domingo, 30 de abril de 2017

Monge Budista Dashi Dorzho Itigilov

Monge Budista Dashi Dorzho Itigilov
Este monge terá vivido ente 1852 e 1927. Foi um monge budista tibetano, mais conhecido pelo estado natural do seu corpo após a sua morte.

Itigilov deixou um testamento a pedir para ser enterrado na forma como ele estava no momento da sua morte, sentado em postura de lótus.

De acordo com os seus desejos, o seu corpo foi posto numa caixa de pinho e enterrado num bumkhan (um cemitério para os enterros de lama), na localidade de Khukhe-Zurkhen.

Uma das cláusulas do testamento dizia que o seu corpo deveria ser exumado por outros monges dentro de vários anos.

Em 1955 e em 1973, o corpo do monge foi examinado por monges budistas, que ficaram surpresos por não encontrarem sinais de decadência. Estes monges ficaram com receio de divulgar a sua descoberta às autoridades anti-religiosas da União Soviética e o corpo permaneceu in situ até 2002.

A 11 de setembro de 2002, o corpo do monge foi exumado na presença dos líderes budistas da Rússia. O corpo foi então transferido para uma residência do Hambo Lama de hoje, onde foi cuidadosamente examinado por monges, bem como por cientistas e patologistas.

A declaração oficial que foi emitida sobre o corpo, foi que o corpo se encontrava "na condição de alguém que tinha morrido há 36 horas atrás", muito bem preservado, sem quaisquer sinais de deterioração, com os músculos inteiros e interior de tecidos, articulações moles e pele.

Alguns devotos afirmam que o monge ainda está vivo, apenas imerso num estado de hibernação ou nirvana.

A 23 de abril de 2003, a conferência budista reconheceu o corpo de Itigilov como um dos objetos budistas sagrados da Rússia.


MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Ideias para o Blog

Para inovar um bocadinho do blog, colocar coisas diferentes vou fazer um "tema" onde passo a colocar dicas de livros e de filmes relacionados à história.
Uns posso conhecer outros posso querer conhecer e assim procurar informações sobre os mesmos e aqui transmitir.

Para mais dicas e ideias para o blog deixem nos comentários.

MZ

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quarta-feira, 26 de abril de 2017

A Visitar: Palácio Nacional da Pena

Palácio Nacional da Pena - Sintra
Localiza-se na vila de Sintra, também é conhecido como simplesmente Palácio da Pena ou Castelo da Pena.

A ocupação do topo da serra de Sintra, onde está atualmente o palácio, ocorreu com a construção de uma pequena capela sob a invocação de Nossa Senhora da Pena, durante o reinado de D. João II de Portugal.

No séc, XVI, D. Manuel I de Portugal no cumprimento de uma promessa, ordenou a sua reconstrução de raiz. Doou-a à Ordem de São Jerónimo, determinando a construção de um convento.

No séc. XVIII a queda de um raio destruiu parte da torre, capela e sacristia, danos que foram agravados com o Terramoto de 1755, deixou o convento em ruínas.

No séc. XIX, a paisagem da serra de Sintra e as ruínas do antigo convento maravilharam o Rei-Consorte D. Fernando II de Portugal.
Rei D. Fernando II de Portugal
Em 1838, D. Fernando II decidiu adquirir o velho convento, a cerca envolvente, o Castelo dos Mouros e quintas e matas circundantes.

Na área do antigo convento, promoveu-lhe diversas obras de restauro, com o intuito de fazer do edifício a sua futura residência de verão.

O novo projeto foi encomendado ao mineralogista germânico Barão von Eschwege, arquiteto amador.

Os trabalhos decorreram rapidamente e a obra estaria quase concluída em 1847, segundo o projeto do alemão, mas com intervenções decisivas ao nível dos detalhes decorativos e simbólicos do Rei-Consorte.

Muitos dos detalhes, nos planos construtivo e decorativo, ficaram a dever-se ao temperamento romântico do próprio monarca.

Após a morte de D. Fernando, o palácio foi deixado à sua segunda esposa, Elisa Hendler, Condessa de Edla, o que na época gerou uma grande controvérsia pública, dado que se considerava já o histórico edifício como monumento.
Rei D. Fernando II com a sua segunda esposa, Elisa Hendler, Condessa d'Edla
A viúva de D. Fernando procurou então chegar a um acordo com o Estado Português e recebeu uma proposta de compra por parte de D. Luís I de Portugal, em 1889, em nome do Estado, que aceitou, reservando então para si apenas o Chalé da Condessa, onde continuou a residir.

