quarta-feira, 14 de julho de 2021

Livro Negro

A Sonderfahndungsliste GB - Livro Negro

A Sonderfahndungsliste GB, ou Livro Negro, foi uma lista feita pela SS quando se preparavam para a Operação Leão Marinho, que planeava a invasão da Grã-Bretanha, em 1940, após a derrota da França pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial.

Esta lista só foi descoberta depois da guerra, tinha centenas de nomes de personalidades da vida britânica que deveriam ser presas e executadas pelos Einsatzgruppen, os esquadrões da morte da SS.

A informação foi preparada pelo Gabinete Principal de Segurança do Reich (RSHA), sob Reinhard Heydrich. Mais tarde, SS-Oberführer Walter Schellenberg afirmou nas suas memórias que ele tinha feito a lista, no final de junho de 1940.
Reinhard Haydrich (esquerda) e Walter Schellenberg (direita)

A lista tinha 2820 nomes de pessoas, incluindo cidadãos britânicos e exilados europeus, que deveriam ser imediatamente presos e executados.

As abreviaturas após os nomes indicavam se o indivíduo seria detido pela RSHA Amt IV (Gestapo) ou Amt VI (Ausland-SD, Foreign Intelligence).

Muitos dos nomes da lista já tinham morrido quando a lista foi elaborada, como Sigmund Freud, o que mostrava um certo desconhecimento da realidade da sociedade britânica.

A 17 de setembro de 1940, o SS Dr. Franz Six foi designado para uma posição em Londres, onde implementaria as prisões e ações pós-invasão contra as instituições anti-nazis potencialmente perigosas, incluindo a igreja da Inglaterra e os escuteiros. Mas no mesmo dia, Hitler adiou a invasão indefinidamente.
Dr. Franz Six

A lista foi descoberta em setembro de 1945, no final da guerra, em Berlim.

Das 20 mil cópias do folheto "Livro Negro", apenas dois existem atualmente, porque o armazém onde estavam armazenados foi bombardeado e consequentemente destruído. Um dos originais encontra-se no Imperial War Museu, em Londres e o outro na Hoover Institution Library and Archives.

A 14 de setembro de 1945, o jornal "The Guardian" informou da descoberta do documento na sede da polícia da segurança do Reich em Berlim.

Alguns dos integrantes mais importantes da lista eram:
- Winston Churchill, o primeiro-ministro britânico
Winston Churchill

- Neville Chamberlain, ex-primeiro-ministro britânico
Neville Chamberlain

- George Bernard Shaw, escritor
George Bernard Shaw

- Charles de Gaulle, líder da resistência francesa
Charles de Gaulle

- Sir Norman Angell, foi Nobel da Paz em 1933
Sir Norman Angell

- Virgínia Woolf, escritora
Virgínia Woolf

- Sigmund Freud, psicanalista
Sigmund Freud

- Nancy Astor, política
Nancy Astor

- Robert Baden-Powell, fundador e líder do escotismo
Robert Baden-Powell

Ser incluído nesta lista foi considerado uma marca de honra.

MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Sobreviveu a 18 Injeções Letais

Romell Broom
Fonte: Blog da Floresta

Romell Broom nasceu a 4 de junho de 1956, nos EUA.

Romell foi preso por assassinato, sequestro e violação. Condenado em 1984 pelo rapto e morte de Tryba Middleton de 14 anos, em East Cleveland.

Em 2003, recebeu uma oferta do Estado de Ohio para realizar um teste de ADN para provar a sua inocência, no entanto, o resultado não o inocentou.

A audiência de clemência concluiu que "o resultado do ADN não indica uma combinação exata, no entanto indica a probabilidade de Broom não ser o doador é de 1 em 2,3 milhões. Cabe ressaltar que 8 ou 9 homens negros no país teriam o mesmo perfil." Romell Broom pediu um novo teste de ADN independente e uma mudança de equipa de advogados. 

Romell também tem condenações de roubo, roubo qualificado e quatro sequestros de crianças do sexo masculino, e uma condenação de violação de uma menina.

Foi condenado à morte e a sua execução foi marcada para o dia 15 de setembro de 2009. Entretanto, a equipa responsável por conduzir a sua execução tentou durante duas horas estabilizar um acesso intravenoso por onde seria administrada a injeção letal, antes do governador de Ohio Ted Strickland autorizasse o adiamento por uma semana da execução.

