice, na França
Causa da morte: -
Curiosidades: Durante a sua prisão os bolcheviques levaram-lhe uma rapariga que dizia chamar-se Anastasia Romanov à cela e perguntaram-lhe se ela era a Grã-Duquesa Anastasia Nikolaevna, filha do Czar Nicolau II. Helena disse que não reconhecia jovem e ela foi retirada

Princesa Tatiana Constantinovna da Rússia

Princesa Tatiana Constantinovna da Rússia
Nome: Tatiana Constantinovna da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Prima em terceiro grau
Nascimento: 23 de janeiro de 1890, São Petersburgo, Rússia
Pai: Grão-Duque Constantino Constantinovich
Mãe: Grã-Duquesa Isabel Mavrikievna
Cônjuge(s): Constantino Alexandrovich de Bagration Mukhransky e Alexander Vassillevich Korotchenzov
Fuga: Tatiana e Alexander fugiram primeiro para a Roménia e, mais tarde, para a Suíça
Local de exílio: Suíça e Jerusálem
Morte: 28 de agosto de 1979, em Jerusalém, em Israel
Causa da morte: -
Curiosidades: Em novembro de 1921, os dois casaram-se em Genebra. Contudo, menos de três anos depois, Tatiana ficou novamente viuva. A princesa criou os dois filhos sozinha e, depois de ambos se casarem, decidiu tornar-se freira, mudando o seu nome para Madre Tamara

Grã-Duquesa Anastasia Mikhailovna

Grã-Duquesa Anastasia Mikhailovna
Nome: Anastasia Mikhailovna da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Prima em segundo grau
Nascimento: 28 de julho de 1860, São Petersburgo, Rússia
Pai: Grão-Duque Miguel Nikolaevich da Rússia
Mãe: Grã-Duquesa Cecília de Baden
Cônjuge: Frederico Francisco III de Mecklemburgo-Schwerin
Fuga: O conflito colocou-a numa situação difícil. Dois dos seus filhos ficaram do lado alemão enquanto os seus irmãos lutavam pelo lado russo. Tecnicamente uma princesa alemã, Anastasia não pôde permanecer na França, um país que lutava contra a Alemanha, nem regressar a Schwerin por ser russa. Por isso decidiu instalar-se na Suíça neutral. Passou os anos da guerra a viver no Hotel Savoy em Lausanne, oferecendo a sua vila em Cannes para se transformar num hospital para oficias feridos do exército russo em França Após o fim da guerra decidiu voltar à França. Tecnicamente não podia regressar como Princesa Alemã, mas com o seu passaporte russo conseguiu entrar no país com a ajuda da sua prima, a Princesa Catarina Yourievskaya, que era uma refugiada em Lausanne e se dirigia para Nice. Já na França a Grã-Duquesa mudou-se para Eze, perto de Cannes
Local de exílio: Suíça e França
Morte: 11 de março de 1922, Eze, França
Causa da morte: Trombose
Curiosidades: Durante a guerra conseguiu obter notícias da sua filha Cecília e do seu filho Frederico através da sua filha Alexandrina, Raina da Dinamarca neutral. Durante a Revolução Russa, os bolcheviques mataram três dos seus irmãos. A queda da monarquia alemã após a guerra fez com que o seu filho Frederico perdesse a coroa em Schwerin e a filha na Alemanha

Grão-Duque Miguel Mikhailovich

Grão-Duque Miguel Mikhailovich
Nome: Miguel Mikhailovich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em segundo grau
Nascimento: 16 de outubro de 1861, em Peterhof, Rússia
Pai: Grão-Duque Miguel Nikolaevich da Rússia
Mãe: Grã-Duquesa Cecília de Baden
Cônjuge: Sofia de Merenberg
Fuga: Devido ao seu casamento morganático (com alguém de uma classe social inferior), Miguel passou o resto da sua vida a viver no exílio entre Inglaterra, França e a Alemanha, mesmo antes da revolução.
Local de exílio: Inglaterra, França e a Alemanha
Morte: 26 de abril de 1929, em Londres, na Inglaterra
Causa da morte: Gripe
Curiosidades: No dia 31 de outubro de 1916, Miguel escreveu ao Czar Nicolau II para o avisar de que os agentes secretos britânicos na Rússia estavam a contar com uma revolução e que ele devia satisfazer as exigências da população antes que fosse tarde demais. Foram publicados vários excertos em francês da correspondência que Miguel mantinha com o Czar, no qual ele normalmente pedia dinheiro