Durante o reinado de D. Carlos I (filho de D. Luís I), a Família Real ocupou com frequência o palácio, tornando-se na residência preferida da Rainha D. Amélia, que se ocupou da decoração dos aposentos íntimos.

Após o regicídio, a Rainha D. Amélia retirou-se para o Palácio da Pena, rodeada de amigas e dos seus cães de estimação. Aqui recebia a visita do filho, D. Manuel II de Portugal, que no palácio tinha os seus aposentos reservados.

Quando se deu a revolta de 4 de outubro de 1910, D. Amélia aguardou no Palácio da Pena o evoluir da situação, chegando com a sua comitiva a subir aos terraços para observar os sinais de combate em Lisboa.

No dia seguinte, partiu ao encontro de D. Manuel, em Mafra, e da sogra, D. Maria Pia e partiram para o exílio.

Com a implantação da República Portuguesa, o palácio foi convertido em museu.

Em 1945, a Rainha D. Amélia, de visita a Portugal, voltou ao Palácio da Pena, onde pediu para estar sozinha por alguns minutos,
Rainha D. Amélia, em 1945, quando voltou ao Palácio Nacional da Pena
O Palácio Nacional da Pena foi considerado uma das Sete Maravilhas de Portugal, a 7 de julho de 2007.

O Parque do Palácio da Pena tem uma área de cerca de 200 hectares, em torno do palácio, foi plantado e arborizado no terceiro quarto do séc. XIX.

Foi mandado plantar por D. Fernando II, os jardins tem cerca de 30 construções e uma variedade enorme de plantas exóticas, trazidas dos mais remotos pontos do mundo, que se fundem com a vegetação local.


Para visitar

Horário:

  • 10h00 às 18h00 - última entrada às 17h00

Preço:

- Palácio + Parque

  • Bilhete adulto (18 a 64 anos): 11,50€
  • Bilhete jovem (6 a 17 anos): 9€
  • Bilhete sénior (65 anos ou mais): 9€
  • Bilhete família (2 adultos + 2 crianças): 39€
- Parque

  • Bilhete adulto (18 a 64 anos): 6,50€
  • Bilhete jovem (6 a 17 anos): 5€
  • Bilhete sénior (65 anos ou mais): 5€
  • Bilhete família (2 adultos + 2 crianças): 22€
Se quiser visitar o Chalet e Jardim da Condessa d'Edla + 2€
Aos domingos, durante todo o dia, os munícipes do Concelho de Sintra estão isentos de pagamento, devem ser apresentados documentos oficiais que comprovem a residência.

A minha visita
A minha primeira visita ao Palácio Nacional da Pena, no minarete do Palácio
A este Palácio já fui, duas vezes! A primeira para realizar um trabalho sobre o mesmo para a Licenciatura em Turismo e a segunda vez simplesmente em passeio, com o namorado e amigos. Devo dizer que é, como eu gosto de chamar, o "mundo encantado" de Sintra.

Romântico até dizer chega! Um belo passeio para se fazer com amigos ou a dois.

O que mais gostei do Palácio foi sem dúvida o seu exterior, aquele aspeto "conto-de-fadas" atinge qualquer um.

O interior também é muito bonito, mas o palácio tem um contra, das duas vezes que lá fui (uma de inverno outra no verão) o palácio estava bem composto no que toca a visitantes, o que torna a visita no interior um pouco stressante, devido não só à espera para entrar nos aposentos como depois lá dentro se paramos para ver algo mais em detalhe estamos já rodeados de pessoas.

No entanto, é um dos locais que voltaria com todo o gosto! E que aconselho a visitarem...

MZ

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Alemães levam os Caixões dos Judeus



Alemães levam os caixões dos judeus, em 1945 - após a libertação do Campo de Concentração de Bergen-Belsen

MZ

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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Assinatura de Galileu Galilei nos Registos da Inquisição

Assinatura de Galileu Galilei nos registos do seu julgamento pela Inquisição

Galileu foi um físico, matemático, astrónomo e filósofo italiano, nascido em Pisa a 15 de fevereiro de 1564.

