segunda-feira, 8 de julho de 2019

Eva Perón

Eva Perón
Maria Eva Duarte de Perón nasceu em Los Toldos, na Argentina a 7 de maio de 1919.

A sua infância em Los Toldos e depois em Junin foi pobre. A sua mãe, Juana Ibarguren, era uma costureira obsessiva com limpeza, extremamente organizada e era amante de Juan Duarte, um homem com algum dinheiro que tinha outra família em Chivilcoy, com outros seis filhos. Juan registou todos os filhos que teve com a mãe de Eva, curiosamente não registou Eva e muitos historiadores relacionam este facto, tido como uma frustração para Eva.

Talvez por isto, quando já estava no poder, teve um papel dominante na valorização dos laços familiares dos pobres argentinos.

Quando o pai de Eva morreu, a sua mãe foi com os cinco filhos, ainda todos pequenos, até ao local do velório para se despedirem. Foram escorraçados do velório pela viúva e pelos filhos legítimos de Juan. Juana bateu o pé e insistiu que os filhos tinham o direito de beijar o pai morto. Depois de negociações e para evitar falatórios na cerimónia fúnebre, foi-lhes permitido que se despedissem, a condição de em seguida irem embora.

Depois Juana mudou-se com os filhos para Junin. Nesta época Eva sonhava ser artista, ser uma estrela de teatro e de cinema. Eva era fã da atriz norte-americana Norma Shearer, o modelo de mulher e de artista desde a sua infância.

Eva assistia a dezenas de vezes os filmes no cinema de Junin e jurava que ainda teria uma casa com telefones brancos e lençóis de cetim, como Norma tinha nos filmes.

Eva na sua adolescência dizia "Só me casarei com um príncipe ou um presidente". Era desprezada por todos por ser uma filha ilegítima. Os colegas da escola, por exemplo, não tinha permissão para cortejar Eva, em razão da origem. As suas três irmãs mais velhas progrediam socialmente, encontraram trabalho e fizeram bons casamentos.

Eva continuava decidida a tentar a vida no mundo do espetáculo. Aos 15 anos, no dia 2 de janeiro de 1935, partiu para a capital, Buenos Aires. Eva batia incansavelmente às portas dos teatros. Além da teimosia que se tornou lendária, Eva não tinha grande coisa para oferecer.

Aos 17 anos, em 1937, estreou no cinema no filme "Segundos Afuera" e, em seguida, foi contratada para fazer radionovelas.

Em 1944, conheceu Juan Domingo Perón, então vice-presidente da Argentina e Ministro do Trabalho e da Guerra. No ano seguinte Juan Perón foi preso por militares descontentes com a sua política, voltada para a obtenção de benefícios para os trabalhadores.

Eva organizou então comícios populares que forçaram as autoridades a libertar Juan Perón. Pouco depois casaram-se e Juan foi eleito Presidente em 1946.
Eva e Juan Perón, no dia em que se casaram
Eva famosa pela sua elegância e o seu carisma.

Eva foi da total pessoa desconhecida à mais popular pessoa e política. Tornou-se numa das mulheres mais importantes e poderosas do mundo.

No papel de primeira-dama, Eva desenvolveu um trabalho intenso no lado político, criando o Partido Peronista Feminino e dando direito a voto às mulheres em 1947.

No lado social, desenvolveu a Fundação Eva Perón, onde trabalha mais de 18 horas por dia distribuindo alimentos, roupas, construindo hospitais, escolas, lares para mães solteiras e asilos para idosos.

Apesar de ter ganho a simpatia da classe mais baixa da população, Eva era severamente criticada pela oposição, que transferiram para ela a antipatia e a rejeição que sentiam por Juan Perón.

Eva foi incentivada, pelas massas, a candidatar-se a vice-presidente, mas Eva nesta altura encontrava-se doente devido a um cancro diagnosticado em 1946, negou o pedido dizendo que o seu "humilde coração de mulher Argentina" a impedia de assumir tal cargo.
Eva Perón vota enquanto se encontrava já gravemente doente no hospital, em 1951
Após vários meses de sofrimento por ter cancro, Evita, como ficou conhecida, faleceu a 26 de julho de 1952, com apenas 33 anos.

