segunda-feira, 14 de maio de 2018

Portugal no Festival Eurovisão da Canção

Realizou-se pela primeira vez o Festival Eurovisão da Canção em Lisboa, Portugal, após a vitória de Salvador Sobral, em 2017, na Ucrânia, com a canção "Amar pelos Dois".

A final, no dia 12 de maio, deu a vitória a Israel, à cantora Netta, com a canção "Toy".

A música vencedora não é do meu gosto, mas ganharam justamente, sobretudo pelo voto do público. Mas também, sou sincera, a música que representava Portugal de todo me agradava, mas novamente se foram representar o país foi porque as lá colocaram.

Então no post de hoje deixarei aqui todas as atuações de Portugal no Festival ao longo dos anos espero que gostem.

Portugal no Festival Eurovisão da Canção


Portugal participou pela primeira vez em 1964, e já participou em 49 edições.


1964 - Copenhaga (Dinamarca)
António Calvário com a canção "Oração" - 0 pontos

1965 - Nápoles (Itália)
Simone de Oliveira com a canção "Sol de Inverno" - 1 ponto

1966 - Luxemburgo (Luxemburgo)
Madalena Iglesias com a canção "Ele e Ela" - 6 pontos

1967 - Viena (Áustria)
Eduardo Nascimento com a canção "O Vento Mudou" - 3 pontos

1968 - Londres (Inglaterra)
Carlos Mendes com a canção "Verão" - 5 pontos

1969 - Madrid (Espanha)
Simone de Oliveira com a canção "Desfolhada Portuguesa" - 4 pontos

1970 - Amesterdão (Holanda)
Não participou

1971 - Dublin (Irlanda)
Tonicha com a canção "Menina do Alto da Serra" - 83 pontos

1972 - Edimburgo (Escócia)
Carlos Mendes com a canção "A Festa da Vida" - 90 pontos

1973 - Luxemburgo (Luxemburgo)
Fernando Tordo com a canção "Tourada" - 80 pontos

1974 - Brighton (Inglaterra)
Paulo de Carvalho com a canção "E Depois do Adeus" - 3 pontos

1975 - Estocolmo (Suécia)
Duarte Mendes com a canção "Madrugada" - 16 pontos

1976 - Haia (Holanda)
Carlos do Carmo com a canção "Uma Flor de Verde Pinho" - 2 pontos

1977 - Londres (Inglaterra)
Os Amigos com a canção "Portugal no Coração" - 18 pontos

1978 - Paris (França)
Gemini com a canção "Dai-li-dou" - 5 pontos

1979 - Jerusalém (Israel)
Manuela Bravo com a canção "Sobe, sobe, balão sobe" - 68 pontos

1980 - Haia (Holanda)
José Cid com a canção "Um Grande, Grande Amor" - 71 pontos

1981 - Dublin (Irlanda)
Carlos Paião com a canção "Playback" - 9 pontos

1982 - Harrogate (Inglaterra)
Doce com a canção "Bem Bom" - 32 pontos

1983 - Munique (Alemanha)
Armando Gama com a canção "Esta Balada que te Dou" - 33 pontos

1984 - Luxemburgo (Luxemburgo)
Maria Guinot com a canção "Silêncio e Tanta Gente" - 38 pontos

1985 - Gotemburgo (Suécia)
Adelaide Ferreira com a canção "Penso em Ti, Eu Sei" - 9 pontos

1986 - Bergen (Noruega)
Dora com a canção "Não Sejas Mau para Mim" - 28 pontos

1987 - Bruxelas (Bélgica)
Nevada com a canção "Neste Barco à Vela" - 15 pontos

1988 - Dublin (Irlanda)
Dora com a canção "Voltarei" - 5 pontos

1989 - Lausanne (Suíça)
Da Vinci com a canção "Conquistador" - 39 pontos

1990 - Zagreb (Jugoslávia)
Nucha com a canção "Há Sempre Alguém" - 9 pontos

1991 - Roma (Itália)
Dulce Pontes com a canção "Lusitana Paixão" - 62 pontos

1992 - Malmö (Suécia)
Dina com a canção "Amor D'Água Fresca" - 26 pontos

1993 - Millstreet (Irlanda)
Anabela com a canção "A Cidade (Até Ser Dia)" - 60 pontos

