domingo, 14 de maio de 2017

Eurovisão para Portugal!

Salvador Sobral - Vencedor do Festival Eurovisão da Canção, na Ucrânia em 2017 - Música "Amar pelos Dois" Autoria de Luísa Sobral
Ontem, 13 de maio de 2017, fez-se História em Portugal, alguns dirão que foi pela vinda do Papa a Portugal e a canonização dos pastorinhos, outros dirão que é pela primeira vez que o S.L.Benfica ganha um Tetracampeonato, mas aqui falarei do momento histórico vivido por Portugal no Festival Eurovisão da Canção, em que pela primeira vez o vence.

Para falar deste momento, vamos recuar um pouco na História e dar todos os detalhes.

O Festival Eurovisão da Canção é um concurso anual de canções com participantes de diversos países, cuja televisão nacional transmissora é membro do European Broadcasting Union.

O primeiro Festival ocorreu a 24 de maio de 1956, onde sete dos dez membros originais da entidade concorreram. Os primeiros países a participar foram a França, a então Alemanha Ocidental, Itália, Holanda, Luxemburgo, Bélgica e Suíça.

Uma das regras que fora imposta depois do sucesso dos ABBA em 1974, banda sueca, foi que cada país cantasse na sua língua de origem e não em inglês, mas essa regra viria a ser retirada em 1999. Atualmente, a maior parte dos países opta por cantar em inglês, com o objetivo de conquista maiores audiências e votos por parte de todos os europeus.

Portugal entrou pela primeira vez no concurso em 1964.

Pela primeira vez em mais de 50 anos de Festival, a 13 de maio de 2017, Salvador Sobral ganha o Festival da Eurovisão, em Kiev na Ucrânia, com a música "Amar pelos Dois". A música é da autoria da irmã de Salvador, Luísa Sobral.
Salvador Sobral atuar no Festival da Eurovisão da Canção, Ucrânia 2017
A canção conseguiu a pontuação máxima - 758 pontos - na votação combinada dos júris nacionais e do público. A mais alta pontuação de sempre num Festival da Eurovisão.


Salvador Sobral é um cantor português, nascido a 28 de dezembro de 1989 em Lisboa. Participou em 2009, no programa Ídolos, na SIC, onde chegou a ser finalista.

A música "Amar pelos Dois":

Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez devagarinho possas voltar a aprender

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez devagarinho possas voltar a aprender

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração pode amar pelos dois

(No video Salvador canta com a irmã, Luísa, no entanto no Festival participou sozinho)


MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Louis e Lola, Sobreviventes do Titanic

Louis e Lola, sobreviventes do Titanic

Louis e Lola - sobreviventes do Titanic 1912 - as únicas crianças resgatadas sem um responsável.

Os seus verdadeiros nomes eram Michel e Edmond Navratil.

Eram irmãos e foram colocados no último salva-vidas pelo próprio pai, a última vez que o viram. Tinham quatro anos e dois anos de idade.

Os meninos reuniram-se com a mãe, Marcelle, quando ela navegou até a Nova Iorque após ver os artigos de jornal sobre eles, o que incluía as suas fotografias.

As crianças iam com o pai para a América à procura de uma vida melhor, a mãe não os tinha acompanhado, pois os pais estavam separados, Marcelle tinha ficado com a custodia dos filhos, mas permitiu que os filhos ficassem com o pai durante o fim-de-semana de Páscoa e ele decidiu emigrar com eles para os EUA.

Os meninos eram franceses e não falavam inglês e não se conseguiam identificar.

Os meninos foram cuidados por uma passageira que falava francês, Margaret Hays, que cuidou deles até a mãe ir ter com eles.

A mãe só chegou a Nova Iorque um mês depois, a 16 de maio de 1912.

MZ

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quarta-feira, 10 de maio de 2017

A Visitar: Palácio de Monserrate

Palácio de Monserrate - Sintra

O Palácio de Monserrate encontra-se no Parque de Monserrate em Sintra.