Grão-Duque Alexandre Mikhailovich

Grão-Duque Alexandre Mikhailovich
Nome: Alexandre Mikhailovich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em segundo grau
Nascimento: 13 de abril de 1866, Tbilisi, Geórgia, Império Russo
Pai: Grão-Duque Miguel Nikolaevich da Rússia
Mãe: Grã-Duquesa Cecília de Baden
Cônjuge: Xenia Alexandrovna da Rússia
Fuga: Quando rebentou a Revolução Russa de 1917, Alexandra encontrava-se na sua propriedade na Crimeia onde permaneceu até fugir para a França a bordo do navio britânico enviado pelo Rei Jorge V do Reino Unido
Local de exílio: França
Morte: 26 de fevereiro de 1933, Villa St. Thérèse, França
Causa da morte: - 
Curiosidades: Durante o seu exílio, escreveu as suas memórias intituladas "Once a Grand Duke". O livro é uma fonte de referência para a vida da dinastia Romanov e da Corte Russa nos seus últimos 50 anos

Czarina Mãe Maria Feodorovna

Antiga Czarina Maria Feodorovna
Nome: Maria Feodorovna, nascida Dagmar da Dinamarca
Relação ao Czar Nicolau II: Mãe
Nascimento: 26 de novembro de 1847, em Copenhaga, Dinamarca
Pai: Rei Constantino IX da Dinamarca
Mãe: Luísa de Hesse-Cassel
Cônjuge: Czar Alexandre III da Rússia
Fuga: Depois do começo da revolução em fevereiro de 1917, encontrou-se com o filho que tinha abdicado em Mogilev, depois ficou algum tempo em Kiev, continuando o seu trabalho com a Cruz Vermelha. Quando se tornou demasiado perigoso continuar lá, foi para a Crimeia com um grupo de outros refugiados Romanov. No Mar Negro chegaram-lhe os rumores de que o seu filho mais velho, Nicolau, a nora e os netos tinham sido executados pelos bolcheviques, contudo rejeitou-os, considerando-os apenas rumores.
No dia em que o Czar e a família foram assassinados, Maria recebeu um mensageiro de Nicolau, que lhe contou como as suas vidas eram difíceis em Ecaterinburgo. No seu diário, tentou reconfortar-se "Tenho a certeza que todos sairam da Rússia e agora os bolcheviques estão a tentar esconder a verdade". Segurou-se firmemente a esta convicção até à sua morte.
Apesar da queda da monarquia em 1917, Maria recusou-se, a princípio, a deixar a Rússia. Apenas em 1919, depois dos pedidos da sua irmã Alexandra, decidiu partir, ainda que contrariada, embarcando num navio de guerra fornecido pelo Rei Jorge V do Reino Unido até Londres e, mais tarde, para o seu país natal, a Dinamarca.
Local de exílio: Dinamarca
Morte: 13 de outubro de 1928, em Klampenborg, na Dinamarca
Causa da morte: - 
Curiosidades: Era bonita e popular. Uma das suas primeiras prioridades, quando chegou à Rússia, foi aprender o russo e tentar compreender o povo. Era raro interferir na vida política do país, deixando esses assuntos para o seu marido enquanto se dedicava aos seus trabalhos de caridade, à vida social e à sua família. A única exceção que fazia a esta regra era para demonstrar os seus sentimentos antigermânicos que tinha adquirido quando o recém-criado Império Alemão anexou inapropriadamente territórios dinamarqueses