O julgamento de Galileu aconteceu a 22 de junho de 1633, numa sala do convento dominicano de Santa Maria Sopra Minerva, em Roma.

O julgamento foi feito pela Inquisição, sob a sua condenação e consequente renúncia à crença de que a Terra girava em volta do Sol.

Ao sair do tribunal, Galileu disse uma célebre frase "Epur si Muovel" ou seja "E, no entanto, ela move-se".

Galileu foi condenado a uma pena de prisão domiciliar perpétua e a repetição, semanal, durante três anos, dos sete salmos penitenciais.

O juramento feito por Galileu foi:

" Eu, Galileu Galilei, filho do falecido Vincenzio Galilei de Florença, com a idade de setenta anos, sendo trazido pessoalmente a julgamento, e ajoelhado diante de vós, Eminentíssimos a Reverendíssimos Lordes Cardeais, Inquisidores Gerais da Comunidade Cristã Universal contra a depravação herética, tendo diante de meus olhos o Sagrado Evangelho que toco com as minhas próprias mãos, juro que sempre acreditei, e, com a ajuda de Deus, acreditarei no futuro, em todo artigo que a Santa Igreja Católica Apostólica Romana mantém, ensina e prega. Mas por ter sido ordenado, por este Conselho, a, abandonar completamente a falsa opinião que mantém que o Sol é o centro e imóvel, e proibido de manter, defender ou ensinar a referida falsa doutrina de qualquer maneira (...) Estou desejoso de remover das mentes do nossas Eminências, e de todo Cristão Católico, essa veemente suspeita acertadamente mantida a meu respeito, portanto, com sinceridade de coração e fé genuína, eu abjuro, maldigo e detesto os Referidos erros e heresias, e, de modo geral, todos os outros erros e seitas contrários à referida Santa Igreja; e juro que jamais no futuro direi ou asseverarei seja o que for, verbalmente ou por escrito, que possa motivar uma. Suspeita similar de mim; mas que se eu souber de algum herético, ou de alguém suspeito de heresia, denunciá-lo-ei a este Santo Conselho, ou no Inquisidor ou Ordinário do lugar em que eu esteja. Juro, mais ainda, e prometo que cumprirei observarei plenamente todas as penitências que a mim tenham sido ou venham, a ser impostas por este Santo Conselho. Mas, caso aconteça que eu viole qualquer de minhas promessas, juramentos e protestos citados, eu me sujeito a todas as dores e punições decretadas a promulgadas pelos sagrados cânones e outras constituições gerais e particulares contra delinquentes dessa descrição. Assim, que Deus me ajude, a Seu Sagrado Evangelho, que eu toco com as minhas próprias mãos; eu, o acima citado Galileu Galilei, abjurei, jurei, prometi e me comprometo como acima; e, em testemunho do que, com a minha própria mão subscrevi o presente escrito de minha abjuração, que eu recitei palavra per palavra."

Galileu faleceu em Florença, a 8 de janeiro de 1642.

No ano 2000, o Papa João Paulo II emitiu um pedido formal de desculpas por todos os erros cometidos pela Igreja Católica nos últimos 2 mil anos, incluindo o julgamento de Galileu Galilei pela Inquisição.


MZ

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terça-feira, 18 de abril de 2017

Múmia de Ramsés III

Múmia de Ramsés III
Foi o segundo Faraó da XX dinastia egípcia e é considerado como o último grande Faraó do Império Novo a exercer uma grande autoridade sobre o Egipto.

O reinado de Ramsés III durou cerca de 31 anos, de 1194-1163 a.C.

Uma investigação à múmia de Ramsés III concluiu que foi assassinado.

A investigação não só concluiu que houve crime, como encontrou o possível assassino, outra múmia, conhecida como a "Múmia Gritadora" que os historiadores identificaram como Pentaura, filho de Ramsés III e um dos implicados no assassinato do Faraó.

A múmia de Ramsés III apresenta uma barra no pescoço de uma escala tal que, de acordo com a nova investigação, cortou a traqueia, a carótida e partiu a coluna vertebral.

Ramsés III tinha o pescoço tapado com várias camadas de linho, o ferimento não era visível.