Foi projetado pelo arquiteto James Knowles e construído em 1858, por ordem de Sir Francis Cook, visconde de Monserrate.
Sir Francis Cook
O Palácio terá sido construído sobre as ruínas da mansão neo-gótica edificada pelo comerciante inglês Gerard de Visme, responsável pelo primeiro palácio de Monserrate.

Os jardins foram entregues ao pintor William Stockdale, ao botânico William Nevill e a James Burt, um mestre jardineiro.

O Palácio foi residência de verão da família Cook.

O Palácio de Monserrate é um exemplar do romantismo português.

A sua decoração interior é uma decoração eclética com folhagens relevadas, bustos, arabescos, rendilhados e arquitetura de estilo indo-persa.

Após as obras terem sido concluídas, foram colocadas no Palácio obras belíssimas e raras que serviriam como adornos mas, atualmente encontram-se desaparecidas.

O Palácio foi posto à venda na década de 1920 e acabou por ser adquirido pelo Estado em 1949. Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1978.

Para visitar
Horário: Até 28 de outubro de 2017
  • Parque: 9h30 às 20h00 - última entrada às 19h00
  • Palácio: 9h30 às 19h00 - última entrada às 18h15
  • Fechado a 25 de dezembro e 1 de janeiro
Preço: Até 28 de outubro de 2017
  • Bilhete adulto (18 a 64 anos): 8€
  • Bilhete jovem (6 a 17 anos): 6,50€
  • Bilhete sénior (maiores de 65 anos): 6,50€
  • Bilhete família (2 adultos e 2 jovens): 26€

A minha visita
Este Palácio foi se calhar o palácio sobre o qual menos ouvi falar dos palácios de Sintra. A nível de jardins e arquitetónico é um palácio excecinal, muito bonito mesmo. Com um estilo romântico que nos faz lembrar as 1001 noites. A única coisa que dececiona é o facto de ter pouco ou nenhum mobiliário, mas tirando isso vale muito a pena a visita.
Visita ao Palácio de Monserrate - Agosto de 2016

MZ

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Os Criadores da Bomba Atómica

Os Criadores da Bomba Atómica - Einstein e Oppenheimer

A Bomba Atómica ou Bomba Nuclear é dispositivo explosivo.

A 2 de agosto de 1939, Albert Einstein escreveu uma carta ao então Presidente dos EUA, Roosevelt, acerca da possibilidade da criação de uma bomba configurada a partir de uma cadeia de reações numa grande massa de urânio.

Dizia na carta: "nos últimos quatro meses tornou-se provável - através do trabalho de Joliot, na França, bem como de Fermi e Szilard, nos EUA – que seja possível desencadear, numa grande massa de urânio, uma reação nuclear em cadeia, que geraria vastas quantidades de energia e grandes porções de novos elementos com propriedades semelhantes às do elemento rádio”. Dizia ainda que essa reação permitiria a construção de bombas ao passo que “um único exemplar desse tipo, levada por um navio ou detonada num porto, poderia muito bem destruir todo porto junto com uma grande área ao seu redor”.

Anos mais tarde, Einstein lamentou o papel que teve no desenvolvimento dessa arma destrutiva: “Eu cometi o maior erro da minha vida, quando assinei a carta ao Presidente Roosevelt a recomendar que fossem construídas bombas atómicas”.

Oppenheimer foi um físico norte-americano que dirigiu o Projeto Manhattan para o desenvolvimento da bomba atómica durante a Segunda Guerra Mundial, no Laboratório Nacional de Los Alamos, no Novo México.

Apenas duas armas nucleares foram utilizadas durante uma guerra, quando os EUA bombardearam duas cidades japonesas no fim da Segunda Guerra Mundial.

Hoje, apesar da existência do Tratado de Não proliferação Nuclear, assinado em 1961, vários países ainda têm interesse na construção de armas nucleares para se fortalecerem política e militarmente.

