segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Quem foram os Romanov Assassinados...

Família Imperial Russa
Na noite de 17 de julho de 1918, a Família Imperial Russa, os Romanov, já tinham caído em desgraça. Desde maio que se encontravam presos na Casa Ipatiev, em Ecaterimburgo. Eram vigiados o dia inteiro e tinham de tocar um sininho para avisar se fossem à casa-de-banho. 
Casa Ipatiev ao ser demolida em 1977
A família, pouco depois da meia-noite, foi acordada pelos guardas, sob o pretexto de que iriam se mudar. Mas, foram levados para a cave, a família e os criados, onze pessoas no total.
Cave da Casa Ipatiev, depois do assassinato de Nicolau II e da sua família
Lá esperaram vários minutos até chegar o camião que levaria os seus corpos, que manteve o seu motor ligado para ocultar o ruído.

Yakov Yurovsky, chefe dos executores, leu então a sentença: "Nikolai Alexandrovich, diante do facto que os seus parentes continuam o seu ataque contra a Rússia Soviética, o Comité Executivo de Ural decidiu executá-lo".

As últimas palavras do último Czar foram um incrédulo: "O quê?! O quê?!".

Imediatamente, o pelotão começou a disparar. Cada um tinha um nome de quem seria o seu alvo, inclusivo as crianças, mas a situação logo se tornou num caos porque o fumo das armas tornou impossível ver qualquer coisa.

A porta foi aberta e, quando o fumo baixou, perceberam que dois dos cinco filhos, ainda estavam vivos, a mais velha Olga, de 22 anos e o mais novo, Alexei, de 13 anos.

A ordem foi então de matá-los com baionetas e o cabo dos fuzis. Quando isto não funcionam, decidem disparar mais tiros.

Mas não foram apenas o Czar Nicolau II, a sua mulher e os seus cinco filhos que foram mortos pelo regime de Moscovo. Na realidade, as autoridades bolcheviques tentaram exterminar toda a família.

Praticamente só sobreviveram os Romanov que emigraram, pois todos os outros foram, pelo simples facto de serem familiares do deposto Czar, eliminados pela ditadura do proletariado.

Os nomes da lista dos Romanov que os bolcheviques assassinaram foram:

- Czar Nicolau II

Czar Nicolau II
Nome: Nikolai Alieksandrovich Romanov
Reinado: 1 de novembro de 1894 e 15 de março de 1917
Data de nascimento: 6 de maio (calendário juliano) de 1868, em Tsarskoye Selo, na Rússia
Pai: Czar Alexandre III da Rússia
Mãe: Maria Feodorovna, nascida Dagmar da Dinamarca
Data de morte: 17 de julho de 1918, em Ecaterimburgo, na Rússia
Curiosidades: Durante o seu reinado viu a Rússia ir de uma potência mundial a um desastre económico e militar. Foi apelidado pelos críticos de "o Sanguinário" por causa da Tragédia de Khodynka, pelo Domingo Sangrento e pelos fatais pogroms antissemitas que aconteceram no seu reinado. Como Chefe de Estado, aprovou a mobilização de agosto de 1914 que marcou o primeiro passo fatal em direção à Primeira Guerra Mundial, à revolução e consequente queda da dinastia Romanov.

- Czarina Alexandra Feodorovna

Czarina Alexandra Feodorovna
Nome: Alexandra Feodorovna (nome quando se converteu à Igreja Ortodoxa Russa), nascida Alice de Hesse e Reno
Reinado: 26 de novembro de 1894 a 15 de março de 1917
Relação ao Czar Nicolau II: Esposa desde 26 de novembro de 1894
Data de nascimento: 6 de junho de 1872, em Darmstadt, no Grão Ducado de Hesse (atual Alemanha)
Pai: Luís IV, Grão-Duque de Hesse e Reno
Mãe: Alice do Reino Unido
Data de morte: 17 de julho de 1918, em Ecaterimburgo, na Rússia
Curiosidades: Era odiada na Corte e pelo povo russo, quando apareceu pela primeira vez, era calada, de aparência fria, arrogante e indiferente. Ficou magoada pela sua receção muito pouco efusiva e afirmou estar cansada da perda de morais e etiqueta da corte russa. Era chamada de petulante e aborrecida, provincial, enfastiante e convencida.

- Grã-Duquesa Olga Nikolaevna 

Grã-Duquesa Olga Nikolaevna
Nome: Olga Nikolaevna Romanova
Relação ao Czar Nicolau II: Filha
Data de nascimento: 15 de novembro de 1895, em Tsarskoye Selo, na Rússia
Pai: Nicolau II
Mãe: Alexandra Feodorovna
Data de morte: 17 de julho de 1918, em Ecaterimburgo, na Rússia
Curiosidades: Olga cuidou de soldados feridos num hospital militar durante a Primeira Guerra Mundial até não aguentar mais a pressão, subsequentemente passou a cuidar das atividades administrativas do hospital.