1994 - Dublin (Irlanda)
Sara Tavares com a canção "Chamar a Música" - 73 pontos

1995 - Dublin (Irlanda)
Tó Cruz com a canção "Baunilha e Chocolate" - 5 pontos

1996 - Oslo (Noruega)
Lúcia Moniz com a canção "O Meu Coração Não tem Cor" - 92 pontos

1997 - Dublin (Irlanda)
Célia Lawson com a canção "Antes do Adeus" - 0 pontos

1998 - Birmingham (Inglaterra)
Alma Lusa com a canção "Se Eu Te Pudesse Abraçar" - 36 pontos

1999 - Jerusalém (Israel)
Rui Bandeira com a canção "Como Tudo Começou" - 12 pontos

2000 - Estocolmo (Suécia)
Não participou

2001 - Copenhaga (Dinamarca)
MTM com a canção "Só Sei Ser Feliz Assim" - 18 pontos

2002 - Tallinn (Estónia)
Não participou

2003 - Riga (Letónia)
Rita Guerra com a canção "Deixa-me Sonhar (Só Mais uma Vez)" - 13 pontos

2004 - Istambul (Turquia)
Sofia Vitória com a canção "Foi Magia" - 38 pontos

2005 - Kiev (Ucrânia)
2B com a canção "Amar" - 51 pontos

2006 - Atenas (Grécia)
Nonstop com a canção "Coisas de Nada (Gonna Make You Dance)" - 26 pontos

2007 - Helsínquia (Finlândia)
Sabrina com a canção "Dança Comigo (Vem Ser Feliz)" - 88 pontos

2008 - Belgrado (Sérvia)
Vânia Fernandes com a canção "Senhora do Mar (Negras Águas)" - 120 pontos

2009 - Moscovo (Rússia)
Flor de Liz com a canção "Todas as Ruas do Amor" - 70 pontos

2010 - Oslo (Noruega)
Filipa Azevedo com a canção "Há Dias Assim" - 89 pontos

2011 - Düsseldorf (Alemanha)
Homens da Luta com a canção "A Luta é Alegria" - 22 pontos

2012 - Baku (Azerbeijão)
Filipa Sousa com a canção "Vida Minha" - 39 pontos

2013 - Malmö (Suécia)
Não participou

2014 - Copenhaga (Dinamarca)
Suzy com a canção "Quero Ser Tua" - 39 pontos

2015 - Viena (Áustria)
Leonor Andrade com a canção "Há um Mar que nos Separa" - 19 pontos

2016 - Estocolmo (Suécia)
Não participou

2017 - Kiev (Ucrânia)
Salvador Sobral com a canção "Amar pelos Dois" - 370 pontos

2018 - Lisboa (Portugal)
Cláudia Pascoal com a canção "O Jardim" - 39 pontos


MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.

sábado, 12 de maio de 2018

A Cadela de Auschwitz - Irma Grese

Irma Grese - Conhecida como a "Cadela de Belsen"
Irma Ida Ilse Grese nasceu em Wrechen, na Alemanha, a 7 de outubro de 1923.

Filha de um leiteiro filiado ao Partido dos Trabalhadores Alemães Nacional-Socialistas e de uma mãe que se suicidou, Irma deixou a escola aos 15 anos de idade, devido ao pouco empenho aos estudos e aos seus interesses fanáticos em participar na Liga da Juventude Feminina Alemã, que o seu pai não aprovava.