A sua morte causou uma comoção nacional sem precedentes na história da Argentina. O seu velório durou 14 dias, sendo acompanhado por milhares de argentinos que se amontoavam nas ruas e avenidas de Buenos Aires para se despedirem da "mãe dos descamisados".
Funeral de Eva Perón
Com a queda de Juan Perón do poder, o corpo embalsamado de Eva foi removido pelos militares do seu túmulo, pois tinham medo que o local se tornasse local de adoração. O corpo de Eva foi então enterrado numa cova com um nome falso em Itália. O corpo só foi devolvido a Juan em 1971, durante o seu exílio em Madrid.

MZ

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sábado, 6 de julho de 2019

Soldado dá de comer a Órfão


Soldado alemão dá pão a uma criança órfã russa, em 1942.

MZ

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quinta-feira, 4 de julho de 2019

Elvis Presley com os Pais

Elvis Presley com os pais - 1954
Elvis Presley foi um famoso músico e ator norte-americano nascido a 8 de janeiro de 1935.

Mundialmente conhecido como o Rei do Rock e com a alcunha de "Elvis, The Pelvis" pela forma extravagante, mas ousada como dançava e se mexia.

Nasceu na cidade de Tupelo, no estado do Mississipi. Elvis teria tido um irmão gémeo mas Elvis foi o único que sobreviveu ao parto, o irmão, Jessie Garon, nasceu morto.

Aprendeu com os pais a ser respeitoso, independentemente de aspetos de qualquer ordem, quer étnicos, sexuais e/ou sócioeconómicos.

O estado do Mississipi era na sua infância, um centro do racismo americano, mas um furacão em 1936, promoveu a união entre negros e brancos.

No início da sua infância, Elvis não conviveu muito com o pai, este foi preso em 1937, devido a umas disputas de património.

Em 1945, o seu pai o presenteou com uma viola, que passou a ser a sua companhia constante, incluindo na escola.

A família de Elvis mudou-se para Memphis a 12 de setembro de 1948, moraram durante bastante tempo em condições precárias.

Elvis concluiu os seus estudos em 1953 e, entre 1948 e 1954, trabalhou em várias atividades.

Nas horas vagas cantava e tocava viola.

Em 1958, Elvis foi para o exército, uma convocação real, facilmente descartável, no entanto, foi aproveitada de forma comercial pelo seu empresário para expandir a sua faixa de público.

Transferido, ficou na Alemanha de outubro de 1958 até março de 1960.

A 14 de agosto de 1958, o falecimento da sua mãe Fladys Presley tornaria-se a altura mais dramática da sua vida. Elvis nunca mais conseguiu ser o mesmo.

Elvis morre no dia 16 de agosto de 1977, devido a um colapso fulminante associado a uma disfunção cardíaca.

Dois meses após a sua morte, o seu corpo e o da sua mãe foram retirados da cripta do Cemitério de Forest Hill, em Memphis e levados para um novo túmulo.

O pai de Elvis, Vernon Elvis Presley, faleceu a 26 de junho de 1979 em Memphis.


MZ

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terça-feira, 2 de julho de 2019

Elizabeth Taylor

Elizabeth Taylor
Elizabeth Rosemond Taylor, nasceu em Hampstead, na Inglaterra a 27 de fevereiro de 1932.

Filha de pais americanos, Francis Leen Taylor e Sara Viola Rosemond Warmbrodt, mudaram-se para os EUA em 1939.

Elizabeth começou a sua carreira no cinema ainda em criança, quando foi descoberta com 10 anos. Foi contratada pela Universal Pictures e filmou "There's One Born Every Minute".
Elizabeth Taylor no filme "There's One Born Every Minute"
Revelou o seu talento em filmes infanto-juvenis, como na estreia em 1943 num pequeno papel da série "Lassie".