Grã-Duquesa Maria Pavlovna

Grã-Duquesa Maria Pavlovna
Nome: Maria Pavlovna da Rússia, nascida Maria de Mecklemburgo-Schwerin
Relação ao Czar Nicolau II: Tia por casamento
Nascimento: 14 de maio de 1854, em Ludwigslust, Alemanha
Pai: Frederico Francisco II, Grão-Duque de Mecklemburgo-Schwerin
Mãe: Augusta de Reuss-Köstritz
Cônjuge: Grão-Duque Vladimir Alexandrovich da Rússia
Fuga: Foi a última Romanov a fugir da Rússia após a Revolução Russa de 1917 e a primeira a morrer durante o exílio. Maria permaneceu na conturbada região do Cáucaso com os seus dois filhos mais novos entre 1917 e 1918, ainda na esperança de ver o seu filho Cyril subir ao trono. Quando os bolcheviques se aproximaram, Maria e os filhos escaparam a bordo de um barco de pesca para Anapa, uma cidade costeira do Mar Negro em 1918 onde permaneceram por mais 18 meses, recusando-se a juntar-se ao seu filho Boris quando este abandonou o país.
Quando apareceu a oportunidade de fugir por Constantinopla, continuou a recusar abandonar o país temendo que o seu filho perdesse o trono. Foi apenas quando o General do Exército Branco a informou que o seu lado estava a perder a Guerra Civil que Maria, o seu filho André, a amante deste e o filho de ambos, Vladimir, embarcaram num navio italiano com destino a Veneza a 13 de fevereiro de 1920
Local de exílio: Veneza, Suíça e França
Morte: 6 de setembro de 1920, Contrexéville, na França
Causa da morte: - 
Curiosidades: Conhecida por ser uma proeminente anfitriã em São Petersburgo, ficou para a história da Família Imperial Russa como "a mais grandiosa das Grã-Duquesas"

Grão-Duque Cyrill Vladimirovich

Grão-Duque Cyrill Vladimirovich
Nome: Cyrill Vladimirovich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em primeiro grau
Nascimento: 30 de setembro (calendário juliano) de 1876 em Tsarskoye Selo, Rússia
Pai: Grão-Duque Vladimir Alexandrovich da Rússia
Mãe: Grã-Duquesa Maria Pavlovna
Cônjuge: Victoria Melita de Saxe-Coburgo-Gota
Fuga: Após a Revolução de Outubro, Cyril e Victoria fugiram para a Finlândia e depois para Coburgo, na Alemanha. Posteriormente os membros da família mudaram-se para a França, onde permaneceram até ao fim das suas vidas
Local de exílio: Alemanha e França
Morte: 12 de outubro de 1938, Neuilly-sur-Seine, França
Causa da morte: - 
Curiosidades: Durante a Revolução de Fevereiro de 1917, após a abdicação do Czar, Cyril levou o seu regimento até à Duma e jurou lealdade ao governo provisório usando uma bracelete vermelha revolucionária no seu uniforme. Isto foi um acto da mais alta traição e, tivesse o regime Czarista ainda no ativo, o mais provável seria a prisão ou mesmo a morte do Grão-Duque. Esta ação representou uma grave ofensa para a Família Imperial e levou muitos dos seus membros a rejeitarem-no como herdeiro legítimo do trono

Grã-Duquesa Melita de Saxe-Coburgo-Gota

Grã-Duquesa Melita de Saxe-Coburgo-Gota
Nome: Victoria Melita de Saxe-Coburgo-Gota
Relação ao Czar Nicolau II: Prima em primeiro grau por casamento
Nascimento: 25 de novembro de 1876, Attard, Malta
Pai: Alfredo, Duque de Saxe-Coburgo-Gota
Mãe: Grã-Duquesa Maria Alexandrovna da Rússia
Cônjuge(s): Ernesto Luís, Grão-Duque de Hesse e Cyrill Vladimirovich da Rússia
Fuga: Primeiro refugiaram-se na Finlândia na esperança de que o Exército Branco prevalecesse sobre os bolcheviques. Os suprimentos começaram a ficar escassos e eles tiveram que pedir auxílio aos familiares. Victoria implorou ao seu primo, Rei Jorge V do Reino Unido, para ajudar o Exército Branco a retomar o país. Depois de dois anos a viver em permanente tensão, a família mudou-se para a Alemanha no outono de 1919. Victoria herdou a sua villa, o Chateau Fabron em Nice e a sua residência em Coburgo, o Palácio de Edimburgo, então nos anos seguintes, a família dividiu o seu tempo entre estes dois locais
Local de exílio: Alemanha e França
Morte: 2 de março de 1936, Amorbach, Alemanha
Causa da morte: Sofreu um AVS logo após assistir ao batismo da sua quinta, Matilde. Foi assistida na altura mas nada pôde ser feito
Curiosidades: Enquanto esteve na Alemanha, Victoria mostrou interesse pela postura anti-bolchevique do Partido Nazi, que lhe dava a esperança de que o movimento pudesse ajudar a restaurar a monarquia russa. O casal esteve num comício nazi em Coburgo, em 1922, e Victoria doou dinheiro ao partido na altura. No entanto, ela provavelmente desconhecia os aspetos mais sinistros