Entre outras atividades, trabalhou numa fazenda, numa loja e dois anos num sanatória da SS, onde tentou, sem sucesso, se tornar numa enfermeira.

Aos 18 anos, em 1942, apresentou-se como voluntária para treino no campo de Ravensbruck, o que fez com que fosse expulsa de casa pelo pai, que era contra este trabalho.

Entre 1943 e 1945, trabalhou em Ravensbruck, Auschwitz-Birkenau e Bergen-Belsen.

Foi presa a 15 de abril de 1945 pelos britânicos. Foi um dos principais réus no julgamento de criminosos de guerra de Belsen, realizado entre setembro e dezembro de 1945.

Sobreviventes dos campos testemunharam contra ela, acusando-a de assassinatos e torturas.

Ela usava sempre botas pesadas, chicote e um coldre com uma pistola, entre outros atos, Irma era conhecida por atirar cães para cima dos presos para os devorar, assassinar internos a tiro, torturar crianças, abusos sexuais e tareias sádicas com chicote até à morte.

No seu alojamento após ser capturada, foram encontrados abjures com as cúpulas feitas de pele humana, de três prisioneiros judeus assassinados por ela.

Foi condenada à forca, aos 22 anos, sendo a mais jovem condenada à morte sob as leis britânicas no século XX. Foi executada na prisão de Hameln, na Alemanha, a 13 de dezembro de 1945 e as suas últimas palavras para o carrasco foram:" Schnell!" (Rápido!).

O aviador naval britânico Eric Brown, fluente em alemão, interrogou vários criminosos nazis nos Julgamentos de Nuremberg, descreveu Irma Grese como "o pior ser humano que eu já conheci".

MZ

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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Diva Cientista

Hedy Lamarr
Hedwig Eva Maria Kiesler nasceu em Viena, a 9 de novembro de 1914.

Filha de pais judeus, estudou ballet e piano ate aos 10 anos de idade. Mais tarde trabalhou com Max Reinhardt, em Berlim, foi considerada, por ele, a "mais bela mulher da Europa".

Durante a adolescência, fez diversos papéis em filmes alemães.

No início de 1933 entrou no filme de Gustav Machatú, "Êxtase", um filme feito em Praga, que a deixou famosa por aparecer nua, correndo entre as folhagens, mergulhando num lago e simulando um ato sexual com simulação de um orgasmo.

Casou-se com Friedrich Mandl, um fabricante de armas 13 anos mais velho, em agosto de 1933, com o qual ficou casada durante 4 anos. O seu marido era muito ciumento e milionário e gastou uma fortuna na tentativa de readquirir e destruir as cópias do seu filme.
Friedrich Mandl
Hedy acompanhava o seu marido em diversos jantares com a ascendente elite nazi, com a qual o seu marido tinha relações. De acordo com a sua autobiografia, em 1937 persuadiu Friederich a autorizá-a a comparecer a uma festa usando todas as suas jóias, depois o drogou e, com a ajuda de uma empregada, fugiu do país levando consigo as valiosas jóias.

Em Hollywood, a sua estreia foi em "Algiers" em 1938. Entre os seus filmes destacam-se "Boom Town", em 1940, "White Cargo", em 1942, e "Tortilla Flat", em 1942.
Filme "Algiers" de 1938
Hedy casou-se em 1939 com Gene Markey, um roteirista e produtor, adotaram um filho em 1941, nascido dois anos antes, James Lamarr Markey, o casamento terminou nesse mesmo ano.
Hedy Lamarr e Gene Markey
Em 1943 casa-se com John Loder, um ator, tiveram casados até 1947 e juntos, tiveram dois filhos, Anthony Loder, nascido em 1947 e Denise Loder nascida em 1945.
John Loder e Hedy Lamarr com a filha Denise
Entre 1940 e 1949 fez 18 filmes, apesar de ter tido dois filhos durante essa época.