Grã-Duquesa Tatiana Nikolaevna

Grã-Duquesa Tatiana Nikolaevna
Nome: Tatiana Nikolaevna Romanova
Relação ao Czar Nicolau II: Filha
Data de nascimento: 29 de maio (calendário juliano) de 1897, no Palácio de Peterhof, em São Petersburgo, na Rússia
Pai: Nicolau II
Mãe: Alexandra Feodorovna
Data de morte: 17 de julho de 1918, em Ecaterimburgo, na Rússia
Curiosidades: Era a mais conhecida das filhas de Nicolau II e chefiou comités da Cruz Vermelha durante a Primeira Guerra Mundial. Foi enfermeira de soldados feridos num hospital militar de 1914 a 1917, até à prisão da sua família seguida da Revolução Russa de 1917.

Grã-Duquesa Maria Nikolaevna

Grã-Duquesa Maria Nikolaevna
Nome: Maria Nikolaevna Romanova
Relação ao Czar Nicolau II: Filha
Data de nascimento: 14 de julho (calendário juliano) de 1899, no Palácio de Peterhof, em São Petersburgo, na Rússia
Pai: Nicolau II
Mãe: Alexandra Feodorovna
Data de morte: 17 de julho de 1918, em Ecaterimburgo, na Rússia
Curiosidades: Era demasiado nova para se tornar enfermeira pela Cruz Vermelha como a sua mãe e as duas irmãs mais velhas durante a Primeira Guerra Mundial, então abriu um hospital juntamente com a sua irmã mais nova, Anastasia, e ambas costumavam visitar soldados feridos. Maria tinha um interesse especial na vida dos soldados e, durante a sua adolescência e juventude, teve várias paixonetas pelos jovens que conhecia. O seu sonho era casar-se com um soldado e ter uma grande família.

Grã-Duquesa Anastasia Nikolaevna

Grã-Duquesa Anastasia Nikolaevna
Nome: Anastasia Nikolaevna Romanova
Relação ao Czar Nicolau II: Filha
Data de nascimento: 18 de junho de 1901, em São Petersburgo, na Rússia
Pai: Nicolau II
Mãe: Alexandra Feodorovna
Data de morte: 17 de julho de 1918, em Ecaterimburgo, na Rússia
Curiosidades: Era a filha mais nova e o segundo filho mais novo, depois de Alexei, do Czar Nicolau II. Desde a sua morte, circularam rumores persistentes sobre a sua possível sobrevivência, alimentados pelo facto da localização da sua sepultura ter permanecido desconhecida por décadas, durante o governo comunista.

- Alexei Nikolaevich, Czarevich da Rússia

Czarevich da Rússia, Alexei Nikolaevich
Nome: Alexei Nikolaevich Romanov
Reinado: O pai abdicou em nome dele também
Relação ao Czar Nicolau II: Filho
Data de nascimento: 12 de agosto de 1904, em São Petersurgo, na Rússia
Pai: Nicolau II
Mãe: Alexandra Feodorovna
Data de morte: 17 de julho de 1918, em Ecaterimburgo, na Rússia
Curiosidades: Sofria de hemofilia pelo seu parentesco com a Rainha Vitória do Reino Unido, que era portadora da doença. Esta doença levou a sua mãe a confiar cegamente em Grigori Rasputin, um monge siberiano que, supostamente, o curava durante as suas crises.

- Grão-Duque Miguel

Grão-Duque Miguel
Nome: Miguel Alexasandrovich Romanov
Reinado: O seu irmão abdicou em seu favor, mas Miguel diferiu o poder e marcou eleições para uma Assembleia Constituinte
Relação ao Czar Nicolau II: Irmão mais novo
Data de nascimento: 22 de novembro (calendário juliano) de 1878, em São Petersburgo, na Rússia
Pai: Czar Alexandre III da Rússia
Mãe: Maria Feodorovna, nascida Dagmar da Dinamarca
Mulher: Natalia Brassova
Data de morte: 12 de junho de 1918, em Urais, na já então Rússia Soviética
Curiosidades: Alguns historiadores consideram Miguel o último Czar da Rússia. O que não deixa qualquer dúvida é que ele foi nomeado oficialmente como sucessor de Nicolau II e, se as coisas tivessem sido diferentes, poderia mesmo ter chegado a Czar. No entanto, ele herdou uma situação que, a cada hora que passava, se complicava mais, fugindo ao seu controlo.
O manifesto de Miguel, datado de 3 de março de 1917, é um documento de grande importância devido ao que significou para a família Romanov que, pela primeira vez, escolheu não usar violência para manter o seu poder. Miguel repudiava o uso da força para assegurar a coroa e essa filosofia mantém-se até hoje entre os descendentes da família nomeadamente quanto a uma possível restauração da monarquia.
No manifesto, Miguel nem aceita, nem rejeita a coroa. Claramente não se trata de uma abdicação, como alguns afirmam. Em vez disso, Miguel inicia um novo rumo que defendia já antes da queda de Nicolau, para que se formasse um governo representativo. Ele governaria como um monarca constitucional, ou então, se o povo assim o decidisse, nem sequer subiria ao trono. As eleições que Miguel convocara chegaram a realizar-se, mas a assembleia constituinte acabou por ser dissolvida pelos bolcheviques.