Evoluiu como atriz talentosa e respeitada pela crítica, nos anos 1950 filma dramas, como "Um Lugar ao Sol" e "Giant". Fez ainda o filme "A Última Vez que Vi Paris".
Elizabeth Taylor no filme "Um Lugar ao Sol"
Elizabeth foi considerada uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos, nas suas características destacavam-se os seus olhos de cor azul-violeta, uma cor rara. 
Elizabeth Taylor - imagem onde se destaca a cor dos olhos da atriz
Era grande apreciadora de jóias, adorava o brilho de brincos, colares, anéis e pulseiras, além de gostar de maquilhagens, sapatos de grife, bolsas da moda e vestidos caros. Os críticos da moda consideravam a sua simetria de rosto e corpo ideias, ambas se encaixavam perfeitamente.

Elizabeth terá dito: "Grandes mulheres precisam de grandes diamantes". Da sua coleção de jóias, fazem parte, entre muitas outras, dois diamantes, um com 33,19 quilates e o outro, o mais pesado do mundo, chamado de Taylor-Burton com 69,42 quilates.
O famoso diamante conhecido por Taylor-Burton de 69,42 quilates de Elizabeth Taylor
Numa carreira de cerca de 60 filmes, Elizabeth entrou para a História em 1961, como a atriz mais bem paga do cinema, tendo recebido 1 milhão de dólares para protagonizar o épico "Cleópatra".
Filme "Cleópatra" de 1961
Com a sua vida pessoal, tornou-se famosa pelos vários casamentos que teve, oito ao todo. O primeiro casamento foi com Conrad Nicholson Hilton, em 1950. O casamento durou apenas um ano.
Casamento de Conrad Nicholson Hilton e Elizabeth Taylor
O segundo marido, Michael Howard Wilding, casados de 1952 a 1957, juntos tiveram dois filhos: Michael em 1953 e Christopher em 1955.
Elizabeth Taylor e o segundo marido, Michael Wilding e os dois filhos: Michael e Christopher
O terceiro marido, Michael Todd, morreu num acidente aéreo em 1958, no qual Elizabeth não foi devido a uma gripe. Deste casamento de apenas um ano, teve uma filha, Eliza em 1957.
Michael Todd, Elizabeth Taylor e a filha de ambos, Eliza
O quarto marido foi o melhor amigo do seu marido, Eddie Fisher, em 1959, com quem viveu até 1964.
Elizabeth Taylor e Eddie Fisher
O mais famoso casamento foi com o ator britânico Richard Burton, o seu quinto casamento, com quem se casou duas vezes. De 1964 a 1974 e de 1975 a 1976. O casal adotou uma menina alemã, a quem chamaram de Maria. Este casamento era muito conturbado, cheio de discussões e ciúmes, com indas e vindas, chegando a ficar separados por mais de seis meses.
Richard Burton e Elizabeth Taylor
Nos anos 70, ainda casada, passou a ter uma relação com o embaixador iraniano nos EUA, Ardeshir Zahedi, encontravam-se em quartos de luxo da cidade. Por não gostar de ter uma relação às escondidas, decidiu assumir o romance e conseguiu divorciar-se.
Ardeshir Zahedi e Elizabeth Taylor
Decide depois separar-se de Ardeshir por este não dar importância à relação de ambos. Então conheceu o político John Warner. Casaram-se e este casamento durou de 1976 a 1982.
Elizabeth Taylor e John Warner
Com o passar dos anos não quis se casar mais, apenas namorava alguns homens e vivia pequenas aventuras, até que conheceu Larry Fortensky, casando-se em 1991 no Rancho Neverland, propriedade do seu amigo Michael Jackson.
Elizabeth Taylor e Larry Fortensky
A separação viria acontecer em 1996, por diferenças que Elizabeth considerava irreconciliáveis. Após este casamento, não voltou a casar, apenas a namorar.

Nos anos 90, a atriz que se orgulhava de nunca ter passado um dia sem colocar perfume, lançou uma série de fragrâncias de sucesso no mercado.