Após a construção da bomba atómica, surgiu a bomba H (hidrogénio), com poder de destruição dez vezes maior que a primeira bomba atómica, e hoje, pelo menos na ficção, estão tentando criar a bomba de antimatéria, infinitamente mais destrutiva do que a bomba de Hidrogénio.


MZ

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sábado, 6 de maio de 2017

Rosto de um Guarda-Redes de Hóquei antes das Máscaras



Rosto de um Guarda-Redes de Hóquei da NHL antes das Máscaras fazerem parte do equipamento obrigatório.

MZ

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

A Visitar: Ponte D. Maria Pia


Ponte D. Maria Pia - entre Porto e Vila Nova de Gaia

A Ponte D. Maria Pia é uma infraestrutura ferroviária, entre as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia.

O seu nome é em honra à mulher do Rei D. Luís I, a Rainha Maria Pia de Saboia.

A ponte D. Maria Pia foi uma obra construída "no limite das possibilidades clássicas da construção metálica", disse-o há mais de 100 anos, Eiffel, o notável engenheiro francês.

Plano de Construção da Ponte D. Maria Pia

Eiffel deu inicio à construção da ponte em janeiro de 1876, concluindo-se em outubro de 1877.

Construção da Ponte D. Maria Pia

Foram utilizados 1.600.000 kg de ferro.

A inauguração foi feita a 4 de novembro de 1877, foi presidida pelo Rei D. Luís I e pela Rainha D. Maria Pia.

Em 1991, com o aparecimento da nova ponte de São João, a de D. Maria Pia, foi desativada.

Ponte D. Maria Pia ainda em funcionamento

Acesso gratuito

MZ

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terça-feira, 2 de maio de 2017

Dica de Filme ou Livro: "O Rapaz do Pijama às Riscas"

Filme: "O Rapaz do Pijama às Riscas"

Neste caso temos um livro e um filme que retratam a mesma história.

Foi o primeiro livro sobre o tema da Segunda Guerra Mundial/Holocausto que li. O filme nunca fui capaz de ver porque como li o livro primeiro não conseguia identificar as personagens com aquelas que imaginei enquanto lia. Por não ter visto o filme, não posso dizer se tem diferença entre o filme e o livro, mas se tiver não altera a história central.

Para quem gosta do tema mas não gosta de ler é um bom livro porque é muito fácil de ler ou então mais fácil vê o filme.


Sinopse:
"Um rapaz de oito anos, Bruno, é o protegido filho de um agente nazi cuja promoção leva a família a sair da sua confortável casa em Berlim para uma despovoada região onde Bruno não encontra nada para fazer nem ninguém com quem brincar. Aborrecido e traído pela curiosidade, Bruno ignora os constantes avisos da mãe para não explorar o jardim, por detrás da casa, e dirige-se à quinta que viu ali perto. Nesse local, Bruno conhece Samuel, um rapaz da sua idade que vive numa realidade paralela, do outro lado da vedação de arame farpado. O encontro de Bruno com este rapaz de pijama às riscas vai arrancá-lo da sua inocência e resultar no despontar da sua consciência sobre o mundo adulto que o rodeia. Os repetidos e secretos encontros com Samuel desaguam numa amizade com consequências inesperadas e devastadoras."
Temos que levar em consideração que o livro/filme não é verídico, pois no campo de concentração de Auschwitz não haveriam crianças com a idade de Samuel, pois seriam diretamente levadas para as câmaras de gás.

O livro foi escrito por John Boyne e traduzido por Cecília Faria e Olívia Santos. O livro foi lançado em 2006, o autor terá escrito a primeira versão da obra em dois dias e meio. O livro chegou ao número dois da lista de best sellers do New York Times, nos EUA.

O filme foi dirigido por Mark Herman e produção de David Heyman. A crítica ao filme teve reações mistas por parte da crítica especializada, com base em 25 avaliações profissionais alcançou uma pontuação de 55/100 no Metacritic.
Cena do filme: "O Rapaz do Pijama às Riscas"

MZ

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