- Grã-Duquesa Isabel

Grã-Duquesa Isabel
Nome: Isabel Feodorovna, nascida Isabel de Hesse e Reno
Relação ao Czar Nicolau II: Tia por casamento de Nicolau e cunhada por ser irmã da mulher de Nicolau
Data de nascimento: 1 de novembro de 1864, em Darmstadt, no Grão Ducado de Hesse (atual Alemanha)
Pai: Grão-Duque Luís IV de Hesse e Reno
Mãe: Alice do Reino Unido
Marido: Grão-Duque Sérgio Alexandrovich (tio de Nicolau II) assassinado por uma bomba terrorista colocada por revolucionários na sua carruagem, em 1905
Data de morte: 18 de julho de 1918, em Alapayevsk, na já então Rússia Soviética
Curiosidades: Era irmã da Czarina Alexandra Feodorvna, sendo oito anos mais velha. Tornou-se famosa na sociedade russa pela sua beleza, charme e trabalhos de caridade entre os pobres. Foi assassinada com os seus sobrinhos a 18 de julho de 1918 a mando do regime comunista. A sua irmã e família desta foram assassinados um dia antes.

- Grão-Duque Paulo

Grão-Duque Paulo
Nome: Paulo Alexandrovich Romanov
Relação ao Czar Nicolau II: Tio (irmão do Czar Alexandre III)
Data de nascimento: 3 de outubro de 1860, em São Petersburgo, na Rússia
Pai: Czar Alexandre II da Rússia
Mãe: Maria Alexandrovna, nascida Maria de Hesse e Reno
Mulher(es): Alexandra Georgievna da Grécia e Olga Paley
Data de morte: 24 de janeiro de 1919, em Petrogrado, na já então Rússia Soviética
Curiosidades: Segundo as memórias da segundo mulher de Paulo, Olga, foi Paulo quem deu a notícia da abdicação à Czarina Alexandra Feodorovna pela manhã. Alexandra terá reagido calma e dignamente, depositando o seu futuro nas mãos de Deus. Por ser um defensor do direito divino da sucessão, Paulo mostrou-se contra uma regência do seu sobrinho Miguel, mas ficou destroçado quando este abdicou dos seus direitos, acabando com o reinado da dinastia Romanov.
Depois dos bolcheviques chegarem ao poder, Paulo e a sua família tiveram que lidar com uma situação delicada. As suas propriedades e bens foram confiscados, viviam em constantes inspeções e provocações e, para piorar, o filho mais velho do segundo casamento, Vladimir, foi exilado nos montes Urais em abril de 1918 onde foi assassinado três meses depois.
Em agosto de 1918 foi a vez de Paulo ser preso em São Petersburgo. A sua saúde, já fraca, detriorou-se rapidamente e a sua mulher fez tudo o que podia para o libertar. Os seus esforços foram em vão. No dia 29 de janeiro de 1919, Paulo foi transferido para a Fortaleza de Pedro e Paulo juntamente com os seus primos, Nicolau, Dimitri e Jorge. Todos foram mortos a tiro nas primeiras horas da manhã. Foram então enterrados numa vala comum dentro do forte juntamente com os restantes prisioneiros desse dia. A mulher de Paulo pediu o seu corpo, mas o pedido foi recusado e o corpo nunca foi encontrado.

- Grã-Duque Vladimir 

Grão-Duque Vladimir
Nome: Vladimir Pavlovich Paley
Relação ao Czar Nicolau II: Primo direito
Data de nascimento: 9 de janeiro de 1897, em São Petersburgo, na Rússia
Pai: Paulo Alexandrovich Romanov
Mãe: Olga Paley
Data de morte: 18 de julho de 1918, Alapayevsk, na então já Rússia Soviética
Curiosidades: Vladimir além de ter talento para a música e pintura, também começou a escrever os seus primeiros versos por volta dos 13 anos de idade que foi aperfeiçoando ao longo dos anos.
Vladimir foi brutalmente assassinado juntamente com os seus primos e a sua tia quando o grupo foi atirado para uma mina com 20 metros de profundidade que foi bombardeada em seguida. Os corpos foram transportados para fora da Rússia, para Pequim, na China, onde foram enterrados num Cemitério Ortodoxo para que os bolcheviques não os pudessem destruir. Infelizmente, este cemitério foi destruído durante a Revolução Cultural Chinesa para que no local fosse construído um parque de estacionamento.