Durante as duas horas, Romell Broom sobreviveu a 18 injeções letais.

Os advogados argumentaram que a primeira tentativa de execução foi uma punição cruel e incomum e que executá-lo significaria que o seu depoimento seria perdido, prejudicando assim a ação judicial que questiona a constitucionalidade do procedimento da injeção letal no Ohio.

O juiz do Tribunal Distrital dos Estados Unidos, Gregory L. Frost, marcou para 30 de novembro de 2009 a audiência e desde fevereiro de 2011 Broom aguarda o resultado de um recurso.

A Amnistia Internacional iniciou uma campanha para informar o público sobre a falha na tentativa de execução.

Também existe um documentário sobre o caso: "The Second Execution of Romell Broom" de Michael Vehoeven e o próprio Romell Broom conta a sua história através do e-book "Survivor on Death Row".



Fonte: Wikipédia | Notícias.uol

MZ

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sábado, 10 de julho de 2021

Conrad Schumann o Soldado que Saltou o Muro de Berlim

 

Conrad Schumann a saltar o Muro de Berlim
Fonte: Facebook

Conrad Schumann (1942-1998) foi um soldado da Alemanha Oriental que foi destacado para controlar a linha divisória na rua Bernauer, marcada por arames farpados, pois o Muro de Berlim ainda não estava totalmente construído.

Tornou-se famoso a 15 de agosto de 1961, quando saltou a cerca que dividia o país e que daria origem ao Muro de Berlim nos tempos da Guerra Fria.

A sua foto a saltar a cerca correu o mundo.

As icónicas fotografias da fuga de Conrad Schumann
Fonte: Wikipédia



Fonte: Wikipédia


MZ

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quinta-feira, 8 de julho de 2021

A Fábrica de Carnes contada por Upton Sinclair

Indústria de carnes em Chicago, 1906
Fonte: Aventuras na História

Foi com diversas denúncias de jornalistas e especialistas na área que os EUA, finalmente colocaram regras para a sua produção frigorífica.

Antes da criação da Food and Drug Administration (PT: "Administração de Alimentos e Drogas), em 1906, a situação nas fábricas era a pior imaginável.

Uma das publicações que mais chocou o público dos EUA foi o livro "A Selva" de 1906, do jornalista Upton Sinclair.

Segundo o relatado pelo jornalista, a higiene nas fábricas era provavelmente a última coisa que era pensada dentro das fábricas que produziam carne. Se os trabalhadores precisassem de lavar as mãos antes de deixarem o local, eles deveriam usar os tanques de água da salmoura para os embutidos. Além disso, existiam ratos e desperdícios/lixo por toda a parte da produção, que geralmente não eram retirados para deixar a instalação minimamente limpa.

Para tentar aumentar o volume na produção, sem ter que gastar mais dinheiro com isso, os trabalhadores eram orientados a dar um "aumento" em inúmeras receitas, principalmente às de carnes enlatadas. Bórax e glicerina eram adicionadas à comida para que ela parecesse mais nova, banha colocada em muitos alimentos, papéis, também, e qualquer coisa que caísse dentro das máquinas ficavam na receita. Os químicos tornaram-se numa característica comum nas carnes produzidas pela indústria de Chicago.

Desperdício não era permitido dentro das fábricas, mesmo que se pretendesse mandar fora a carne estragada. Se alguma parte da produção caísse no chão, onde já estavam ratos e expetorações dos trabalhadores com tuberculose, ela seria colocada de volta no produto que iria para o consumidor. Caso restos de roedores mortos por veneno ficassem na carne, era tudo muito escuro para que estes fossem retirados.

Como descrito por Sinclair, o produto continha pontas de carne defumada que a máquina não podia cortar por serem muito pequenas, tripas com químicos que a deixavam menos branca, restos de presunto e carne encontrados no chão da fábrica, as peles das carnes e tempero, qualquer um só para dar algum gosto.

Acidentes de trabalho aconteciam a todo instante, como já era habitual nas linhas de produção do séc. XX, no entanto, aqui, os acidentes ficavam na comida. Se alguém perdia um dedo numa serra e este caia dentro dos recipientes de carne que eram depois colocados numa trituradora, a duas mil rotações por minuto. Ninguém iria reparar, já que o membro ia misturado com o resto.

"Às vezes, os funcionários caíam nos tachos e, quando eram retirados, nunca havia o suficiente deles para que pudessem ser exibidos - por vezes, isso era ignorado por dias, até que tudo menos os ossos era lançado no mundo como Banha Pura Durham", escreveu o jornalista.