Deixou a MGM em 1945, estrelou o seu maior sucesso na personagem de Dalila em "Sanson and Delila", filme de Cecil B. DeMille, em 1949, ao lado de Victor Mature.
Filme "Sanson e Dalila" de 1949
Esteve casada de 1951 a 1952 com um empresário de um clube noturno,

Estrelou, também, na comédia "My Favorite Spy", ao lado de Bob Hope, em 1951, e então a sua carreira entrou em declínio. Esporadicamente entrava em filmes após 1950.
Filme "My Favorite Spy" de 1951
Em 1953 casa-se com W. Howard Lee, um texano do ramo petrolífero. Hedy naturalizou-se norte-americana a 10 de abril de 1953.
W. Howard Lee e Hedy Lamarr
Casa-se com o advogado do seu divórcio, Lewis J. Boies em 1963 e divorciaram-se em 1965.
Hedy Lamarr e Lewis J. Boies
Durante a Segunda Guerra Mundial, criou um sofisticado aparelho de interferência em rádio para despistar radares nazis que patenteou em 1940, usando o seu verdadeiro nome.

A ideia surgiu ao lado do compositor George Antheil em frente a um piano. O seu projeto só foi concretizado em 1962, quando o aparelho passou a ser utilizado pelas tropas militares dos EUA em Cuba, quando a patente já tinha expirado, a empresa Sylvania então adaptou a invenção.
George Antheil
Ficou desconhecida, ainda, até 1997, quando a Electronic Frontler Foundation deu a Hedy Lamarr um prémio pela sua contribuição.

A ideia do aparelho de frequência de Hedy Lamarr e de Antheil serviu de base para a moderna tecnologia de comunicação.

Voltando aos palcos, o seu último filme foi em 1958, "The Female Animal". Nos anos 1960, ainda tentou conseguir um papel no filme "Picture Mommy Dead" de 1966 mas foi mal-sucedida.
Filme "The Female Animal" de 1958
Em 1966 foi detida, sob acusação de furto, numa loja em Los Angeles, mas as acusações acabaram por ser retiradas.

A curta metragem "Hedy" foi feita em 1966 e a autobiografia da atriz "Ecstasy and Me" no mesmo ano foi escrita em colaboração com Leo Guild e Cy Rice.
Autobiografia "Ecstasy ans Me" de Hedy Lamarr, de 1966
Em 1991, Hedy foi novamente detida por furtar medicamentos no valor de pouco mais de 20 dólares, numa loja na Florida. Hedy não contestou a acusação para evitar aparecer no tribunal e, em troca da promessa de não infringir mais nenhuma lei por pelo menos um ano, as acusações foram novamente retiradas.

Nos seus últimos anos, a atriz viveu fechada na sua casa, em Casselberry, em Orlando, onde morreu a 19 de janeiro de 2000, aos 86 anos.

As causas da sua morte terão sido insuficiência cardíaca, doença crónica da válvula cardíaca e doença cardíaca arteriosclerótica.

Conforme o seu desejo, o seu filho levou as suas cinzas para a Áustria e espalhou-as nos Bosques de Viena. Em 2014, um túmulo simbólico foi construído no Cemitério Central de Viena, na Áustria.

MZ

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terça-feira, 8 de maio de 2018

Festa do Champanhe


Festa do Champagne - década de 1960

MZ

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domingo, 6 de maio de 2018

A Entrevista Mais Vista da História da Televisão

Oprah e Michael Jackson

A fotografia é da entrevista de Oprah a Michael Jackson no seu programa ABC, em 1993.
Foi a entrevista mais assistida da história da televisão.

A entrevista:


MZ

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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Gloria Swanson

Gloria Swanson
De nome completo Gloria Josephine Mae Swanson, nascida em Chicago, nos EUA, a 27 de março de 1899.

O seu pai era de uma família luterana sueca-americana, Theodore Swanson e a sua mãe era de ascendência alemã, francesa e polaca, Adelaide.