Grão-Duque Dmitri

Grão-Duque Dmitri
Nome: Dmitri Constantinovich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em segundo grau
Data de nascimento: 13 de junho de 1860, em Strelna, na Rússia
Pai: Grão-Duque Constantino Nikolaevich
Mãe: Alexandra Iosifovna, nascida Alexandra de Saxe-Altemburgo
Data de morte: 28 de janeiro de 1919, em São Petersburgo, na já então Rússia Soviética
Curiosidades: Depois da Revolução Russa de 1917, foi obrigado tal como todos os outros membros da família a apresentar-se à Checa, a polícia política do novo regime que lhe ofereceu a escolha de três cidades como destino de exílio. Ele escolheu a que ficava mais próxima de Petrogrado. No exílio ocupou dois quartos da asa de um mercador da cidade. Partilhou um com o coronel Korochentzov enquanto que a sua sobrinha Tatiana e os filhos ficaram no outro. Nenhum deles tinha autorização para abandonar a casa.
A 14 de julho de 1918, foi separado dos seus companheiros de exílio e enviado para outra cidade onde já se encontravam outros membros da família presos. No dia 21 de julho souberam da morte de Nicolau II e da família e temeram o pior para o seu futuro. Nessa noite os prisioneiros foram transferidos novamente para Petrogrado. Na nova prisão foram interrogados exaustivamente e, quando Dimitri perguntou a razão pela qual tinham os membros da família sido presos, o guarda respondeu que estavam a protegê-los das multidões furiosas que os queriam matar.
Um sobrinho de Dimitri, Gabriel Constantinovich, estava preso na cela ao lado do seu tio e recordou que o seu tio tinha perdido toda a alegria que lhe era característica. Fora da prisão muitos familiares tentaram libertá-los, mas sem sucesso. Gabriel, no entanto, adoeceu gravemente e conseguiu ser libertado e fugiu mais tarde do país.

- Grão-Duque João

Grão-Duque João
Nome: João Constantinovich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em segundo grau
Data de nascimento: 5 de julho de 1886, Pavlovsk, Rússia
Pai: Constantino Constantinovich da Rússia
Mãe: Isabel Mavrikievna, nascida Isabel Augusta de Saxe.Altemburgo
Mulher: Helena da Sérvia
Data de morte: 18 de julho de 1918, em Alapayevsk, na então já Rússia Soviética
Curiosidades: João combateu na Primeira Guerra Mundial, foi condecorado como um herói de guerra e estava na frente de combate quando rebentou a Revolução Russa de 1917, em São Petersburgo.
Em abril de 1918 foi exilado nos montes Urais pelos bolcheviques e foi assassinado atirado com os seus irmãos, tia e primo Vladimir, para uma mina.

- Grão-Duque Constantino

Grão-Duque Constantino
Nome: Constantino Constantinovich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em segundo grau
Data de nascimento: 1 de janeiro de 1891, em São Petersburgo, Rússia
Pai: Constantino Constantinovich da Rússia
Mãe: Isabel Mavrikievna, nascida Isabel Augusta de Saxe.Altemburgo
Data de morte: 18 de julho de 1918, em Alapayevsk, na então já Rússia Soviética
Curiosidades: Era uma pessoa silenciosa e tímida que gostava de teatro e foi educado na "Corps des Peges", uma prestigiada academia militar em São Petersburgo. Serviu no Exército Russo durante a Primeira Guerra Mundial. Um padre que o conheceu na frente de combate escreveu: "Era um oficial extremamente modesto da Guarda do Regimento de Ismailovky que era adorado pelos seus colegas e soldados. Entre eles era um soldado corajoso que se distinguia dos demais. Pessoalmente lembro-me de o ver nas trincheiras entre os soldados, arriscando a sua vida."

- Grão-Duque Igor

Grão-Duque Igor
Nome: Igor Constantinovich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em segundo grau
Data de nascimento: 10 de junho de 1894, em São Petersburgo, na Rússia
Pai: Constantino Constantinovich da Rússia
Mãe: Isabel Mavrikievna, nascida Isabel Augusta de Saxe.Altemburgo
Data de morte: 18 de julho de 1918, em Alapayevsk, na então já Rússia Soviética
Curiosidades: Durante a Primeira Guerra Mundial, Igor foi capitão do regimento de Ismailovsky e tornou-se num herói de guerra condecorado. Contudo a sua saúde era bastante frágil. Sofreu de pleurisia e complicações respiratórias em 1915 , mesmo depois de se curar e regressar às trincheiras, Igor não conseguia caminhar muito depressa e era frequente tossir e cuspir sangue.

Grão-Duque Nicolau

Grão-Duque Nicolau
Nome: Nicolau Mikhailovich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em segundo grau
Data de nascimento: 26 de abril de 1859, Tsarskoye Selo, na Rússia
Pai: Grão-Duque Miguel Nikolaevich da Rússia
Mãe: Olga Feodorovna, nascida Cecília de Baden
Data de morte: 28 de janeiro de 1919, em São Petersburgo, na já então Rússia Soviética
Curiosidades: Nicolau não tinha talento nem vocação para a vida militar. Adorava a educação e implorou ao seu pai para que lhe desse permissão para entrar na universidade, mas o seu pai opôs-se firmemente. Para agradar ao pai, Nicolau entrou na Academia de Pessoal Geral (Colégio de Guerra) onde se distinguiu nos seus estudos. A vida militar não era para ele e preferia estudar borboletas e dedicar-se à pesquisa histórica. Chegou a entrar no exército, pois era algo que todos os Romanov faziam mas foi o único membro da família a deixar o serviço militar.