Foi a melhor amiga de Michael Jackson. Este dedicou-lhe vários dos seus trabalhos, inclusivo as canções: "Liberian Girl" e "Elizabeth, I Love You". Era também madrinha do seu primeiro filho, Prince Michael Jackson I.
Michael Jackson e Elizabeth Taylor


Foi uma pioneira no desenvolvimento de ações filantrópicas, arranjando fundos para as campanhas contra a SIDA a partir dos anos 80, logo após a morte do ator Rock Hudson por SIDA.
Rock Hudson
Ainda em jovem sofreu com problemas com o vício do álcool e drogas, mas conseguiu libertar-se e seguir a sua carreira. Em 1997, teve que se submeter a uma cirurgia delicada para remover um tumor no cérebro.

Ao longo dos anos a sua saúde foi-se agravando devido a problemas relativos à insuficiência cardíaca crónica. Em 2009, foi submetida a uma cirurgia para substituir uma válvula defeituosa no coração.

Usava cadeira de rodas para lidar com a sua dor crónica na região cardíaca.

Em fevereiro de 2011, apareceram novos sintomas relacionados à sua insuficiência cardíaca. Não aguentando de dor no peito e com muita falta de ar, foi internada no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles para fazer uma cirurgia de emergência, mas não resistiu e veio a morrer de paragem cardíaca.

Faleceu na manhã do dia 23 de março de 2011, aos 79 anos de idade. Encontra-se sepultada no Forest Lawn Memorial Park, Glendale, Los Angeles, nos EUA:


MZ

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domingo, 30 de junho de 2019

As Gémeas que sofreram experiências em Auschwitz

Gémeas Eva e Miriam Mozes Kor
Eva Mozes Kor, atualmente com 85 anos, e sua irmã gémea foram usadas em várias experiências científicas, Eva já escreveu vários livros e participou em vários documentários sobre o Holocausto.

Eva e Miriam, nasceram na Roménia numa família judia. Além das gémeas, a família teve duas outras filhas mais velhas, Edith e Alice.

Em 1944, toda a família foi levada para Auschwitz numa carruagem de gado. Ao chegarem ao campo de concentração, o diretor do campo questionou a mãe das meninas para saber se eram gémeas. Com a confirmação, as duas meninas foram separadas da mãe. Eva e Miriam nunca mais conseguiram saber do paradeiro dos seus pais e irmãs.

O fenómeno de gémeos intrigava os médicos nazis, incluindo o mais brutal de todos, o médico Josef Mengele. Este médico ficou conhecido como "Anjo da Morte" de Auschwitz. Milhares de pessoas foram vítimas das suas experiências.

Mengele tinha um interesse clínico pelos gémeos, porque os nazis queriam aumentar a taxa de natalidade das mulheres arianas. Além disso, era de extrema importância entender como várias doenças afetavam o corpo humano.

Para descobrir como as doenças se manifestavam, Mengele injetava um vírus mortal num dos gémeos e comparava os resultados com o seu irmão ou irmã saudável. Mengele liderou, ainda, experiências para mudar a cor dos olhos através de produtos químicos e a criação artificial de gémeos siameses.

As gémeas Eva e Miriam foram submetidas a vários desses testes e experiências genéticas.

Segundo relatos de Eva, uma vez ela, foi separada da sua irmã e foi levada para o laboratório. Lá recebeu sangue na mão esquerda, enquanto na mão direita ela recebeu várias injeções diferentes. Depois deste procedimento, teve febre, os braços e as pernas ficaram inchados e muitas manchas vermelhas apareceram no seu corpo. Mengele disse-lhe que tinha apenas duas semanas de vida. Inesperadamente, sobreviveu e foi levada novamente para perto da sua irmã.

Em janeiro de 1945, um dos prisioneiros do campo entrou no quartel em que as duas meninas estavam abrigadas com o anúncio da liberdade. Soldados do Exército Vermelho estavam ali para libertar todos os presos.

Depois da libertação, as irmãs, de então 11 anos, ficaram sob custódia de freiras num convento. Eva conta que as freiras faziam de tudo para elas, lhes davam brinquedos, mas as jovens não conseguiam brincar mais depois dos horrores vividos. Eva diz que achava que a sua infância tinha terminado em Auschwitz para sempre.