Grão-Duque Boris Vladimirovich

Grão-Duque Boris Vladimirovich
Nome: Boris Vladimirovich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em primeiro grau
Nascimento: 24 de novembro de 1877, Czarskoye Selo, Rússia
Pai: Grão-Duque Vladimir Alexandrovich da Rússia
Mãe: Grã-Duquesa Maria Pavlovna
Cônjuge: Zinaida Sergeievna Rasgevskaya
Fuga: Em março de 1917 foi condenado a prisão domiciliária devido à correspondência comprometedora com a sua mãe. Foi libertado no verão, conseguiu autorização para entrar no Palácio de Vladimir. Disfarçado e com a ajuda de um amigo e de um guarda, conseguiu retirar jóias e dinheiro de um cofre do quarto da sua mãe. As jóias conseguiram chegar em segurança a um banco de Londres. Antes dos bolcheviques tomarem o poder, Boris escapou da antiga capital imperial para o Cáucaso com a sua amante Zinaida. Em setembro de 1917 juntou-se à sua mãe e irmão André, numa estância no Cáucaso. Viveu numa villa com o seu irmão, as as amantes de cada um foram levadas para outra casa, uma vez que a sua mãe se recusava a aceitar a existência das suas amantes. Em agosto de 1918 Boris e o irmão foram presos na noite que se seguiu a uma busca sistemática na sua villa. Foram levados para Piatigorsk com outros prisioneiros. Detidos no Hotel do estado em Piatigorsk, o soviete local queria fuzilá-los e apenas foram salvos por sorte. Por coincidência, o comandante bolchevique enviado para os executar tinha sido um artista com dificuldades em Paris antes da guerra e Boris tinha-o ajudado ao comprar alguns dos seus quadros. O bolchevique reconheceu-o e, arriscando a sua própria vida, levou-os de volta à villa no dia seguinte. Visto que já não se sentiam seguros e provavelmente seriam presos novamente, decidiram fugir.
A 26 de agosto de 1918, prevenidos com papéis falsos que diziam que estavam em negócios com os sovietes, Boris e André fugiram da cidade e foram para Kabarda, durante algum tempo deambularam de uma aldeia para a outra. Mais tarde foram aconselhados a viajar até Anapa no sul. Conseguiram um comboio e uma escolta com os seus homens e deixaram a cidade a 19 de outubro. Em Touapse, um carro esperava-os, depois embarcaram em Anapa, a 22 de outubro. A partir daí tornou-se mais fácil escapar para o estrangeiro de barco. No entanto, a mãe deles estava determinada a permanecer na Rússia. Em março de 1919, Boris decidiu deixar a sua amante, contra a vontade da mãe, deixou a Rússia de barco
Local de exílio: França
Morte: 9 de novembro de 1943, Paris, na França
Causa da morte: - 
Curiosidades:  Durante os longos anos no exílio, Boris permaneceu apaixonado pela sua mulher que era 20 anos mais nova. Eram profundamente ligados e envolveu-se com a família desta e com o seu círculo de amigos. Dos Romanov, o casal era apenas chegado ao Grão-Duque André e à sua esposa Matilde. Zenaida era muito mal vista pelos parentes Romanov e pelos refugiados russos