- Grão-Duque Jorge

Grão-Duque Jorge
Nome: Jorge Mikhailovich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em segundo grau
Data de nascimento: 23 de agosto de 1863, em Bely Klyuch, na Rússia
Pai: Grão-Duque Miguel Nikolaevich da Rússia
Mãe: Olga Feodorovna, nascida Cecília de Baden
Mulher: Maria da Grécia e Dinamarca
Data de morte: 28 de janeiro de 1919, em São Petersburgo, na já então Rússia Soviética
Curiosidades: Na manhã de 14 de julho, dois dias antes do assassinato de Nicolau II e da sua família, um carro com quatro homens armados chegou e recolheu os Grão-Duques das suas casas. Os três foram presos e colocados numa pequena prisão na aldeia onde poderiam ser vigiados melhor. Os rumores do assassinato do Czar chegaram enquanto eles lá estavam. Durante meses, Jorge tentou enviar cartas à sua mulher, várias vezes, sendo que a última data é de 27 de novembro de 1918. Ela tentou comprar a liberdade do marido e dos seus companheiros por 500 mil libras, mas não teve sucesso.
Jorge escreveu à sua mulher: "Deram-nos uma cela a cada um e, mais tarde, o Dmitri juntou-se a nós. Eu vi-o a chegar pelas barras de ferro da minha janela e fiquei abalado pela tristeza dele. As primeiras 24 horas foram difíceis, mas depois disso eles, por sorte, deixaram-nos ficar com as nossas camas de campo e as nossas roupas. Não há mais ninguém na prisão sem ser nós. Eles trataram-nos como camaradas e não voltaram a trancar as celas desde o segundo dia e deixam-nos passear no pequeno jardim da parte de trás. A nossa comida é trazida de fora."

Grão-Duque Sérgio

Grão-Duque Sérgio
Nome: Sérgio Mikhailovich da Rússia
Relação ao Czar Nicolau II: Primo em segundo grau
Data de nascimento: 7 de outubro de 1869, em Borjomi, na Rússia
Pai: Grão-Duque Miguel Nikolaevich da Rússia
Mãe: Olga Feodorovna, nascida Cecília de Baden
Data de morte: 18 de julho de 1918, em Alapayevsk, na já então Rússia Soviética
Curiosidades: Sérgio adorava a vida militar e servia em vários regimentos. Tal como o seu pai, preferia as munições e artilharia. Depois de se formar na Escola de Artilharia de Mikhailovsky, iniciou o seu serviço militar na Brigada de Cavalaria Artilhada da Guarda. A sua única inclinação artística era o canto gregoriano, o que o levou a criar um coro com mais de 60 vozes, entre elas cantores profissionais.
Permaneceu solteiro toda a sua vida, vivia na casa do pai e, mais tarde, com os seus irmãos mais velhos viveu no novo palácio Michaelovsky nas margens do Neva. As alas e os corredores eram tão grandes que Sérgio tinha que os percorrer de bicicleta para visitar os seus irmãos, Nicolau e Jorge que moravam noutras partes do palácio.

Apesar da perseguição comunista à família imperial, os Romanov não se extinguiram. A sucessão da casa real russa foi assegurada pela descendência de Vladimir, tio paterno do último Czar, Nicolau II. O seu filho Cirilo sucedeu-lhe na chefia da casa e família imperial, intitulando-se, no exílio, Czar de Todas as Rússias.

MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.

sábado, 26 de outubro de 2019

A Família Romanov e a sua Execução

Família Romanov
A Dinastia Romanov foi uma família nobre russa, sendo a segunda e última dinastia imperial e portanto, a família imperial que governou a Moscóvia e o Império Russo, de 1613 a 1762.

Entre 1762 e 1917, a Rússia foi governada por uma ramificação da Casa de Oldenburgo, que manteve o sobrenome Romanov, hoje ainda utilizado pelos descendentes.

O último Czar foi Nicolau II, que foi assassinado com a sua esposa e filhos, após a revolução de 1917, liderada pelos bolcheviques.

Nicolau II nascido em 1868, era filho do Czar Alexandre III e da Imperatriz Maria Feodorovna.
Pais de Nicolau: Czar Alexandre III e Imperatriz Maria Feodorovna
Nicolau e os irmãos foram educados rigorosamente, dormiam em camas de armar duras e os seus quartos eram pobremente mobilados, exceto num objeto religioso da Virgem e Filho rodeado por pérolas.

Desde cedo Nicolau demonstrou um temperamento tímido e inclinações que o orientavam mais para a vida doméstica. Dançava de forma elegante, era um bom atirador, andava a cavalo e praticava desportos. Falava francês, alemão e inglês. Adorava a história e a pompa do exército.

Contrariando os pais, Nicolau quis casar com a princesa Alice de Hesse e Reno.

