domingo, 31 de janeiro de 2021

Zona de Tifo - Gueto de Varsóvia


A imagem é da capital da Polónia, Varsóvia, mais propriamente do Gueto de Varsóvia, durante a ocupação nazi do país.

Nos cartazes pode-se ver escrito "Zona de Tifo. Passagem permitida unicamente durante a viagem".

O Gueto de Varsóvia tornou-se símbolo da tragédia e do heroísmo judeus. Nele, o mais numeroso dentro de todos os guetos, os judeus enfrentaram fome, falta de espaço, doenças.

MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.

sábado, 30 de janeiro de 2021

Os Sete Anões de Auschwitz - Família Ovitz

 

Irmãos Ovitz
Fonte: Somos Todos Gigantes

Na Rozavlea, na Transilvânia, atual Roménia, era o lar de várias famílias judaicas. Uma dessas famílias era a família Ovitz, que era composta em grande parte por anões, a herança genética veio da parte do pai, o rabino Shimshon Eizik Ovitz, um anão que se casou duas vezes, com mulheres de estatura comum.

Os filhos, Elizabeth, Rozika, Avram, Freida, Micki, Franzika e Perla, todos anões, nunca se viram impedidos de se expressarem como artistas.

A Família Ovitz
Fonte: DCM

Após a morte do pai, a família teve que arranjar uma solução para se governarem, tinham poucas oportunidades em empregos comuns, por isso, decidiriam segui o mundo da arte.

Eram talentosos e fizeram sucesso como artistas itinerantes formando o grupo Jazz Band of Lilliput, e foram em digressão pela Europa Central.

Como eram judeus, foram obrigados a parar as suas apresentações durante a Segunda Guerra Mundial. Numa tentativa de escaparem aos nazis, esconderam todos os seus objetos de valor num buraco cavado em baixo do local onde estacionavam o veículo do grupo.

No entanto, não demorou muito até que o exército nazi invadisse a região da Roménia onde a família estava, foram capturados em março de 1944 e todos foram parar ao campo de concentração de Auschwitz.

Já no campo, enquanto desciam do vagão, um dos oficiais que os recebeu ficou impressionado ao ver sete anões elegantemente vestidos, pois eles tinham sido presos enquanto atuavam, e que, além disso, eram membros da mesma família. Como sabia da paixão obsessiva de Josef Mengele, o médico oficial do campo, por experiências em humanos, pensou que seria uma boa ideia avisá-lo.

Josef Mengele ao ver a família separou-os do resto dos prisioneiros e ordenou que lhes dessem umas acomodações especiais para os seus novos "hóspedes", que seriam na verdade as suas novas cobaias.

Josef Mengele disse: "Agora tenho trabalho para mais de 20 anos."

Esta curiosidade de Josef Mengele, acabou por lhes salvar a vida. Para Mengele esta família era como uma pedra preciosa na sua experiência para a reprodução seletiva da raça ariana.

Segundo Elizabeth Ovitz, o médico retirava fluidos da coluna vertebral dos anões, fazia diversos tipos de testes invasivos, incluindo ginecológicos e cerebrais, além de invadir regiões sensíveis como a boca e o nariz.

O médico chegou a obrigar a família a ficar nua na frente do exército nazi, para que ele pudesse explicar as suas conclusões sobre o nanismo.

Muitas vezes os irmãos eram levados por Mengele para que atuassem para amenizar as suas horas de lazer.

A vida de cobaia destes irmãos terminaram a 27 de janeiro de 1945 quando o Exército Vermelho libertou o campo, altura em que Josef Mengel conseguiu escapar.

Todos os membros da família Ovitz que tinham chegado ao campo, 12 ao todo, conseguiram sobreviver a Auschwitz.

Quando voltaram a Rozavlea, perceberam que a cidade estava destruída, assim como toda a Europa, no entanto, os seus bens continuavam escondidos onde eles os tinham deixado.

Com o dinheiro guardado, em 1949, emigraram para Israel e instalaram-se em Haifa. Meses depois voltaram ao teatro com a Troupe Lilliput quando passaram a apresentar alguns números baseados nas suas vivências no campo.

Seis anos depois, decidiram terminar com o grupo.

Os irmãos Micki e Avram morreram em 1972, aos 69 e 63 anos, respetivamente.

Micki Ovitz
Fonte: Find A Grave

Freida morreu em 1985, aos 70 anos. Franzika morreu em 1980, aos 90 anos e em 1984 faleceu a primogénita Rosika, aos 98 anos.

Elizabeth faleceu aos 78 anos, em 1992 e Perla, a última da família a morrer, a 9 de setembro de 2001, aos 80 anos.

Perla e Elizabeth
Fonte: DCM

Os descendentes dos irmãos continuaram o legado artístico da família, os homens tiveram filhos de estatura comum, no entanto, as mulheres nunca conseguiram engravidar devido às experiências em Auschwitz.



Fonte: R7 | Aventuras na História | Mdig


MZ

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Massacre de Nemmersdorf

Vítimas do Massacre de Nemmersdorf
Fonte: Wikipédia

O povoado de Nemmersdorf, a sudoeste de Gumbinnen, na Prússia Oriental, foi palco de um dos mais conhecidos crimes de guerra soviéticos.