Grão-Duque André Vladimirovich

Grão-Duque André Vladimirovich
Nome: André Vladimirovich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em primeiro grau
Nascimento: 14 de maio de 1879, Czarskoye Selo, Rússia
Pai: Grão-Duque Vladimir Alexandrovich da Rússia
Mãe: Grã-Duquesa Maria Pavlovna
Cônjuge: Matilde Kschessinskaya
Fuga: Em março de 1917 foi condenado a prisão domiciliária devido à correspondência comprometedora com a sua mãe. Foi libertado no verão, conseguiu autorização para entrar no Palácio de Vladimir. Disfarçado e com a ajuda de um amigo e de um guarda, conseguiu retirar jóias e dinheiro de um cofre do quarto da sua mãe. As jóias conseguiram chegar em segurança a um banco de Londres. Antes dos bolcheviques tomarem o poder, Boris escapou da antiga capital imperial para o Cáucaso com a sua amante Zinaida. Em setembro de 1917 juntou-se à sua mãe e irmão André, numa estância no Cáucaso. Viveu numa villa com o seu irmão, as as amantes de cada um foram levadas para outra casa, uma vez que a sua mãe se recusava a aceitar a existência das suas amantes. Em agosto de 1918 Boris e o irmão foram presos na noite que se seguiu a uma busca sistemática na sua villa. Foram levados para Piatigorsk com outros prisioneiros. Detidos no Hotel do estado em Piatigorsk, o soviete local queria fuzilá-los e apenas foram salvos por sorte. Por coincidência, o comandante bolchevique enviado para os executar tinha sido um artista com dificuldades em Paris antes da guerra e Boris tinha-o ajudado ao comprar alguns dos seus quadros. O bolchevique reconheceu-o e, arriscando a sua própria vida, levou-os de volta à villa no dia seguinte. Visto que já não se sentiam seguros e provavelmente seriam presos novamente, decidiram fugir.
A 26 de agosto de 1918, prevenidos com papéis falsos que diziam que estavam em negócios com os sovietes, Boris e André fugiram da cidade e foram para Kabarda, durante algum tempo deambularam de uma aldeia para a outra. Mais tarde foram aconselhados a viajar até Anapa no sul. Conseguiram um comboio e uma escolta com os seus homens e deixaram a cidade a 19 de outubro. Em Touapse, um carro esperava-os, depois embarcaram em Anapa, a 22 de outubro. A partir daí tornou-se mais fácil escapar para o estrangeiro de barco. No entanto, a mãe deles estava determinada a permanecer na Rússia. André e a sua família permaneceram em Paris após a Revolução Russa.
Local de exílio: França
Morte: 30 de outubro de 1956, em Paris, na França
Causa da morte: - 
Curiosidades: André foi apresentado a Matilde pelos seus irmãos mais velhos. Matilde era uma bailarina que antes tinha sido amante de dois dos seus primos, o Czar Nicolau e o Grão-Duque Sérgio.
André foi um dos poucos membros da família Romanov a acreditar nas afirmações de Anna Anderson, uma mulher que dizia ser a filha mais nova do Czar Nicolau II, Anastasia. Quando a viu pela primeira vez afirmou que "é uma crença inabalável (...) O rosto dela mostra a mais profunda tristeza, mas, quando sorri, é Anastasia, sem dúvida". André ofereceu-lhe apoio na sua luta e apoio financeiro durante toda a sua vida

Grã-Duquesa Helena Vladimirovna

Grã-Duquesa Helena Vladimirovna
Nome: Helena Vladimirovna da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Prima em primeiro grau
Nascimento: 17 de janeiro de 1882, Tsarskoye Selo, Rússia
Pai: Grão-Duque Vladimir Alexandrovich da Rússia
Mãe: Grã-Duquesa Maria Pavlovna
Cônjuge: Nicolau da Grécia e Dinamarca
Fuga: A sua família foi afetada pelo turbilhão da Revolução Russa de 1917 e pelo turbilhão na Grécia, que se tornou numa República e provocou o exílio da família na França por algum tempo. Voltou à Grécia onde viveu durante a Segunda Guerra Mundial
Local de exílio: França e Grécia
Morte: 13 de março de 1957, Atenas, na Grécia
Causa da morte: -
Curiosidades: Enquanto vivia na França, envolveu-se em muitos trabalhos de caridade para exilados russos, particularmente crianças. Com pouco dinheiro devido ao seu exílio e à perda dos seus rendimentos russos, a família de Helena vivia em circunstâncias reduzidas, mas elegantes. A fabulosa coleção de jóias de Helena tal como as obras de arte de Nicolau eram as suas fontes de rendimento

Olga Paley

Olga Paley
Nome: Olga Valerianovna Paley
Relação ao Czar Nicolau II: Tia por casamento
Nascimento: 2 de dezembro de 1865, São Petersburgo, Rússia
Pai: Valerian Karnovich
Mãe: Olga Karnovich
Cônjuge(s): Erich von Pistohikors e Paulo Alexandrovich da Rússia 
Fuga: Deixou a Rússia em 1920, com as suas duas filhas para a Finlândia, depois do seu filho e marido terem sido executados pelos bolcheviques
Local de exílio: Paris, França
Morte: 2 de novembro de 1929, Paris, França
Causa da morte: - 
Curiosidades: Ela iniciou um relacionamento com o Grã-Duque Paulo, provocando um grande escândalo na sociedade e teve um filho, Vladimir com ele. Então o seu primeiro casamento termina em divórcio, e Paulo pediu a permissão do Czar Nicolau II para se casar com Olga, mas ele recusou.
Em 1902, Paulo casa-se com Olga, mas o casamento não foi aprovado e Olga não recebeu título nenhum