Alice hesitou em aceitar a proposta de casamento devido ao requerimento de que teria que se converter do luteranismo para a ortodoxia russa e renunciar à sua fé inicial. Tornaram-se oficialmente noivos no dia 8 de abril de 1894, em novembro seguinte Alice converteu-se à ortodoxia e passou a chamar-se Alexandra Feodorovna.
Fotografia oficial do noivado de Nicolau e Alice de Hesse e Reno
O casamento estava marcado para a primavera seguinte, mas por insistência de Nicolau foi antecipado, o casamento aconteceu a 26 de novembro de 1894. Alexandra usou o tradicional vestido de noiva da família Romanov e Nicolau usou um uniforme dos Hussardos.
Casamento de Nicolau e Alexandra Feodorovna
Nicolau governou desde a morte do seu pai, a 1 de novembro de 1894 até à sua abdicação a 15 de março de 1917, quando renunciou em seu nome e do seu herdeiro.

Do casamento de Nicolau e Alexandra nasceram cinco filhos, quatro raparigas e o mais novo um rapaz: Olga em 1897, Tatiana em 1897, Maria em 1899, Anastácia em 1901 e Alexei em 1904.
Filhos de Nicolau e Alexandra
Olga era inteligente e rápida a captar ideias, falava rapidamente, com sinceridade e perspicácia. Lia muito e adorava passear e nadar com o pai, conversavam durante longas caminhadas.
Olga Nikolaevna
Tatiana era a mais sociável e aparecia em mais ocasiões públicas do que as suas irmãs. Os seus irmãos tratavam-na como a “Governanta” porque era ela quem intercedia por eles aos pais. Era muito próxima da mãe.
Tatiana Nikolaevna
Maria tinha um grande talento para a pintura e desenho, era considerada a mais amável e simpática, o que lhe rendeu o apelido de “o anjo da família”. Maria flertava com jovens soldados e os seus assuntos preferidos eram casamento e filhos. Muitos achavam que Maria seria uma boa esposa para qualquer homem.
Maria Nikolaevna
Anastácia era a mais travessa e esperta, fazia imitações maldosas das pessoas que conhecia e brincadeiras, que por vezes iam longe demais. Em pequena, subia às árvores e apenas Nicolau conseguia que descesse. Era chamada de “diabinho” e “a criança terrível”.
Anastácia Nikolaevna 
Alexei foi um bebé muito desejado, já que até ao seu nascimento não havia um herdeiro para o trono. Apesar disso, poucos meses depois, descobriu-se que sofria de hemofilia, uma doença hereditária que impede a coagulação normal do sangue, na época era uma doença que não tinha tratamento e normalmente levava à morte precoce. Os seus pais decidiram não divulgar a sua condição, ninguém fora do palácio sabia. Quando faltava a eventos públicos era dito que ele tinha-se constipado ou magoado no tornozelo, mas já ninguém acreditava nessas explicações e passou haver rumores de que ele era mentalmente retardado, epiléptico ou que tinha sido vítima de bombas anarquistas. Tirando a doença, Alexei era uma criança barulhenta, vivo e reguila como a sua irmã Anastácia.
Alexei Nikolaevna
Durante o reinado de Nicolau viu a Rússia a decair de uma potência do mundo para um desastre económico e militar. Ficou conhecido pelos críticos como “o Sanguinário” devido à Tragédia de Khodynka, pelo Domingo Sangrento e pelos fatais ataques antissemitas que aconteceram durante o seu reinado.

Havia um aumento cada vez maior da pobreza à medida que o governo fracassava em produzir abastecimentos, criando tumultos e rebeliões.

Na primavera de 1917, a Rússia estava próxima a um colapso total. O exército levou 15 milhões de homens das fazendas e os preços dos alimentos elevaram-se.

No final da Revolução de Fevereiro de 1917, Nicolau II foi forçado a abdicar. Inicialmente abdicou a favor do filho Alexei, mas rapidamente mudou de ideias depois do conselho dos médicos de que Alexei não viveria muito tempo longe dos pais, que poderiam ser forçados a ir para o exílio.

Tudo indica que abdicou por motivos patrióticos, convencido pelos generais de que tal atitude era indispensável para manter a Rússia na guerra e garantir a vitória. Nicolau abdicou a favor do seu irmão, o Grão-duque Miguel.

O Grão-duque Miguel não aceitou o trono até que o povo fosse permitido votar através de uma assembleia constituinte para a continuação da monarquia ou de uma república.
Grão-duque Miguel, irmão de Nicolau
A abdicação de Nicolau e a revolução bolchevique levou ao fim de três séculos de governo da dinastia Romanov. Também levou a uma massiva destruição da cultura russa, com o fecho e demolição de várias igrejas e mosteiros, confisco de objectos valiosos e bens da antiga aristocracia e classes ricas e a supressão de formas de arte religiosas e folclóricas.

Na Rússia, o anúncio da abdicação do Czar foi recebido com muitas emoções, incluindo alegria, alívio, medo, raiva e confusão.

Em agosto de 1917, o governo de Alexander Kerensky que ocupava o cargo de Primeiro-Ministro, evacuou os Romanovs para Tobolsk, nos montes Urais, alegando que isso os protegeria do crescente fluxo da revolução. A 30 de abril de 1918, foram transferidos para o seu destino final, a Casa Ipatiev em Ecaterimburgo.
Alexander Kerensky
À medida que o tempo passava, Kerensky continuou a visitar a família e o seu relacionamento com eles melhorou nitidamente. A 25 de abril, Kerensky confessou que começou a sentir afeto pelas maneiras modestas e completa ausência de pose. Talvez, era essa a simplicidade sincera e natural que dava ao imperador a fascinação peculiar, o charme que era reforçado ainda mais pelos seus olhos maravilhosos, profundos e tristes.

