segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

"Deep Throat" - Primeiro Filme Adulto nos Cinemas

Filme "Deep Throat" de 1972
Fonte: Wikipédia

Estreava nos cinemas norte-americanos, a 12 de junho de 1972, o primeiro filme com cenas de sexo explícito.

O filme em português "Garganta Profunda", dirigido pelo ex-cabeleireiro Gerard Damiano, foi de enorme sucesso devido ao seu erotismo e inovação, o que contribuiu para que uma nova tendência chegasse ao mercado, o "porno chic".

O título do filme também se tornou uma referência dentro da cultura pop, principalmente depois que Howard Simons, então diretor do The Washington Post, o escolheu para se referir à fonte anónima que dava informações sobre o escândalo do Caso Watergate.

Na altura, arrecadou cerca de 1 milhão de dólares nas suas sete primeiras semanas de lançamento, algo que hoje seria o equivalente a 6,2 milhões de dólares. Um valor assombroso visto que o orçamento para a produção girou em torno dos 25 mil dólares.

Segundo a revista Variety, o filme está entre os dez filmes de maior bilheteira de todos os tempos, tendo arrecadado cerca de 600 mil dólares na época, algo que chegaria na casa dos 3,7 biliões hoje.

O sucesso do filme deveu-se também à sua narrativa inovadora do filme, que tirou a figura do homem como protagonista do prazer, levantando discussões sobre as necessidades femininas na hora do sexo.

Além disso, o enredo mexeu muito com grupos conservadores, que passaram a se manifestar contra a sua exibição. Tanto que o filme foi proibido de ser exibido em 23 estados americanos.

Mas não foi apenas o roteiro do filme que gerou polémica, os bastidores também foram alvo de inúmeras e pesadas acusações.

Na sua autobiografia "Ordeal", Linda Lovelace, a protagonista do filme, diz que, durante as gravações, o seu marido, Chuck Traynor, a forçou a atuar no filme: "Praticamente toda a vez que alguém assiste a esse filme, está-me a ver a ser violada".

Linda Lovelace
Fonte: Obvious Mag

Linda conta também que o seu casamento foi marcado por violência, abuso sexual, prostituição forçada e pornografia privada. O seu marido teria recebido um caché de 1250 dólares pela participação de Linda no filme.

Linda Lovelace e o marido, Chuck Traynor
Fonte: Wikipédia

Apesar das fortes acusações, os relatos feitos por Lida nunca foram comprovados e Chuck, consequentemente, nunca foi punido por tais atos.



Fonte: Aventuras na História | Wikipédia


MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.

sábado, 12 de fevereiro de 2022

"Ração em Lata" - Alimentação Maconochie na Primeira Guerra Mundial

"Ração em Lata" - Alimentação Maconochie na Primeira Guerra Mundial
Fonte: Aventuras na História

Ao longo da Primeira Guerra Mundial, soldados foram submetidos às situações mais adversas, entre batalhas, frio, ferimentos e alimentação precária.

Entre os combatentes britânicos, a palavra maconochie ficou muito conhecida, representando para alguns alimentos, mas para outros praticamente uma tortura.

O ensopado de carne e vegetais foi considerado inclusivo como "assassinos de homens", por alguns.

Os criadores do produto que se tornaria o terror dos soldados britânicos foram os irmãos Archibald e James Maconochie, que viviam na cidade de Lowestoft, na Inglaterra.

Os dois, no início, produziam enlatados de peixe apenas no porto de Fraserburgh, na Escócia, mas logo se tornaram gigantes nesta indústria.

Já mundialmente conhecidos pelo produto, os irmãos decidiram que era a hora de expandir o negócio e começarem a desenvolver inúmeras refeições enlatadas. Dessa ideia surgiram dois produtos em conserva principais: o famoso ensopado de maconochie e o picles Pan Yan.

Os alimentos não ficaram apenas nas prateleiras dos mercados britânicos, eles também foram parar ao campo de batalha a partir de um grande contrato entre os irmãos Maconochie e o governo da Grã-Bretanha.

Os irmãos forneceriam o famoso enlatado por mais de dez anos aos combatentes tanto do Exército Britânico da Guerra dos Bôeres quanto os da Primeira Guerra Mundial, anos mais tarde. Devido a esta longa permanência entre os soldados, o guisado tornou-se quase uma obrigação.

Alguns soldados diriam que precisaria de uma medalha para comer um Maconochie. Um repórter de guerra, da época, o descreveu como "um tipo inferior de lixo". Só a partir destes relatos é possível entender do que se tratava.

Segundo a descrição exposta na lata de Maconochie, o produto contava com a "melhor carne", batata, feijão, cenoura e cebola. Além disso, na embalagem lia-se que o conteúdo poderia ser consumido "quente ou frio". Se fosse ingerido quente, deveria ser aquecido em água a ferver por 30 minutos.