Estreou-se no cinema, como figurante, no filme "The Song of Soul", em 1914.

Atuou em diversas comédias de Mack Sennett e, nos anos 1920, já era uma estrela do cinema mudo.
Mack Sennett
Em 1922, atuou no filme mudo "Beyond the Rocks", com Rodolfo Valentino, filme que este perdido durante muito tempo e só foi reencontrado em 2004, numa coleção privada na Holanda.
Filme "Beyond the Rocks" de 1922
Gloria representava mulheres extravagantes e seguras, que agiam segundo os seus sentimentos e a sua lógica.

Com a entrada de filmes sonoros, conseguiu manter a sua popularidade, com filmes como "The Trespasser" em 1929, e "What a Widow!" em 1930.
Filme "The Trespasser" de 1929

Filme "What a Widow!" de 1930

Em 1950, atuou em "Crepúsculo dos Deuses", dirigida por Billy Wilder, onde interpretou Norma Desmond, uma atriz do cinema mudo incapaz de aceitar o esquecimento.
Filme "Crepúsculo dos Deuses" de 1950 - Interpretação de Gloria no papel de Norma Desmond (direita)
Após alguns projetos no teatro e na rádio, Gloria interpretou-se a si mesma no seu último filme: "Aeroporto 75", de 1975.
Filme "Aeroporto 75" de 1975
Gloria Swanson deixou o cinema em 1932 e tornou-se uma mulher de negócios, mas voltou a filmar posteriormente, quando a convidavam para um papel que lhe agradasse.

Ficou famosa também pelos seus vários casamentos, que despertaram sempre interesse da imprensa, e pelo seu namoro com Joseph Kennedy (pai do Presidente John Kennedy).

O primeiro marido era o ator Wallace Beery, com que se casou aos 17 anos. Na sua autobiografia diz que o seu marido a violou na noite de núpcias. Gloria teria engravidado e ele a obrigara a beber uma mistura que induzia o aborto e eles acabaram por se separar.
Wallace Beery
Gloria depois casou-se com Herbert K. Somborn, então presidente da Equity Pictures Corporation. Em 1919, tiveram uma filha, Glória. O seu divórcio foi finalizado em janeiro de 1925. Herbert a acusava de traição. Durante o divórcio, Gloria adotou um bebé, Sonny Smith a quem deu o nome de Joseph Patrick Swanson, em 1923.

O terceiro marido de Gloria era um aristocrata francês, Henri, Marquês de Falaise de la Coudraye, com quem se casou a 28 de janeiro de 1925. Embora Henri fosse de uma família importante, ele não era rico e tinha que trabalhar para ganhara vida. Gloria teria engravidado de Henri, mas acabou por ter um aborto. Este casamento terminou em divórcio em 1930.
O terceiro marido de Gloria Swanson, Henri
Ainda casada com Henri, Gloria teve um caso com o casado Joseph P. Kennedy. Este se tornou seu parceiro de negócios e o seu relacionamento era um segredo aberto em Hollywood.
Joseph P. Kennedy
Depois do fim do casamento com Henri e de terminada a relação com Joseph P. Kennedy, Gloria casou-se com Michael Farmer, em agosto de 1931. Juntos tiveram Michelle, nascida a 5 de abril de 1932. Michael e Gloria divorciaram-se em 1934.
Gloria Swanson e Michael Farmer
Gloria teve três filhos, Gloria Swanson Somborn, em 1920, adotou Joseph Patrick Swanson, nascido em 1922 e Michelle Bridget Farmer, nascida em 1932.

Depois do casamento com Michael Farmer envolveu-se com o ator britânico casado Herbert Marshall. Três anos depois de relação com o ator, Gloria deixou-o ao perceber que este nunca deixaria a sua mulher, Edna Best.
Herbert Marshall (esquerda) e Edna Best (direita)
Em 1945, casa-se com William N. Davey e, de acordo com ela, depois de descobrir que William era bêbedo o divórcio acabou por acontecer no ano seguinte.
William N. Davey e Gloria Swanson
Nos 30 anos seguintes Gloria manteve-se solteira e a seguir os seus próprios interesses.