Grã-Duquesa Maria Pavlovna

Grã-Duquesa Maria Pavlovna
Nome: Maria Pavlovna da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Prima em primeiro grau
Nascimento: 18 de abril de 1890, em São Petersburgo, Rússia
Pai: Grão-Duque Paulo Alexandrovich da Rússia
Mãe: Alexandra Georgievna da Rússia
Cônjuge(s): Guilherme, Duque de Sudermânia e Sergei Mikhailovich Putiatin
Fuga: Maria e o segundo marido deixaram o filho aos cuidados dos avós paternos quando abandonaram o país, primeiro para a Roménia, para junto da prima a Rainha Maria de Saxe-Coburgo-Gota, depois foram para Paris e mais tarde para Londres. Em 1919, recebeu uma carta dos sogros a informá-la de que o seu filho tinha morrido devido a uma doença intestinal, Maria sentiu-se culpada o resto da vida por não ter levado o filho consigo e nem sequer contou aos amigos a sua existência
Local de exílio: Londres e Paris
Morte: 13 de dezembro de 1958, Mainau, na Alemanha
Causa da morte: -
Curiosidades: Os seus primeiros anos de exílio foram financiados pelas jóias que tinha conseguido enviar para a Suécia antes de fugir da Rússia. Mais tarde, abriu uma loja de têxteis e remendos de qualidade chamada Kitmir em Paris, tornando-se numa empresária de moda de renome da capital francesa. Também escreveu e publicou as suas memórias da sua infância e juventude na Rússia

Grão-Duque Demétrio Pavlovich

Grão-Duque Demétrio Pavlovich
Nome: Demétrio Pavlovich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em primeiro grau
Nascimento: 18 de setembro de 1891, Moscovo, Rússia
Pai: Grão-Duque Paulo Alexandrovich da Rússia
Mãe: Alexandra Georgievna da Rússia
Cônjuge: Audrey Emery
Fuga: Conseguiu fugir da Rússia com a ajuda da Inglaterra pelo Teerão até Bombaim e depois para Londres
Local de exílio: França
Morte: 5 de março de 1941, Davos, Suíça
Causa da morte: Uremia - espalharam-se muitos rumores de que tinham sido os bolcheviques ou Adolf Hitler (pouco satisfeito com a recusa por parte de Demétrio na sua proposta de ajuda para invadir a Rússia) que finalmente o tinham apanhado
Curiosidades: Teve uma ligação amorosa com o Príncipe Félix Yussupov e acabou por se juntar a ele e a um grupo de nobres para assassina o monge siberiano, Grigori Rasputin. Foi proposto que Demétrio se casa-se com a filha mais velho do Czar Nicolau II, Olga, mas a sua bissexualidade e o seu envolvimento no assassinato de Rasputin fizeram com a Czarina Alexandra Feodorovna se opusesse à união

Irina Pavlovna Paley

Irina Pavlovna Paley
Nome: Irina Pavlovna Paley
Relação ao Czar Nicolau II: Prima em primeiro grau
Nascimento: 21 de dezembro de 1903, Paris, França
Pai: Grão-Duque Paulo Alexandrovich da Rússia
Mãe: Olga Paley
Cônjuge(s): Feodor Alexandrovich da Rússia e Hubert de Monbrison 
Fuga: No final do ano de 1916, Irina e a irmã Natália, fugiram para a Suécia com a ajuda de amigos da sua meia-irmã Maria
Local de exílio: França
Morte: 15 de novembro de 1990, Paris, França
Causa da morte: -
Curiosidades: Irina casou-se com o seu primo em segundo grau, Feodor Alexandrovich da Rússia, no dia 21 de maio de 1923, em Paris. Tiveram um filho em 1924. Irina começou a ter um caso com o Conde Hubert de Monbrison quando ainda era casada com Feodor e muitos acreditam que o pai da segunda filha de Irina, nascida em 1934, era do Conde Humbert e não de Feodor. O casal acabou por se divorciar a 22 de julho de 1936. Irina casou com Hubert apenas no dia 11 de abril de 1950, em Paris