Conseguir aquecer comida durante a Primeira Guerra Mundial era uma prática pouco comum, já que era difícil conseguir realizar tal ato naquelas situações precárias. A tropa, então, tinha que comer o ensopado frio. E isso era o pior do que poderia imaginar.



Fonte: Aventuras na História


MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

"Fogueira das Vaidades"

 

Fonte: HISTORY - Uol

Uma Fogueira das Vaidades é a queima de objetos condenados pelas autoridades como causadores de pecado.

A frase geralmente refere-se à fogueira de 7 de fevereiro de 1497, quando defensores do frade dominicano Girolamo Savonarola recolheram e publicamente queimaram milhares de objetos tais como cosméticos, obras de arte e livros em Florença, no último dia de Carnaval.

Girolmano Savonarola era um frado que nos seus sermões inflamados, insurgia-se contra a corrupção, a riqueza e a ostentação da Igreja Católica e incitava os seus seguidores a despojarem-se de todo o tipo de luxo e de riqueza, como era, aliás, comum no seio das ordens mendicantes: fraciscanos e dominicanos.

O foco desta destruição esta explicitamente em objetos que pudessem tentar uma pessoa a pecar, o que incluía objetos de vaidade como espelhos, cosméticos, vestes finas, baralhos e até instrumentos musicais. Também podiam ser incluídos livros tidos como imorais, como obras de Boccaccio, e manuscritos de música secular, além de obras de arte como pinturas e esculturas, de artistas como Fra Bartolomeo e Lorenzo di Credi.



Fonte: History | Wikipédia | RTP Ensina


MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Loja de Roupas de Criança nos Armazéns do Chiado

 

Fonte: Facebook: Memórias do Reino de Portugal

Na imagem está uma loja de roupa de criança nos Armazéns do Chiado, em Lisboa, em 1906.

Os Armazéns do Chiado nasceram em 1894 e trouxeram a Lisboa um comércio cosmopolita que exisita em Paris com um espaço comercial amplo e variado, desde a confeção e perfumaria e até ourivesaria. Tornaram-se num local de sucesso e de referência para o comércio.

Aconteceu um incêndio nos Armazéns a 25 de agosto de 1988 que destruiu por completo o espaço. O projeto "Grandes Armazéns do Chiado" desenvolveu-se a partir de 1995, segundo o projeto de 1989 do arquiteto Álvaro Siza Vieira. O projeto reabilitou a estrutura e a fachada exterior, o espaço foi reconvertido num moderno centro comercial. 



Fonte: Facebook: Memórias do Reino de Portugal | Wikipédia


MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Karl Gebhardt - Médico Nazi

Karl Gebhardt
Fonte: Wikipédia

Karl Gebhardt, nascido em Haag in Oberbayern, na Alemanha, a 23 de novembro de 1897, foi um médico alemão.

Iniciou os seus estudos em medicina em Munique, na Alemanha, em 1919.

Foi médico pessoal de Heinrich Himmler e um dos coordenadores e executores das experiências cirúrgicas realizadas nos campos de concentração em Ravensbrück e Auschwitz.

Em Ravensbrück, enfrentou inicialmente a oposição do comandante do campo Fritz Suhren, que temia futuros problemas legais, dado o estatuto da maioria dos presos serem de prisioneiros políticos, mas a liderança da SS apoio Karl Gebhardt e Fritz foi forçado a cooperar.

Foi condenado à morte no Julgamento dos Médicos, em Nuremberg e enforcado a 2 de junho de 1948, em Landsberg am Lech, na Alemanha, tinha 66 anos de idade.

MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Assassino Ed Gein

Edward Gein

Edward Theodore Gein, ficou conhecido como Ed Gein, nasceu em La Crosse, no Wisconsin (EUA), a 27 de agosto de 1906.

Foi um assassino em série e também ladrão de lápides condenado pelos homicídios de duas pessoas e suspeito no desaparecimento de outras cinco.

Os seus crimes, cometidos em volta da sua cidade natal de Plainfield, ganharam grande notoriedade após as autoridades descobrirem que Ed exumou os corpos das lápides locais e fabricou troféus e lembranças a partir dos ossos e da pele.

Ed Gein confessou ter matado duas mulheres, a dona de uma taberna, Mary Hogan em 1954 e a proprietária de uma loja de ferramentas em Plainfield, Bernice Worden em 1957.

Inicialmente, Gein foi considerado inapto para ser julgado e foi preso num centro de saúde mental.

Em 1968, foi considerado culpado, mas legalmente insano no assassinato de Bernice Worden e foi enviado para uma instituição psiquiátrica.