Em Ecaterimburgo, o Czar foi proibido de usar as dragonas e as sentinelas desenhavam desenhos obscenos na cerca para ofender as filhas de Nicolau.

A 1 de março de 1918, a família foi posta a comer rações de soldados, o que significou a partida de dez criados devotados. A partir daí, manteiga e café foram considerados luxos. O que fez aa família continuar foi a fé de que alguém os ajudaria.
Filhas de Nicolau II durante o cativeiro
Como a guerra civil continuava e o Exército Branco estava ameaçar capturar a cidade, o medo foi que os Romanovs iriam cair em mãos do Exército Branco. Isto era inaceitável para os bolcheviques por duas razões, a primeira era que o Czar ou qualquer um dos membros da sua família poderiam conseguir apoio para a causa Branca, a segunda, se o Czar estivesse morto, qualquer um dos membros da sua família poderiam ser considerados os legítimos governantes da Rússia pelas outras nações europeias.

Em julho de 1918, forças da Legião Checoslovaca estava a chegar a Evaterimburgo, para proteger a Ferrovia Transiberiana, da qual eles tinham controlo. Os bolcheviques falsamente acreditavam que os checoslovacos estavam numa missão para resgatar a família, entraram em pânico e executaram a família.

Perto da meia-noite, Yakov Yurovsky o comandante da Casa da Proposta Especial, ordenou ao médico dos Romanovs, Dr. Eugene Botkin, para acordar a família e pedir para que se vestissem, sob o pretexto de que a família seria transferida para um local seguro devido ao iminente caos em Ecaterimburgo.
Yakov Yurovsky (esquerda) e Dr. Eugene Botkin (direita)
Os Romanovs foram então levados para uma sala onde Nicolau pediu duas cadeiras, onde Alexei e Alexandra se sentaram. Os prisioneiros ficariam a esperar na sala do porão enquanto o caminhão que iria transportá-los não chegava. Uns minutos depois, um esquadrão da polícia secreta foi trazido e Yurovky leu alto a ordem dada pelo Comité Executivo Ural, que os mandava executar.

Assim que é dada a ordem de execução Alexandra e Olga tentam fazer o sinal da cruz, mas não conseguiram devido ao começo do tiroteio. Primeiro morreu Nicolau, depois atiraram em Alexei. Os executores então começaram a disparar caoticamente até todas as vítimas terem caído.
Nicolau II dias antes de ser executado, em julho de 1918
Havendo alguns sobreviventes, Pyotr Ermakov esfaqueou-os com baionetas porque os tiros poderiam ser ouvidos do lado de fora. As últimas a morrer foram Tatiana, Anastácia e Maria, que tinham alguns diamantes costurados na sua roupa, o que as tinham protegido dos tiros.

Tatiana morreu apenas com uma bala na cabeça, Alexei recebeu dois tiros, pois não tinha morrido com o primeiro.
Quarto onde a família imperial foi assassinada após o acontecimento
Então os corpos dos Romanov foram levados para fora da cidade e atirados numa mina, no entanto, para limitar as possibilidades de que os cadáveres fossem descobertos, os soldados os levaram para um túmulo não identificado e os desfiguraram com ácido.
Local onde foram encontrados os corpos de Nicolau II e da sua família, em 1991
A princípio as autoridades soviéticas apenas transmitiram a morte de Nicolau II. Por algum tempo, a informação oficial era a de que a família tinha sido evacuada de Ecaterimburgo e enviada para longe do caos da guerra civil russa. Só no início da década de 1920 é que os detalhes da execução foram expostos, quando os envolvidos confessaram.

O assassino de Nicolau, Yakov Yurovky, em 1920, entregou pessoalmente as jóias que pertenciam à família imperial a Moscovo. Conseguiu alguns cargos importantes no novo Estado bolchevique.

A casa onde os Romanov foram executados, foi demolida em 1977, quando o governo regional era liderado pelo futuro presidente, Boris Yeltsin. Mais tarde, uma igreja foi construída no local, que hoje é um ponto de peregrinação.
A casa Ipatiev a ser demolida, em 1977
Durante a União Soviética, foi oficialmente declarado que a família imperial fora executada sob ordens do governo soviético dos Urais, que afirmou que as execuções foram necessárias, pois os regimentos da Checoslováquia estavam-se aproximando. O governo soviético também mencionou uma conspiração “contra-revolucionária” armada para libertar o antigo monarca. Nenhum sinal de uma possível conspiração foi encontrado, embora os checos tenham tornado a cidade oito dias depois da execução da família imperial.

