sábado, 10 de fevereiro de 2018

Cães da Rainha D. Maria Pia

Cães da Rainha D. Maria Pia
Era bem conhecida a estima que a Família Real Portuguesa nutria pelos animais e a enorme afeição que dedicava aos seus animais de estimação.

A Família Real tinha cavalos, mas sobretudo cães, que acompanhavam sempre a Família Real que com eles se ocupavam em inúmeras recreações.

A Rainha D. Maria Pia foi a esposa do Rei D. Luís I, antepenúltimo Rei de Portugal.
D. Maria Pia e D. Luís I, Reis de Portugal

MZ

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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Mulheres na Indústria na 1ª Guerra Mundial

Mulheres a trabalharem em fábricas de munições durante a Primeira Guerra Mundial - 1917
Devido ao grande número de homens que estavam a combater na Primeira Guerra Mundial, as mulheres tiveram que ocupar os lugares dos homens nos seus trabalhos.

As mulheres foram ganhando cada vez mais força nas fábricas e começaram a ocupar cargos que antes eram só executados por homens.

No Reino Unido cerca de dois milhões de mulheres ocuparam os postos dos seus maridos nas fábricas, principalmente nas áreas da indústria e engenharia.

Embora as mulheres fossem fazer o trabalho dos homens, o trabalho feminino continuava a ser desvalorizado. O preço pago às mulheres era bem inferior ao pago aos homens e as condições de trabalho eram péssimas. Por estes motivos, muitas mulheres insatisfeitas começaram a organizarem-se em sindicatos e, ainda, a entrar em greve por condições de trabalhos melhores.

Não foi só na indústria que o trabalho feminino foi preciso, também foi necessário no campo. No campo as mulheres ficaram responsáveis pela produção agrícola e pela criação de animais.

As que viviam nas cidades foram trabalhar com transportes, conduzindo autocarros e caminhões.

Muitas mulheres também dirigiram-se para os campos de batalha para trabalhar como enfermeiras, cozinheiras, motoristas de ambulâncias, etc.

As mulheres conseguiram conquistar um direito muito importante, o de estudar em Universidades, também a legalização do voto feminino foi uma conquista em vários países logo após a Primeira Guerra Mundial.

MZ

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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Revolução Russa - Parte 2

Revolução de Outubro

Parte 1: https://imagenschistoria.blogspot.pt/2018/02/revolucao-russa-parte-1.html

Após um grande período de instabilidade económica e social, o Czar Nicolau II foi obrigado abdicar do poder. A Rússia passou a ser governada por Georgy Lvov, um latifundiário que defendia a continuidade do país na guerra e a propriedade privada, ideias que correspondiam às aspirações da nobreza e da burguesia.
Georgy Lvov
Num país muito pobre e pouco desenvolvido, estas ideias eram o oposto do que pretendia a maioria da população.

Desde a Revolução de Fevereiro, a Rússia possuía dois governos paralelos, a funcionar no mesmo palácio. O Governo Provisório e o Comité Central do Soviete de Petrogrado. O primeiro era a favor da continuação da guerra.

A 20 e 21 de abril houve manifestações contra a guerra, e unidades militares se juntaram. Vários ministros se demitiram e a 1 de maio, o Comité Central, após votação, permitiu que os seus membros participassem no Governo Provisório. Os bolchefiques foram contrários a isto, a partir daí, os bolcheviques tornaram-se a oposição "oficial", enquanto que os agrupamentos socialistas participantes do governo se tornaram alvo de críticas direcionadas ao governo.

Então os bolcheviques começaram a fazer um grande esforço de propaganda, triplicando a tiragem do Pravda (principal jornal da União Soviética e um órgão oficial do Comité Central do Partido Comunista da União Soviética) em menos de um mês.

A 20 de agosto os bolcheviques ganharam um terço dos votos nas eleições municipais. A atividade dos sovietes diminuía e as suas reuniões passaram a ser menos concorridas. Enquanto outros partidos socialistas abandonavam os sovietes, os bolcheviques aumentavam a sua presença. A 25 de setembro, os bolcheviques conquistaram a maioria na Seção Trabalhista do Soviete de Petrogrado e Trotsky foi eleito presidente.