Natalia Pavlovna Paley

Natalia Paley
Nome: Natalia Pavlovna Paley
Relação ao Czar Nicolau II: Prima em primeiro grau
Nascimento: 5 de dezembro de 1905, Paris, França
Pai: Grão-Duque Paulo Alexandrovich da Rússia
Mãe: Olga Paley
Cônjuge(s): Lucien Lelong e John Chapman Wilson 
Fuga: No final do ano de 1916, Irina e a irmã Natália, fugiram para a Suécia com a ajuda de amigos da sua meia-irmã Maria
Local de exílio: França e EUA
Morte: 27 de dezembro de 1981, Nova Iorque, EUA
Causa da morte: No dia 21 de dezembro de 1981, Natalia caiu na banheira e partiu o fémur, foi operada, mas a operação correu mal. As suas últimas palavras foram sussurradas a uma enfermeira: "Eu quero morrer com dignidade." Nunca mais voltou a falar, morreu no dia 27 de dezembro
Curiosidades: Natalia tornou-se atriz, com nome artístico de Natalie Paley e era descrita como o sonho dos publicitas de Hollywood. Uma pessoa fascinante, descendente da mais rica e famosa família europeia, os Romanv, era a figura viva do "chic" francês e quase demasiado perfeita para ser real

Grã-Duquesa Xenia Alexandrovna

Grã-Duquesa Xenia Alexandrovna
Nome: Xenia Alexandrovna Romanova
Relação ao Czar Nicolau II: Irmã
Nascimento: 6 de abril de 1875, em São Petersburgo, Rússia
Pai: Czar Alexandre III da Rússia
Mãe: Maria Feodorovna
Cônjuge: Alexandre Mikhailovich da Rússia
Fuga: Quando o Exército Vermelho estava-se a aproximar cada vez mais da Crimeia em 1918, Xenia e a sua mãe conseguiram escapar da Rússia no dia 11 de abril de 1919 com a ajuda da Rainha Alexandra do Reino Unido. O Rei Jorge V enviou um navio de guerra britânico que as levou e a outros Romanov da Crimeia para Malta e depois para Inglaterra
Local de exílio: Inglaterra
Morte: 20 de abril de 1960, Londres, na Inglaterra
Causa da morte: -
Curiosidades: Em 1920, Xenia recebeu o direito às propriedades de Nicolau na Inglaterra por ser a irmã mais velho do falecido Czar. O seu valor era de 500 libras. Em 1925, a sua situação financeira tinha-se tornado desesperante. O seu primo, o Rei Jorge V do Reino Unido, permitiu-lhe que vivesse em Frogmore Cottage, uma boa casa no Windsor Great Park, ao que ela escreveu-lhe em agradecimento: "A sério Georgie, é muito bom e gentil da tua parte. Eu aceitaria tudo exceto ser mantida por outros. Não tenho palavras para te dizer como me sinto."

Condessa Natalia Brasova

Condessa Natalia Brasova
Nome: Natalia Sergeyevna Sheremetyevskaya
Relação ao Czar Nicolau II: Cunhada
Nascimento: 27 de junho de 1880, Moscovo, Rússia
Pai: Sergei Alexandrovich Sheremetevsky
Mãe: Julia Vyacheslavovna Sventitskaya
Cônjuge(s): Sergei Mamontov, Vladimir Wulfert e Grão-Duque Miguel Alexandrovich da Rússia
Fuga: Natália e a sua filha receberam passaportes falsos no consulado ucraniano controlado pela Alemanha. A filha de Natália usou o seu próprio nome, enquanto o passaporte de Natália era em nome de uma freira, chamada Frau Tania Klenow. Viajaram separadas para Kiev, com Natália disfarçada de freira. Depois do fim da guerra Natália e outros familiares fugiram para Odessa na esperança de escapar pelo mar. Dois navios da marinha britânica, HMS Nereide e HMS Skirmisher esperavam-os. Natália saiu abordo do HMS Nereide, levados para Constantinopla. Depois foram para Malta e depois para Marselha, Paris e por fim Inglaterra
Local de exílio: Londres e Paris
Morte: 23 de janeiro de 1952, Paris, França
Causa da morte: Cancro
Curiosidades: Para economizar dinheiro, em 1927 Natalia mudou-se para Paris, onde os custos de vida eram menores do que em Londres. O seu filho juntou-se a ela na França, mas ele morreu num acidente de carro em 1931