Depois, as duas meninas puderam voltar para casa, na aldeia de Port, na Roménia. Mas ao chegarem lá, encontraram a casa vazia e roubada. Para Eva, aquele foi o dia mais triste da sua vida, pois tinha esperança de encontrar algum familiar vivo quando voltasse a casa.

Aos 16 anos, em 1950, as gémeas mudaram-se para Israel, e se estabeleceram na cidade Haifa. Alguns anos depois, Eva casou-se com outro sobrevivente do Holocausto, Michael Cora. O casal mudou-se para os EUA e tiveram dois filhos.

Miriam sofreu com uma doença renal até ao fim da sua vida, causada pelas experiências feitas no campo de concentração. Eva chegou a doar um dos seus rins à irmã, mas em 1993 Miriam morreu, aos 59 anos de idade.

Dois anos depois da morte da sua irmã, Eva fundou o Museu CANDLES, dedicado à história das experiências nazis nas crianças. A sigla significa algo como "Sobreviventes de Experiências de Laboratório Mortífero Nazis de Auschwitz".

MZ

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sexta-feira, 28 de junho de 2019

Marquesa de Alorna

Marquesa de Alorna
A Marquesa de Alorna chama-se Leonor de Almeida Portugal de Lorena e Lencastre. Nasceu em Lisboa, a 31 de outubro de 1750.

Era filha de D. João de Almeida Portugal, segundo Marquês de Alorna e 5º Conde de Assumar e de Leonor de Lorena e Távora.

Foi vítima das perseguições do Marquês de Pombal, que perseguiu a sua família. Passou a maior parte da sua infância na cadeia, mas foi a primeira mulher portuguesa a estimular a revolução do bom gosto.

O atentado contra o Rei português, D. José, na noite de 3 de setembro de 1758, teve como suspeito o Duque de Aveiro e como cúmplices o Marquês e Marquesa de Távora, os seus filhos e o Conde de Atouguia, D. Jerónimo de Almeida. D. José foi atingido na carruagem e os suspeitos presos e barbaramente castigados em Belém.

O pai de Leonor, era filho dos Marqueses de Távora e foi acusado de ter emprestado uma das armas usadas no atentado. Foi preso no Forte da Junqueira e a mulher e as duas filhas, Leonor com então oito anos e Maria, de seis, foram enclausuradas no Convento de S. Félix, em Chelas, local que era frequentado por muitos homens de letras.

Apenas o irmão, Pedro, de quatro anos de idade, ficou livre e foi admitido no Paço, vindo a morrer mais tarde, após uma carreira militar, em Koenigsberg, depois de ter acompanhado Napoleão à Rússia. Com a morte do seu irmão, Pedro, o título dos Marqueses de Alorna passa para Leonor.

No convento, as duas crianças aplicam-se nos estudos de línguas e poesia, que Leonor fez durante os 10 anos de clausura.

A morte de D. José e a subida ao trono de D. Maria I, liberta a família.

Leonor casa aos 18 anos com o Conde de Oeynhausen, um jovem oficial hanoveriano, a 15 de fevereiro de 1779, vindo para Portugal com o Conde reinante de Schaumbourg-Lippe.

Os seus pais não aprovaram logo o casamento, uma vez que este significava o afastamento da filha do país.

Em Viena, na Áustria, a vida foi difícil economicamente. Os filhos foram nascendo e o Conde acaba por morrer a 3 de março de 1793, aos 54 anos. Leonor fica com cinco filhos menores e uma pensão baixa, que mantêm a pobreza. A Marquesa de Alorna sonha com ideias de liberdade e a sua poesia torna-se revolucionária.

De volta a Portugal, é de novo perseguida pelas suas ideias, desta vez por Pina Manique. Vê a sua casa revistada e é exilada em Londres, país que detesta. Só volta a Portugal em 1814, com enorme alegria, apesar de enfrentar enormes dificuldades financeiras. Empenha todos os seus bens, quadros e jóias e fica à mercê dos credores.

Mantém apenas uma pequena parte da casa de Alorna, onde recebe sempre os amigos, numa miséria dourada. Até com as filhas, a felicidade é pouca. Uma é amante de Junot, militar francês, sendo casada, e a outra fora raptada por um médico português fixado em Londres.