Gloria Swanson tem duas estrelas no Passeio da Fama, uma em 6748 Hollywood Boulevard, por causa da sua carreira no cinema, e a outra em 6301 Hollywood Boulevard, por causa da sua atuação na televisão.

Gloria tornou-se vegetariana, por volta de 1928 e era uma adepta de alimentos saudáveis, e era conhecida por levar consigo as suas próprias refeições.

Em 1976 casou-se pela última vez, casamento que duraria até à sua morte. O marido era o escritor William Dufty. Eles conheceram-se 10 anos antes, em 1965 e, em 1967, os dois já viviam juntos como casal.
William Dufty e Gloria Swanson
Gloria partilhava o entusiasmo do marido pelas dietas macrobióticas e eles viajavam amplamente para falar sobre o açúcar e a comida. Promoveram o seu livro "Sugar Blues" de 1975.

No início de 1980, a sua autobiografia "Swanson on Swanson" tinha 520 páginas, foi publicada pela Random House e tornou-se num sucesso de vendas a nível nacional. Foi ainda traduzido para francês, italiano e sueco.
Autobiografia "Swanson on Swanson" de 1980
Pouco depois de voltar a Nova Iorque da sua casa em Portugal, a 4 de abril de 1983, Gloria morre, no hospital de Nova Iorque, de doença cardíaca, aos 84 anos.

Foi cremada e as suas cinzas foram enterradas na Igreja Episcopal do Descanso Celestial, na Quinta Avenida, na cidade de Nova Iorque.

Após a sua morte, houve uma série de leilões, de agosto a setembro de 1983, em Nova Iorque dos seus móveis e decorações, jóias, coleção de moda, recordações pessoais e de carreira.

MZ

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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Assassina das Barras de Sabão

Leonarda Cianciulli (1893-1970)
De 1939 a 1940, no Sul da Itália, Leonarda matou três mulheres.

Escreveu nas suas memórias "A sua carne era gorda e branca. (...) Quando derreteu, adicionei uma garrafa de colónia e depois de um longo período de fervura consegui fazer sabão cremoso mais aceitável. Eu dei barras aos vizinhos e conhecidos".

Portanto, esta assassina usava os corpos das suas vitimas e as transformava em barras de sabão.

Tornou-se assassina devido ao facto do seu filho mais velho, em 1939, Giuseppe, ir juntar-se ao exército italiano. Leonarda estava determinada a protegê-lo a qualquer custo. Chegou à conclusão de que a sua segurança exigia sacrifícios humanos. Encontrou as suas vítimas por estas serem suas vizinhas.

A primeira vitima foi Faustina Setti. Leonarda ofereceu-lhe um copo de vinho adulterado, depois a matou com um machado e arrastou o corpo para um armário. Lá a cortou em nove partes.

A segunda vitima era Francesca Soavi, o assassinato foi da mesma maneira que o anterior, e aconteceu a 5 de setembro de 1940.

A terceira vitima foi Virgínia Cacioppo, com o mesmo padrão de assassinato, este aconteceu a 30 de setembro de 1940.

Leonarda foi descoberta devido a uma cunhada da sua terceira vitima ter suspeitado do súbito desaparecimento de Virgínia, que a tinha visto a última vez a entrar para casa de Leonarda.

Leonarda imediatamente confessou os assassinatos, fornecendo relatos detalhados dos crimes. Acabou por ser julgada em 1946. Foi declarada culpada pelos seus crimes e condenada a 30 anos de prisão e três anos num asilo para criminosas.

Leonarda Cianciulli morreu de apoplexia cerebral no asilo para criminosas, em Pozzuoli, em Itália, a 15 de outubro de 1970.

MZ

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