A tensão cresceu até o final de 1917, quando se deu a Revolução de Outubro que colocou no poder Lenin e os bolcheviques, que aproveitaram a insatisfação crescente dos camponeses e operários para chegar ao poder.
Lenin discursa em Petrogrado - Outubro de 1917
Esta Revolução segundo o calendário Juliano, utilizado na Rússia em 1917, o movimento aconteceu a 25 de outubro (no calendário que usamos corresponde ao dia 7 de novembro).

A ascensão deste novo governo abriu caminho para a ocorrência de movimentos de independência nos domínios da antiga Rússia czarista. Na Finlândia e na Ucrânia, movimentos de independência selaram o caso de subordinação às autoridades russas. As lideranças bolcheviques cederam à pressão das nações dissidentes e se voltaram à resolução de problemas internos.

Rapidamente, o governo bolchevique criou decretos que tratavam das questões referentes à paz, à distribuição de terras, os limites dos órgãos de comunicação e os direitos da população civil e militar.

No plano externo, o novo governo russo teve que aceitar as condições do Tratado de Brest-Litovski para sair da Primeira Guerra Mundial. Os países aliados acabaram dominando um quarto da população e das terras férteis da Rússia. Além disso, uma guerra civil tinha começado contra os bolcheviques, tropas estrangeiras e setores burgueses e conservadores da Rússia apoiavam a oposição militar à ditadura de trabalhadores.

Então deu-se uma guerra civil sangrenta entre o exército vermelho (revolucionários) e o exército branco (anti-socialista). A guerra civil foi ganha pelos partidários do novo governo bolchevique. A partir de então, o novo governo revolucionário teria condições mais amplas e favoráveis para enfrentar batalhas muito mais duras nos campos social e económico.

Após a revolução, foi implantada a URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Seguiu-se um período de grande crescimento económico, principalmente após a Nova Política Económica. A URSS tornou-se uma grande potência económica e militar.

Em 1918, uma série de atos legislativos pretendiam tomar medidas em relação ao trabalho, salário e às condições de vida dos trabalhadores. O sistema judiciário foi reformulado com uma nova lógica de prescrições que, no máximo, atingiam a pena de cinco anos de detenção. Na prisão, os prisioneiros passavam a frequentar escolas que recuperassem os criminosos.

No entanto a situação da população em geral e até dos trabalhadores pouco mudou no que diz respeito à democracia. O Partido Comunista reprimia qualquer manifestação considerada contrária aos princípios socialistas. Milhares de opositores foram perseguidos, presos e assassinados pelo governo bolchevique

O regime totalitário atuou também em relação à religião. O Estado Soviético agiu para enfraquecer o cristianismo e outras religiões, incentivando o ateísmo (nas escolas, meios de comunicação, locais de trabalho, etc.) e proibindo as religiões.

As novas ações do governo de Lenin trariam a reorganização de uma nova Rússia. No entanto, a morte de Lenin trouxe uma nova questão definidora dos destinos da revolução.

Lenin faleceu a 21 de janeiro de 1924 e foi sucedido por Josef Stalin.
 Josef Stalin

MZ

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domingo, 4 de fevereiro de 2018

Revolução Russa - Parte 1

Revolução de Fevereiro

Manifestantes durante a Revolução de Fevereiro de 1917
A participação da Rússia na Primeira Guerra Mundial trouxe efeitos catastróficos para o país. Em 1915, a situação piorou drasticamente quando a Alemanha tomou a iniciativa contra as forças russas.

As forças alemãs, muito melhor preparadas e armadas, foram terrivelmente eficazes contra as forças mal-equipadas da Rússia.

No final de 1916, a Rússia já tinha perdido entre 1,6 a 1,8 milhões de soldados em batalha, com cerca de dois milhões de soldados feitos prisioneiros e um milhão de desaparecidos, o que teve um efeito devastador sobre a moral do exército.

Os motins começaram acontecer, e em 1916 começaram a surgir informações sobre fraternização com o inimigo. Os soldados encontravam-se famintos e com carências desde vestuário, a munições e armas.