A sua residência transforma-se num foco de ebulição cultural, onde se debatem as novas ideias políticas e também as novas correntes estéticas e literárias. Presentes estão Bocage e Alexandre Herculano, em períodos diferentes.

Leonor escolhe o pseudónimo de Alcipe e trabalha em traduções de latim, alemão, inglês e francês, cultiva a epistolografia e escreve poesia, reunida em seis volumes das "Obras Poéticas da Marquesa de Alorna" (1844).

Faleceu a 11 de outubro de 1839, em Lisboa, mas a sua influência literária produziu efeitos numa época de pré-romantismo, que marca a sua poesia, aberta que era a todas as culturas do seu tempo.


MZ

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quarta-feira, 26 de junho de 2019

Ginger Rogers

Ginger Rogers
Ginger Rogers era o nome artístico de Virgínia Katherine McMath. Nascida em Independence, nos EUA, a 16 de julho de 1911.

Única filha de Lela Emogene e de William Eddins McMath. Os seus pais separaram-se pouco depois de Ginger ter nascido.
Lela Emogene e a filha, Ginger Rogers
O seu pai, depois de tentar sem sucesso que a família se unisse novamente, ele sequestrou Ginger duas vezes. A sua mãe divorciou-se do pai pouco depois disso e Ginger nunca mais viu o pai.

O nome de Ginger surgiu, ainda em criança, quando a sua prima mais nova não conseguia dizer Virgínia e então dizia "Ginja".

Em 1915, Ginger mudou-se para casa dos seus avós, enquanto que a sua mãe fazia uma viagem a Hollywood.

Quando Ginger tinha nove anos, a sua mãe casou novamente, com John Logan Rogers. Ginger passou a usar o apelido do padrasto, embora nunca tenha sido legalmente adotada.

A sua mãe tornou-se numa crítica de teatro para um jornal local, o Fort Worth Record.

Na adolescência, Ginger pensou em ser professora, mas com o interesse da sua mãe em Hollywood e no teatro, aumento a sua exposição inicial ao teatro.

A sua carreira começou numa noite em que ganhou um concurso de dança de Charleston que lhe permitiu fazer digressões por seis meses, por volta de 1926.

Aos 17 anos, Ginger casou-se com Jack Culpepper, um artista, a 29 de março de 1929. Juntos formavam um duplo ato de vaudeville conhecido como "Ginger and Pepper". O casamento terminou em meses e Ginger voltou para casa da sua mãe.

Quando a digressão chegou à cidade de Nova Iorque, Ginger ficou a receber trabalhos de canto de rádio e depois da sua estreia na Broadway, no musical "Top Speed", que abriu no dia de Natal de 1929.

Depois Ginger foi escolhida para estrelar na Broadway em "Girl Crazy". A sua aparência neste trabalho fez dela uma estrela noturna aos 19 anos.

Os seus primeiros papéis de cinema foram num trio de curtas-metragens feitas em 1929: "Noite no Dormitório", "Um dia de um Homem de Negócios" e "Campus Sweethearts".

Em 1930 assinou pela Paramount Pictures num contrato de sete anos. Rapidamente desfez o contrato e mudou-se com a mãe para Hollywood.

Na Califórnia fez filmes para a Warner Bros,  Monogram e Fox em 1932, e foi nomeada uma das 15 WAMPAS Baby Stars.

Ginger Rogers namorou com Mervyn LeRoy em 1932, mas a relação terminou. Em 1934, Ginger casou com o ator Lew Ayres, divorciaram-se sete anos depois.
Casamento de Ginger Rogers e Lew Ayres
Ficou conhecida como parceira de Fred Astaire, juntos, de 1933 a 1939, fizeram dez filmes musicais:

  • "Flying Down to Rio" - 1933
  • "The Gay Divorcee" - 1934
  • "Roberta" - 1935
  • "Top Hat" - 1935
  • "Star of Midnight" - 1935
  • "Fallow a Frota" - 1936
  • "Swing Time" - 1936
  • "Shall we Dance"  - 1937
  • "Carefree" - 1938
  • "The Story of Vernon e Irene Castle" - 1939
Ginger Rogers e Fred Astaire