Jornalista Upton Sinclair
Fonte: Wikipédia



Fonte: Aventuras na História


MZ

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terça-feira, 6 de julho de 2021

Vida de Versalhes levou à Revolução

Vida em Versalhes
Fonte: Wikipédia

Versalhes no final do séc. XVIII era um mundo à parte. 
Palácio de Versalhes
Fonte: França - France.fr
Além do enorme palácio real, o local era composto por prédios anexos que abrigavam a corte e serviam de sede do governo.

Ficava a 23 km de Paris e alheios à vida miserável da maioria dos franceses, os nobres viviam uma rotina luxuosa financiada pela população explorada.

As 10 mil pessoas instaladas, 3 mil nobres e 7 mil empregados, gastavam 6% de todo o dinheiro dos franceses.

O restante era consumido por dívidas militares, e sobrava muito pouco para os outros 19 milhões de franceses espalhados pelo país.

O rei Luís XVI, desinteressado do seu papel como governante, estava distante da política. A rainha Maria Antonieta, distraia a corte com boa música, jogos e festas que arrastavam o país para uma irresponsabilidade administrativa.
Rainha Maria Antonieta e o Rei Luís XVI da França
Fonte: Rainhas Trágicas
Assim fica fácil de perceber os motivos da Revolução de 1789, que levaria os reis a serem guilhotinados  e poria fim à monarquia absolutista.

Os empregados de Versalhes vinham de famílias pobres e tinham, entre outras obrigações, recolher os penicos e escarradeiras e despejar o conteúdo nas fossas do lado de fora do palácio.

Mas trabalhar no palácio trazia vantagens, como a comida era muita e era possível subir posições dependente do talento ou de favores.

Grandes festas ocorriam pelo menos três vezes por semana. Algumas duravam dias com óperas e jogos nos jardins.

Havia também as mais íntimas, no Petit Trianon, a residência particular da rainha, só nestas festas eram gastos 1 milhão de libras por ano.
Petit Trianon, residência particular de Maria Antonieta
Fonte: Dicas de Paris
O rei raramente participava nas festas, levando uma vida quase reclusa nos seus aposentos, com amigos, amantes e gatos.

Apesar da numerosa guarda real, era comum haver ladrões infiltrados nas festas. Relógios, moedas e objetos valiosos desapareciam com frequência até nos aposentos do rei. Também eram constantes as visitas de indigentes ao palácio.

Comer também era uma festa, um simples jantar envolvia dezenas de empregados. Eram pelo menos sete opções de pratos para cada um dos serviços: entradas, sopas, carnes, assados, vegetais e legumes, sobremesas, cafés e licores.

Os pratos impressionavam ao olhar e ao paladar. Num único dia, eram consumidos 60 gansos, dezenas de peixes e outras aves em quantidade ainda maior.

O desinteresse a pouca afinidade do rei com o governo abriu espaço a fações políticas afeitas a todo o tipo de corrupção e intriga, as chamadas coteries. A convivência tão próxima de grupos divergentes criou um clima cínico nos salões.

Manter-se em Versalhes era caríssimo. Os nobres precisavam vestir-se de maneira luxuosa e ter dinheiro para carteados, carruagens e cabeleireiro. Enquanto uma família burguesa de vida mediana gastava 15 mil libras por ano, uma duquesa gastava a mesma quantia num único vestido, feito de ouro. Os burgueses, que negociavam os tais tecidos, enriqueceram à custa dos caros hábitos da nobreza.

Passear pelos canteiros dispostos em formas geométricas era uma das atividade mais comuns e prazerosas. O próprio rei costumava caminhar de 4 a 8 km entre os 132 km das ruelas ladeadas por árvores frutíferas.

Para manter este verde todo, além dos canais, lagos e fontes instalados no jardim, eram necessários 3600 metros cúbicos de água por hora. Enquanto isso, apenas algumas dezenas de casas tinham água em Paris.

Além disso, os artistas recebiam grandes incentivos da corte. Mozart e Salieri apresentavam-se em concertos semanais.

Peças de teatro foram financiadas pela rainha, cerca de 1200 peças foram encenadas nos 19 anos de reinado, e mais de 20 mil obras, entre pinturas, desenhos e esculturas, estavam/estão expostas no palácio.