Com esta situação, o então chefe de Estado Czar Nicolau II decidiu pegar no comando do exército pessoalmente em 1915, deixando a administração pública nas mãos da sua mulher, a Czarina Alexandra, e dos ministros de Estado. Começaram a surgir notícias de corrupção e incompetência no governo Imperial, e a influência cada vez mais intensa do místico Grigori Rasputin nos negócios do Governo, intensificaram a insatisfação popular.
Czar Nicolau II (esquerda) e a mulher, Alexandra (direita)
Em fevereiro de 1917 (calendário juliano), a escassez de alimentos levou a manifestações e distúrbios na capital, Petrogrado. A 18 de fevereiro, a principal fábrica da capital, a Usina Putilov, anunciou uma greve, os grevistas foram despedidos e algumas lojas fecharam, o que causou inquietação noutras empresas.

A 23 de fevereiro (calendário juliano), no Dia Internacional da Mulher, trabalhadoras têxteis apedrejaram janelas de outras fábricas para chamar os operários para se juntarem a elas, gritando: "Abaixo a fome! Pão para os trabalhadores!". Depois começaram a assaltar uma grande padaria.
Trabalhadoras a 23 de fevereiro de 1917 (calendário juliano) - Dia Internacional da Mulher durante a Revolução de Fevereiro
Este tipo de acontecimento não era algo novo, a única diferença notada foi que a polícia não os reprimiu.

Nos dias seguintes a agitação continuou a aumentar, e mais tropas, por empatia ou por medo, se recusavam a atacar os manifestantes. Durante os conflitos nas ruas, policias e oficiais que ordenavam aos seus soldados que atirassem eram linchados.

Os telegramas informando da situação eram simplesmente ignorados pelo Czar e pela sua família. Já faltava o abastecimento de combustível e de alimentos.

A 27 de fevereiro (calendário juliano) às 13 horas, um grande número de soldados e trabalhadores ,com trapos vermelhos nas suas roupas, invadiu o Palácio Tauride, onde a Duma se reunia. Foram recebidos por um jovem advogado socialista, Kerensky, conhecido e respeitado pelo povo, e deputado.
Aleksandr Kerensky
Durante a tarde, formaram-se dois comités provisórios. Um, formado por deputados moderados da Duma, os quais se tornariam no Governo Provisório Russo. O outro era o primeiro Soviete de Petrogrado, o mesmo que se tinha formado na Revolução de 1905.

O Soviete elegeu um comité executivo permanente formado por representantes de todos os agrupamentos socialistas. Os bolcheviques tinham dois membros num total de 14.

O Czar Nicolau II é informado que apenas algumas pessoas nas suas tropas permaneciam leais. Então, agitadores e políticos, dormiram no Palácio Tauride, temendo uma reação do Czar. O Grão-duque Miguel Romanov ordenou que as tropas leais baseadas no Palácio de Inverno fossem retiradas, temendo que um choque entre as tropas e a população repetisse os acontecimentos que dispararam a Revolução de 1905.

A 28 de fevereiro (calendário juliano), o Czar Nicolau II encontrava-se num comboio em direção ao Palácio de Alexandre, então foi obrigado a voltar, já que a estação seguinte estava sob o poder dos rebeldes. O comboio parou na Estação de Pskov, onde a 2 de março, Nicolau assinou a sua abdicação.

A Revolução de Fevereiro teve uma contagem oficial de 1224 mortos, considerando-se um acontecimento praticamente pacífico.

Então em Petrogrado haviam dois governos paralelos, o Governo Provisório Russo, dominado pela classe média e favorável à continuação da guerra, e o Soviete de Deputados dos Trabalhadores e Soldados, que queria instituir o horário de trabalho de oito horas, terra para os camponeses, um exército com disciplina voluntária e oficiais eleitos democraticamente, o fim da guerra e a separação da Igreja e do Estado.

O Czar Nicolau II ao abdicar daria ao seu filho Alexei a herança de governar a Rússia, no entanto sendo ainda uma criança para mais com problemas de saúde, Nicolau resolveu abdicar a favor do seu irmão, o Grão-duque Miguel Romanov, mas este recusou o poder.
Grão-duque Miguel Romanov
Face a esta situação a Duma proclamou a República, pondo-se fim à monarquia imperial e à dinastia Romanov.

O Governo provisório elegeu o príncipe Georgy Lvov, que era latifundiário, para primeiro-ministro, tendo Aleksandr Kerenski como ministro da guerra e colocou o antigo Czar e sua família sob a sua custódia, em prisão domiciliária.
Czar Nicolau II e o filho Alexei, durante a prisão domiiliária
Durante estes acontecimentos, Lenin estava exilado em Zurique, na Suíça. As notícias da queda do Czarismo, no início, o deixaram atónito. O Partido Bolchevique tinha despenhado um papel secundário em todos estes eventos. Entretanto, Lenin acreditava que o potencial Revolucionário ainda não tinha terminado.
Vladimir Lenin
Lenin acreditava que "O povo quer paz. O povo quer pão e terra. E eles lhes dão guerra, fome, e a terra continua nas mãos dos latifundiários."