Pentura é um dos alegados implicados no complô, conhecido como a "Conjura do Harém" elaborado para matar Ramsés III, que incluía vários funcionários, uma rainha secundária, Tiy e outras esposas do Faraó.

Este plano ganha contornos mais violentos, tendo em conta que alguns historiadores atribuem a expressão horrorizada da Múmia Gritadora a um processo de mumificação em vida, ao ser derramada resina fervente pela garganta de Pentaura, que não estaria morto quando foi preparado.

Esta teoria pode não estar certa, pois esta investigação encontrou indícios de que Pentaura teria sido estrangulado. 


MZ

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domingo, 16 de abril de 2017

Qin Shi Huang - O Primeiro Imperador da China

Qin Shi Huang - O Primeiro Imperador da China

Nasceu em 260 a.C.

Foi Rei do Estado chinês de Qin de 247 a.C. a 221 a.C. e, posteriormente tornou-se o Primeiro Imperador de China unificada, de 221 a.C. a 210 a.C.

Na época em que Qin nasceu, a China estava dividida em Estados feudais que guerreavam entre si. A competição entre eles era extremamente violenta, e aproximadamente em 260 a.C. havia apenas alguns Estados, tendo os outros sido conquistados e anexados aos demais, mas o Estado de Qin, era o mais poderoso.

Qin sobe ao trono em 247 a.C., com pouco mais de 12 anos de idade e era auxiliado por um regente até 238 a.C., quando atinge a idade de 21 anos e passa a assumir o poder de forma absoluta.

Qin continuou a tradição de atacar os Estados feudais e finalmente tomou controlo de toda a China em 221 a.C., derrotando o último Estado chinês independente de Qin, o Estado de Qi.

Então, em 221 a.C., com 38 anos de idade, auto-proclamou-se Primeiro Imperador.

Ordenou que todos os membros das antigas casas reais que ele conquistou se mudassem para Xianyang, a capital de Qin, para que estes fossem mantidos sob uma vigilância rígida, evitando assim qualquer tentativa de rebelião.

Desenvolveu uma extensa rede de estradas e canais conectando as províncias, para assim aumentar o comércio entre elas, além de facilitar e acelerar o transporte de tropas no caso de rebilião.

Qin morre, a 10 de setembro de 210 a.C., durante uma viagem ao leste da China, à procura das lendárias Ilhas dos Imortais, onde pretendia descobrir o segredo da imortalidade. Supostamente, terá morrido a beber uma poção, preparada por cientistas e médicos da Corte, a poção continha altas taxas de mercúrio.

Qin não gostava muito de falar sobre a morte e não deixou nenhum testamento, após a sua morte, o seu primeiro-ministro, Li Si e o Chefe eunuco Zhao Gao persuadiram o seu segundo filho Huhai a forjar um testamento do Imperador. Forçaram o primeiro filho do Imperador, Fusu, a cometer suicídio e tomaram o comando das tropas de Meng Tian, que era leal a Fusu, além de matarem a família de Meng.

Qin foi enterrado no seu mausoléu, com o famoso Exército de Terracota, mas a sua câmara mortuária ainda não foi aberta. Contudo, uma análise magnética do sítio arqueológico revela que um grande número de moedas podem ser encontradas na tumba ainda lacrada, ocasionando especulações de que o tesouro real foi enterrado com o Imperador. Os arqueólogos com receio de destruir ou avariar a tumba não pretendem abri-la.

Há ainda outro lado da história, a população, principalmente no meio rural, onde foi encontrada a tumba, não quer abri-la, pois segundo a cultura popular chinesa, teme-se que de acordo com a tradição religiosa chinesa, o espírito de Qin seja libertado

Qin é tido como um tirano brutal, supersticioso e tendo sido muitas vezes colocado como um líder medíocre. Discriminações contra o Estado de Qin começaram a surgir em 266 a.C., quando o filósofo confucionista Xun Zi comparou-o com tribos bárbaras e escreveu: "Qin possui o coração de um tigre ou um lobo, (e é) avarento, perverso, ávido de lucro e sem sinceridade"

Qin ordenou a construção de uma grande muralha, a antecessora da que hoje conhecemos como a Grande Muralha da China. Mandou construir também o seu próprio mausoléu , todos os que estiveram envolvidos na construção foram mortos para preservar o secretismo.


MZ

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