Na Rússia pós-soviética, a investigação sobre a execução do último Czar e a sua família chegou à conclusão de que a ordem foi dada pelas autoridades locais dos Urais. Não há qualquer documento evidenciando que Lenine ou outro dos líderes bolcheviques estivessem interessados na execução do Czar. Alguns historiadores argumentam que Moscovo queria organizar um julgamento para Nicolau.

Ao mesmo tempo, alguns envolvidos disseram que, na véspera do assassinato, receberam um telegrama codificado de Moscovo, ordenando a morte do Czar, mas não de toda a sua família. Matar todos foi uma iniciativa do governo soviético local, cujos membros eram muito mais radicais do que os bolcheviques do Kremin.

Nicolau II, a sua mulher e três das suas filhas receberam um funeral de Estado antes de serem sepultados na Fortaleza de Pedro e Paulo, em São Petersburgo, em 1998. O presidente Boris Yeltsin compareceu à cerimónia, embora o então Patriarca da Igreja, Alexei II se tenha recusado a ir.
Militares levam o caixão de Nicolau II durante o seu sepultamento e da sua família na Catedral de S. Pedro e S. Paulo, em S. Petersburgo, em 1998
Em 1981 a família foi canonizada pela Igreja Ortodoxa Russa no Exterior como Neomártires. Em 2000, a Igreja Ortodoxa Russa canonizou a família como Portadores da Paixão.

Canonização de Nicolau foi controversa. A Igreja Ortodoxa Russa no Exterior ficou dividida sobre a questão em 1981, e alguns membros sugeriram que ele era um governante fraco que falhou em impedir a ascensão dos bolcheviques. Um padre salientou que o seu martírio na Igreja Ortodoxa Russa não teve nada relacionado com as suas ações pessoais, mas sim pelo motivo que foi morto.

A Igreja dentro da Rússia rejeitou a classificação da família como neomártires por não terem morrido por causa da sua fé. Os líderes religiosos nas duas igrejas também tinham objeções quanto à canonização da família do Czar pois a sua incompetência levou a uma revolução e ao sofrimento do seu povo, além de ter sido em parte o motivo do seu assassinato, o da sua família e criados. Para os seus oponentes, o facto de que Nicolau era um homem gentil, bom marido ou um líder que mostrava genuína preocupação com o povo não o remia por sua época à frente da Rússia.

A 30 de setembro de 2008, a Suprema Corte da Rússia reabilitou a família real russa e o Czar Nicolau II, 90 anos após a sua morte. A Suprema Corte russa declarou que a sua execução foi ilegal e que a família real russa foi vítima de um crime.

MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Série: "Os Últimos Czares"

Série: "Os Últimos Czares"
É uma série da Netflix, que é uma espécie de série histórica e documentário, porque entre o decorrer da história surgem historiadores e outros especialistas a explicar as situações que se vão passando ao longo dos episódios.

É uma série de seis episódios que fala da subida ao trono russo do Czar Nicolau II e um pouco do reinado e influencia de Gregori Rasputin na família e política, e depois o final. A série é dividida em duas alturas, uma que vai decorrendo ao longo da história e outra que acontece em Berlim em 1920/21 que mostra uma rapariga com traços de amnésia traumática que diz ser Anastasia, uma das filhas de Nicolau II, e quando vai até esse tempo, geralmente no início e fim do episódio, tenta-se provar que é ou não a filha do Czar.
Família Imperial Russa
A série estreou a 3 de julho de 2019, portanto é bem fresquinha e vê-se bem, com seis episódios de cerca de 45 a 50 minutos cada. Gostei da série porque gosto de documentários com um lado de encenação. Nos episódios podemos ver cenas gravadas, parte de documentário e imagens e filmes reais de época. Mas há quem não goste de no meio das cenas apareçam comentadores, mas também as intervenções são oportunas portanto.

Trailer:


Ao ver esta série deu-me várias ideias de novos post's que irei colocar brevemente, pois decidi aprofundar mais os conhecimentos adquiridos ao visualizar a série.

Atores principais:
- Czar Nicolau II - interpretado por Robert Jack

- Czarina Alexandra - interpretada por Susanna Herbert

- Gregori Rasputin - interpretado por Ben Cartwright

- Príncipe Alexei - interpretado por Oskar Mowdy

- Pierre Gilliard - interpretado por Oliver Dimsdale

- Grão-duque Sergei Aleksandrovich - interpretado por Gavin Mitchell

- Piotr Stolypin - interpretado por Brian McCardie

- Iakov Iurovski - interpretado por Duncan Pow


MZ

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terça-feira, 22 de outubro de 2019

A Lente de Contacto no Hóquei


Na imagem vemos jogadores de hóquei no gelo da Liga americana a procurarem a lente de contacto do jogador Jack Evans, em 1962.

MZ

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domingo, 20 de outubro de 2019

Cenouras invés de Gelados




Duas crianças vêem um cartaz oferecendo cenouras invés de gelados durante o grande racionamento de comida durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941.


MZ

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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Capacidade de CD-ROM 1994

Bill Gates
Bill Gates ilustrando a capacidade de armazenamento do CD-ROM 1994.

Disse: "'Este CD-ROM pode armazenar mais informações que este papel todo em baixo de mim".

MZ

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