O Governo Alemão, reconheceu em Lenin um potencial para desestabilizar o Governo Provisório Russo, possivelmente ao ponto de forçar o país a retirar-se da Primeira Guerra Mundial. Assim, ofereceram a Lenin uma carruagem selada, para que passasse da Suíça à Rússia em segurança, e pudesse levar o caos aos seus inimigos.

Então Lenin volta à Rússia, em abril de 1917, pregando a formação de um República dos Sovietes, bem como a nacionalização dos bancos e da propriedade privada. O seu principal lema era: "Todo o poder aos sovietes".

Durante este período, as ordens do governo eram discutidas nos sovietes e nem sempre cumpridas. Trotsky chega em maio, vindo de Nova Iorque (EUA), onde vivia após escapar de um exílio perpétuo na Sibéria.
Leon Trotsky
Kerensky torna-se Primeiro-Ministro, a 21 de julho, após a renúncia de Lvov, mantendo a participação da Rússia na Primeira Guerra Mundial, no que era extremamente criticado pelos socialistas.

Entretanto as tropas matavam os seus oficiais, a comida era escassa, a inflação chegou aos 1000%, propriedades da nobreza latifundiária eram roubadas e queimadas e operários trabalhavam bêbados com álcool etílico, verniz ou qualquer outro substituto para a bebida.

O novo governo provisório não procurou solucionar os problemas que causavam a desgraça do povo, o que fez com que o povo se revoltasse. Não havia maneira imediata, respeitando os limites aos quais se obrigou a respeitar, ou seja, a liberdade individual, direito à propriedade, o país na guerra e com a mesma constituição social. 

MZ

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sábado, 3 de fevereiro de 2018

Loretta Young

Loretta Young
Gretchen Young é o real nome de Loretta Young, nasceu em Salt Lake City, nos EUA, a 6 de janeiro de 1913.

Os seus pais separaram-se quando ela tinha apenas dois anos de idade, e aos três anos a sua família mudou-se para Hollywood.

Foi educada no Convento Ramona, em Alhambra, na Califórnia.

O seu primeiro papel foi aos três anos de idade, no filme mudo "The Primrose Ring".

Depois de ter interpretado um pequeno papel, foi contratada como protagonista em muitos filmes mudos, mas também em filmes sonoros.

Ganhou o Óscar de Melhor Atriz pelo filme "A Filha do Lavrador", de 1947.
Filme "A Filha do Lavrador" de 1947
Loretta casou-se com o ator Grant Withers em 1930, mas o casamento durou apenas um ano. Depois envolveu-se em casos amorosos com Spencer Tracu e Clark Gable.
Grant Withers e Loretta Young
Durante o filme de 1935 "A Ambição de Ouro", protagonizado por Clark Gable e Loretta Young, aconteceu uma alegada violação de Clark a Loretta, da qual nasceria uma filha, Judy, quem declara isto é a nora de Loretta, Linda Lewis: "Judy já não está cá para sentir dor por isto", declarou ao Daily Mail Linda, uma das únicas a saber deste segredo de 80 anos.
Loretta Young e Clark Gable
Loretta carregou este segredo para a sepultura, tendo apenas partilhado com a família, quis todo o secretismo para proteger Judy. De acordo com Linda, Clark violou Loretta no comboio de regresso para Los Angeles, durante as filmagens do filme.

Um mês depois, Loretta apercebeu-se que estava grávida, sendo uma católica convicta, decidiu levar a gravidez até ao fim. Loretta tentou contactar Clark através de um telegrama que dizia: "Charmosa, de olhos azuis, ruiva, nascida às 8h15 da manhã", mas o ator nunca respondeu à mensagem. Clark nunca admitiu a paternidade de Judy, falecida em 2011.
Loretta e a filha Judy
Em 1940, Loretta casa-se com o produtor Tom Lewis, de quem se divorciou 29 anos depois, em 1969. Deste casamento nasceram dois filhos, Peter Lewis e Christopher Lewis.
Casamento de Loretta Young e Tom Lewis
Loretta era uma republicana convicta. Em 1952, apareceu em anúncios de rádio, impressão e revistas em apoio ao candidato Dwight D. Eisenhower à Presidência. Foi partidária vocal de Richard Nixon e Ronald Reagan nas suas campanhas presidenciais em 1968 e 1980, respetivamente. Loretta era também membro ativo do Comité Republicano de Hollywood.