É considerada a melhor parceira de dança de Astaire, principalmente por causa da sua capacidade de combinar as habilidades da dança, com beleza natural e habilidades excecionais como atriz dramática e comediante, complementando assim Astaire.
Ginger Rogers e Fred Astaire
Ginger estrelou uma série de filmes não musicais bem-sucedidos. Em "Stage Door" de 1937, demonstrou a sua capacidade dramática. As suas comédias bem sucedidas eram "Vivacious Lady" de 1938, "Fifth Avenue Girl" de 1939 e "Bachelor Mother" de 1939.
Filme "Stage Door" de 1937 (esquerda) e "Vivacious Lady" de 1938 (direita)
Filme "Fifth Avenue Girl" de 1937 (esquerda) e "Bachelor Mother" de 1938 (direita)
Em 1934, Ginger processou Sylvia de Hollywood por 100 mil dólares por difamação. Sylvia teria alegado que Ginger estava no programa de rádio de Sylvia quando, na verdade, não estava.
Sylvia de Hollywood
A 5 de março de 1939, Ginger estreou "Single Party Going East", um episódio de Silver Theatre no rádio CBS.

Em 1941, Ginger Rogers ganhou o Oscar de Melhor Atriz pelo seu papel na "Kitty Foyle" de 1940.
Filme "Kitty Foyle" de 1940 (esquerda) de onde Ginger Rogers ganhou o Oscar de Melhor Atriz em 1941 (direita)
Em 1943, casa-se pela terceira vez, desta vez com Jack Briggs, um fuzileiro naval. Divorciaram-se em 1949.
Casamento de Ginger Rogers e Jack Briggs
A sua carreira cinematográfica entrou num período de declínio gradual na década de 1950, quando papéis para atrizes mais velhas se tornavam difíceis de obter, mas Ginger ainda conseguiu fazer alguns bons filmes, como: "Storm Warning" de 1950, "Business" e "Nós não estamos casados!" em 1952 e "Tight Spot" em 1955.
Filme "Storm Warning" de 1950 e "Tight Spot" de 1955
Em 1953, Ginger casa-se com Jacques Bergerac, um ator francês de 16 anos de idade, que conheceu numa viagem a Paris. Divorciaram-se em 1957.
Jacques Bergerac e Ginger Rogers
Casou-se pela quinta e última vez com um diretor e produtor, William Marshall,  em 1961. Divorciaram-se dez anos depois em 1971.
Ginger Rogers e William Marshall
Nos últimos anos da sua carreira, fez aparições ao ser convidada para três séries diferentes de Aaron Spelling: "The Love Boat" em 1979, "Glitter" em 1984 e "Hotel" em 1987.
Série "The Love Boat" de Aaron Spelling de 1979
Em 1985, cumpriu o sonho de dirigir, quando dirigiu o musical "Babes in Arms" em Nova Iorque, aos 74 anos.

Pelas suas contribuições para a indústria cinematográfica, Ginger tem uma estrela no Passeio da Fama em Hollywood na 6772 Hollywood Boulevard.

Fez a sua última aparição pública a 18 de março de 1995, quando recebeu o prémio Living Henrity do Women's International Center.

Sofreu um AVC que a deixou parcialmente paralisada e dependente de uma cadeira de rodas. Tinha sido diagnosticada com diabetes Tipo 1 aos 22 anos, e o seu marido, William Marshall tinha que a enganar para ela tomar a insulina, ele dizia-lhe que estava dando-lhe vitaminas, só soube que era insulina depois do divórcio.

Ginger Rogers morreu na sua casa do Rancho Mirage, a 25 de abril de 1995, aos 83 anos. A autópsia indicou que a causa da morte tinha sido ataque cardíaco.

Foi cremada e as suas cinzas foram enterradas no Cemitério do Parque Memorial Oakwood em Chatsworth, na Califórnia, nos EUA, com os restos mortais da sua mãe.

MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.