Conde de Brasov Jorge Mikhailovich

Jorge Mikhailovich, Conde de Brasov
Nome: Jorge Mikhailovich
Relação ao Czar Nicolau II: Sobrinho
Nascimento: 24 de julho de 1910, Udinka, Rússia
Pai: Grão-Duque Miguel Alexandrovich da Rússia
Mãe: Natalia Brasova
Cônjuge: Não casou
Fuga: Jorge e a sua família foram colocados em prisão domiciliária no Palácio de Gatchina e, mais tarde, o seu pai seria exilado para a remota cidade de Perm, nos Montes Urais. Antes de ser exilado, o seu pai conseguiu retirá-lo a ele e à sua meia-irmã Natália (filha do primeiro casamento da mãe) da Rússia, enviando-os para Copenhaga onde ficaram ao cuidado de familiares da sua avó Maria Feodorovna
Local de exílio: Londrss
Morte: 22 de julho de 1931, em Auxerre, na França
Causa da morte: Acidente de carro
Curiosidades: No verão de 1931, depois de ter terminado os seus exames finais em Sorbonne, Jorge decidiu celebrar a ocasião com umas férias no sul da França com o seu amigo holandês, Edgar Moneanaar. Os dois planearam ir de carro de Paris até Cannes, mas o carro derrapou na estrada e embateu contra uma árvore. Edgar, de 19 anos, que estava a conduzir morreu de imediato. Jorge foi ainda levado para um hospital próximo com a anca partida e várias hemorragias internas, no entanto acabou por morrer sem chegar a recuperar a consciência

Grã-Duquesa Olga Alexandrovna

Grã-Duquesa Olga Alexandrovna
Nome: Olga Alexandrovna da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Irmã
Nascimento: 13 de junho de 1882
Pai: Czar Alexandre III da Rússia
Mãe: Maria Feodorovna
Cônjuge(s): Pedro Alexandrovich de Oldemburgo e Nikolai Kulikovsky 
Fuga: Quando se deu a Revolução, Olga conseguiu fugir para a Crimeia com a sua irmã Xenia e a mãe, Maria Feodorovna, onde viveram durante algum tempo antes de também serem presas numa das suas casas. No dia 12 de agosto de 1917, Olga deu à luz o seu primeiro filho, Tikhon que nasceu em prisão domiciliária durante o domínio do governo provisório na Rússia. A maioria da sua família saiu, mas Olga e o marido recusaram-se a abandonar a Rússia ao mesmo tempo. Os dois decidiram ir para a região de Kuban, na época ainda livre dos bolcheviques e viveram na cidade de Novominskaya. Na primavera de 1919, nasceu o segundo filho do casal, Guri. Pouco depois do nascimento do segundo filho, os círculos internos do Exército Branco abordaram Olga com propostas para se declarar oficialmente como Czarina da Rússia. Olga recusou diplomaticamente a oferta. Sendo a última herdeira legítima ao trono russo, tornou-se num alvo para o Exército Vermelho.
A família começou então aquela que seria a sua última viagem pela Rússia. Fugiram para Rostov-on-Don, refugiado-se na residência do cônsul dinamarquês, Thomas Nikolaevich Schtte, que os informou sobre a chegada segura de Maria Feodorovna à Dinamarca. Depois de uma breve estadia, a família foi para a ilha de Büyükada no estreito dos Dardanelos perto de Istambul, na Turquia.
Depois foram para Belgrado onde Olga foi visitada pelo regente Alexandre Karageorgevich que mais tarde seria o Rei Alexandre I da Jugoslávia. O regente recomendou que Olga e a família vivesse permanentemente num dos estados reais do antigo Império Austro-Húngaro, mas a sua mãe pediu-lhe para se juntar a ela na Dinamarca. Olga aceitou imediatamente e a família mudou-se para a Dinamarca
Local de exílio: Dinamarca
Morte: 24 de novembro de 1960, Toronto, no Canadá
Causa da morte: - 
Curiosidades: Depois da morte da sua mãe, conseguiu comprar a quinta Knudsminde, a alguns quilómetros de Copenhaga com a sua parte da herança. A sua quinta tornou-se no centro dos monarquistas russos exilados na Dinamarca e um local de passagem de muitos emigrantes russos. Ela manteve sempre o contacto com soldados e oficiais do seu regimento, com a família imperial e com os seus primos da família real dinamarquesa. Começou a vender os seus próprios quadros que estiveram em exposição em Copenhaga, Londres, Paris e Berlim. Um parte do rendimento que Olga fazia com que a pintura ia para várias instituições de caridade russas

MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.

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