Ed Gein faleceu no Mendota Mental Health Institute de cancro e falha respiratória, aos 77 anos, no dia 26 de julho de 1984.

Como troféus na sua casa foram encontrados pela polícia:
Dois exemplos daquilo que Ed Gein fazia com os corpos que roubava

- Ossos humanos inteiros e fragmentados
- Um caixote do lixo feito de pele humana
- Pele humana cobrindo vários assentos de cadeiras
- Crânios na sua mesa-de-cabeceira
- Crânios femininos, alguns com o topo serrado
- Tigelas feitas de crânios humanos
- Uma cinta feita de um tronco feminino destroçado, dos ombros à cintura
- Calças feitas de pele de perna humana
- Máscaras feitas de pele de cabeças femininas
- Uma máscara de rosto de Mary Hogan numa bolsa de papel
- O crânio de Mary Hogan estava numa caixa
- A cabeça inteira de Bernice Worden num saco de pano
- O coração de Bernice Worden numa bolsa de plástico em frente a um fogão de Gein
- Nove vulvas numa caixa de sapatos
- O vestido de uma menina e as vulvas de duas mulheres de aparentemente 15 anos de idade
- Um cinto feito de mamilos humanos femininos
- Quatro narizes
- Um par de lábios num cordão de cortina na janela
- Um abajur feito da pele de uma face humana
- Unhas de mulheres.

Estes artefactos foram fotografados no laboratório criminal do estado e, então, destruídos.
Quando questionado, Gein disse aos investigadores que, entre 1947 e 1952, ele fez pelo menos 40 visitas noturnas a três cemitérios para exumar corpos enterrados recentemente enquanto estava num estado "confuso".

MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Perfume Chanel Nº5

Perfume Chanel Nº5 - Design de 1920 a 1950
Fonte: eBay

O famoso perfume Chanel Nº 5 foi lançado durante a década de 1920 e foi criado com o intuito de levar sofisticação e sedução às clientes da estilista.

Segundo a obra "O Segredo do Chanel Nº5" de Tilar J. Mazzeo, é que o perfume teve influência da família Romanov.

A estilista Coco Chanel, após a Primeira Guerra Mundial, queria expandir os seus negócios. Depois do conflito global, artigos, que até então eram considerados de luxo, tornaram-se uma válvula de escape para reerguer uma parcela da sociedade europeia.

Estilista Coco Chanel
Fonte: Stylight

Com o passar do tempo, Coco Chanel tornou-se num dos nomes mais reconhecidos entre a elite francesa. Então decidiu expandir os seus produtos, para uma fragrância diferente das outras. No entanto, os planos de fazer um perfume inovador, foram interrompidos no fim de 1919, após a morte do seu grande amor, Artur Capel.

Coco Chanel e Artur Capel
Fonte: Pinterest

Ainda abalada com a trágica perda, Coco Chanel conheceu o Príncipe russo Dmitri Pavlovich, com quem viveu um breve romance, na altura em que ele estava exilado na França.

Coco Chanel e o Príncipe russo Dmitri Pavlovich
Fonte: Pinterest

O que Coco não sabia, é que a partir daquele verão de 1920, a sua carreira entraria noutros caminhos e se consagraria na indústria da moda internacional.

O Príncipe russo apresentou a Coco Chanel um frasco de perfume Rallet Nº1, que tinha sido feito especificamente para a família Romanov. A fragrância russa tinha sido produzida pelo perfumista Ernest Beaux, que até então trabalhava na A. Rallet and Company, uma empresa conceituada no sul da França.

Perfume Rallet Nº1

Chanel terá procurado o perfumista, afirmando ter encontrado o equilíbrio perfeito entre o cheiro da sofisticação e o da sedução. Então, Ernest Beaux levou algumas amostras para a francesa, que acabou optando pela número cinco, por coincidência, Chanel tinha sido criada num orfanato e os monges do local acreditavam que este número teria energias poderosas.

Perfumista Ernest Beaux
Fonte: Bois de Jasmin

O Chanel Nº5 era composto pela mistura de rosa de jasmim, maio, sândalo e ylang ylang. No entanto, para destacar o seu perfume dos outros produzidos na época, utilizou aldeídos de maneira exagerada.

De seguida, exigiu que o frasco tivesse o mesmo formato das garradas de whisky Boy Capel. No entanto, ao longo das décadas, o frasco foi sendo modificado.

Ao longo de 1920, Beaux ficou encarregado de aperfeiçoar o produto até chegar à fórmula que hoje é vendida.

O lançamento ocorreu num conceituado restaurante da Riviera Francesa.

Algum tempo depois, o perfume passou a ser oficialmente comercializado nas suas lojas e, em pouco tempo, tornou-se um sucesso de vendas, sendo uma das maiores invenções da estilista.



Fonte: Aventuras na História


MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.