Após muitos anos a ser uma das mais requisitadas estrelas de Hollywood, transformou-se numa empresária responsável e bem sucedida. Foi presidente de uma grande firma de cosméticos em Los Angeles, da qual era a melhor "rapariga-propaganda" devido à sua beleza, mesmo após os 60 anos de idade.

Em 1993, Loretta casa-se com o estilista Jean-Louis, e ficou viúva em 1997.
Jean-Louis e Loretta Young
Depois da reforma até à sua morte, Loretta dedicou-se ao trabalho voluntário em obras de caridade e igrejas com os seus amigos e familiares.
Loretta Young
Faleceu a 12 de agosto de 2000, na casa da sua meia-irmã, Georgiana Montalbán, de cancro dos ovários, na Califórnia.

As suas cinzas foram colocadas no jazigo da família no Cemitério Holy Cross, junto da sua mãe, Gladys Belzer.

MZ

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Mais Antiga Motocicleta Harley-Davidson


Na imagem: Mais antiga motocicleta Harley-Davidson existente - número de série 00001, foi construída em 1903.

Em 1903, em Melwaukee, nos EUA, dois jovens resolveram instalar um motor num quadro de bicicleta, com a intenção de se mover mais rapidamente e mais comodamente nas subidas. Os jovens eram Arthur Davidson e William S. Harley.

Em 1907, a notoriedade de Harley e Davidson, começa a crescer. Neste mesmo ano, a polícia americana começa a equipar a sua frota com motas Harley Davidson.

É reconhecida mundialmente como uma marca emblemática de motociclos e dedica-se à fabricação de motos de grande porte e cilindrada.

MZ

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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Pintura "O Doutor"

Pintura "O Doutor" de Samuel Luke Fields, de 1891
O inglês Sir Samuel Luke Fields foi o artista responsável por um dos mais belos quadros de médicos. A obra retrata um médico pensativo observando uma criança gravemente doente:

Ao pintar a criança doente Fields inspirou-se no drama que viveu com a morte do seu filho na noite de natal de 1877. O quadro foi uma homenagem do pintor ao médico que assistiu o seu filho até à hora da morte. Para que a tela fosse mais real possível, Luke Fields reproduziu no seu atelier a sala da sua casa, palco do óbito do seu filho.

No fundo da tela vemos uma mãe aflita, preocupada, a sua cabeça baixa traduz o desespero de quem espera o pior. Também é notável a expressão do pai, que não pode conter a sua preocupação com a doença da sua filha, mas procura manter a calma, a fim de confortar a mãe. Se levarmos em consideração a época em que a tela foi pintada, é possível supor que o quadro retrata uma vítima de alguma doença infeciosa incurável, comum na era pré-antibiótica.

O Doutor foi concluído em 1891, atendendo a um pedido da rainha Vitória, da Inglaterra. O trabalho que custou três mil libras esterlinas foi intermediado por Sir Henry Tate, em cuja homenagem existe atualmente em Londres, na Galeria Tates, onde essa obra de arte encontra-se exposta.

O quadro original trata-se de um óleo sobre tela, de 166,3cm por 241,9cm.

Em 1894 foi doado à Galeria Nacional de Arte Britânica com o seguinte texto:

"A obra-prima de Fildes, que se tornou imediatamente popular, foi inspirada na morte do seu filho no dia de Natal de 1877, e pela devoção profissional do médico que lhe deu assistência. Ele deu a seu quadro um final mais feliz, pois mostra o momento, ao raiar do sol, quando a criança apresenta os primeiros sinais de recuperação. Fildes se esmerou em fazer com que o quadro fosse bem convincente, construindo um interior de chalé dentro de seu atelier, posicionando a janela da cabana em frente à janela do mesmo. Levantava-se a cada dia bem cedinho a fim de pintar à luz matinal quando começava a penetrar no ambiente.


MZ

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