Pensadores e intelectuais como Diderot, Rousseau e Robespierre também eram respeitados e se tornaram assunto na corte.


Fonte: Aventuras da História

MZ

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domingo, 4 de julho de 2021

Marcha do Sal

Mahatma Gandhi na Marcha do Sal
Fonte: Wikipédia

No dia 12 de março de 1930, Mahatma Gandhi e vários discípulos iniciaram uma marcha em protesto ao domínio britânico na Índia.

A caminhada, de quase 400 km, durou 25 dias em direção ao litoral.

Gandhi e os seus seguidores paravam de cidade em cidade para descansar, conseguindo assim mais simpatizantes.

O protesto foi incitado pelo facto de que, naquela época, os indianos eram obrigados a comprar produtos industrializados do Reino Unido, sendo proibidos de extrair sal do seu próprio país. 

No dia 6 de abril, depois do banho, ritual sagrado para os hindus, Gandhi apanhou um punhado de sal à beira-mar, e o seu gesto foi repetido simbolicamente pelos milhares de indianos ali presentes. Em resposta a estes atos, os britânicos prenderam mais de 50 mil indianos, entre eles o próprio Gandhi.

Mesmo com a prisão de Gandhi a marcha continuou, em direção às salinas ao norte de Bombaim. 

Aproximaram-se em silêncio dos depósitos de sal, guardados por 400 polícias, que investiram contra eles com cassetetes.

Os protestantes foram caindo, sem esboçar gestos de defesa. Cada coluna que avançava era igualmente abolida.



Fonte: Wikipédia


MZ

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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Acidente Aéreo no Voo Aloha Airlines 243


A 28 de abril de 1988 o avião Boeing 737 da Companhia Aérea Aloha Airlines, do voo 243, saiu de Hilo com destino a Honolulu, ambas as cidades no Hawai. 


Após a inspeção do avião, nada de anormal foi detetado. Além disso, as condições meteorológicas também estavam ótimas para voar.

No entanto, após a descolagem normal e atingir a altura de 7300 mil metros, o avião sofreu uma descompressão explosiva da fuselagem, o que fez um buraco enorme no revestimento metálico do teto do avião de 5 metros.

Como consequência desse buraco, uma tripulante foi sugada para fora do transporte aéreo, foi Clarabelle Lansing, uma hospedeira experiente, de 58 anos, que se encontrava perto dos assentos da 5ª fileira de pé. O seu corpo nunca foi encontrado.

Todos os passageiros estavam sentados e a usar o cinto de segurança quando se deu a explosão.

Apesar da morte da hospedeira, esta foi a única morte em decorrência do acidente. As outras 94 pessoas a bordo sobreviveram quando o capitão Schornstheimer conduziu o avião para o aeroporto mais próximo, o de Kahului, na ilha de Maui.

Foram treze minutos desde a explosão até ao aeroporto. A aterragem foi realizada com segurança. Após a aterragem, os tripulantes e os passageiros foram retirados com rapidez do avião.

No total, 65 pessoas ficaram feridas, oito delas em estado grave.

Na época, Maui ão tinha um centro de emergência para acidentes deste género, por isso valeu a cooperação da população local

As vítimas foram levadas para o hospital mais próximo, muitas foram levadas por carrinhas por funcionários do aeroporto, já que a cidade só tinha duas ambulâncias.

Por coincidência, dois paramédicos estavam no local e ajudaram a realizar um processo de triagem dos tripulantes e passageiros, ainda na pista.

Após diversas análises do avião, os especialistas chegaram à conclusão que o acidente foi causado por uma deficiência na manutenção e inspeção e por problemas na estrutura da fuselagem.

Durante uma entrevista, o passageiro Gayle Yamamoto disse aos investigadores que tinha reparado numa rachadura na fuselagem no momento do embarque, mas que não tinha avisado ninguém.

Até ao dia do acidente o avião da Aloha Airlines já tinha mais de 35 mil horas de voo, mais do dobro do número de ciclos de voos para o qual o avião foi construído. Além disso, o avião operou por muitos anos numa área exposta a elementos como sal e humidade, o que ajudou na corrosão do material.

Desde este acidente, as companhias aéreas passaram a investir na qualidade de programas de manutenção e inspeçáo para evitar mais casos como este.

O avião do acidente foi demolido e além deste, mais dois aviões da Aloha Airlines também foram destruídos, por apresentarem problemas idênticos.


Fonte: Aventuras na História | Wikipédia

MZ

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