O Massacre de Nemmersdorf aconteceu nos dias 21 e 22 de outubro de 1944 e tornou-se símbolo do horror das atrocidades cometidas pelos integrantes das Forças Armadas Soviéticas contra a população alemã.

Durante a ocupação do Império Alemão, na Segunda Guerra Mundial, quando as tropas de Hitler começaram a recuar após o fracasso, os Aliados cometeram inúmeros crimes contra civis. 

Na manhã do dia 21 de outubro de 1944, os soldados soviéticos passaram pelo povoado de Nemmersdorf rumo a Berlim. A cidade tinha-se tornado ponto de refúgio de alemães que corriam da frente oriental, tomado pelas tropas soviéticas e a população era maioritariamente civil.

A vila foi atacada por centenas de soldados, enquanto era defendida por menos de 30 homens. Com alguns abrigos importantes, a cidade tornou-se alvo de ocupação dos soviéticos, que fugiram dos ataques realizados pelo reforço da esquadrilha de caças da Alemanha em defesa do local.

Depois do ataque aéreo, o comando do Exército Soviético ordenou o abandono dos abrigos e o ataque à bala da população local, sem distinção: mulheres, idosos, criança e deficientes foram sacrificados.

A única mulher sobrevivente deste massacre testemunhou o trágico episódio: "De repente ouvi gritos e dois soldados do exército vermelho trouxeram cinco raparigas. O comissário mandou que elas vestissem roupas às riscas. Caminhamos através do pátio, para a cozinha de uma antiga fábrica. Lá, alguns russos estavam sentados, e faziam observações aparentemente muito obscenas, pois cada palavra dira era recebida com um riso alto. Chegaram então mais duas jovens aos prantos. Os soldados as fizeram curvar-se, com golpes que pareciam ter rachado as articulações delas. Eu quase desmaiei quando vi um russo que puxou de uma faca e com um só corte, arrancar o seio direito diante dos olhos de todos."

À medida que ia avançando, o Exército Vermelho deixou a cidade à sua própria sorte e, a 23 de outubro, a Wehrmacht (Forças Armadas da Alemanha Nazi) conseguiu retomar o local.

Erich Dethleffsen, Major-General da Armada, relatou o cenário mórbido: "Quando em outubro de 1944 formações russas romperam a Front Alemã na região de Graß-Waltersdorf e avançaram temporariamente até Nemmersdorf, soldados soviéticos fuzilaram civis (...) Praticamente todas as mulheres foram violadas."

Este massacre foi denunciado durante os Julgamentos de Nuremberg, mas foi ignorado pelos juízes das forças norte-americanas, britânicas e soviéticas.

Já na Guerra Fria, foi constatado que os relatórios e protocolos da investigação do Caso de Nemmersdorf foram destruídos.



Fonte: Wikipédia | Aventuras na História


MZ

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Campo de Concentração de Ravensbrück

Campo de Concentração de Ravensbrück
Fonte: O Arquivo

- Era um campo de concentração alemão exclusivamente para mulheres
Prisioneiras do Campo de Concentração de Ravensbrück
Fonte: Historia Hoje

- Construído no outono de 1938, e em maio de 1939 começou a receber prisioneiras de Lichtenburg, e funcionou até 1945

- Localizado no norte da Alemanha, a 90km a norte de Berlim, num local perto da vila de Ravensbrück

- Inicialmente, o campo oferecia condições de higiene e uniformes limpos, mas já haviam castigos e trabalho escravo como algo normal de acontecer ali
Barracões do Campo de Concentração de Ravensbrück
Fonte: Wikipédia

- As condições pioraram com o avançar da Segunda Guerra Mundial e o número excessivo de prisioneiras

- Cerca de 132 prisioneiras vindas de 12 países, junto com centenas de crianças, passaram por este campo, estimando-se que 92 mil foram vítimas da fome, fraqueza e execuções

- Várias prisioneiras eram judias, mas não eram a maioria. Havia prisioneiras políticas, ciganas, doentes mentais ou as chamadas "associais" - prostitutas ou quaisquer mulheres consideradas "inúteis" pela doutrina nazi

- Selma van der Perre foi uma das internas de Ravensbrück e contou à BBC como eram os dias: "Éramos despertadas a gritos às quatro da manhã. Em seguida, tínhamos que responder à camada e davam-nos café. Deixavam-nos ir à casa-de-banho e às 5h30 tínhamos que ir trabalhar na fábrica da Siemens, onde pagavam pelas prisioneiras: nós não recebíamos o dinheiro, era entregue à SS (...) Trabalhávamos por 12 horas e depois voltávamos ao campo. Por volta das 20 horas davam-nos um prato de sopa e dormíamos"

- Outros relatos afirmam que algumas mulheres eram "deixadas quase nuas na neve até morrerem" e outras tinham "germes de sífilis injetados na medula espinhal"

- Em 1942, as prisioneiras passaram a ser usadas como cobaias em experiências científicas. Em "operações especiais", elas tinham a pele cortada e eram inseridos vidros, madeira ou terra nos ferimentos. Algumas não recebiam tratamentos e outras sim, com tipos de drogas diferentes

- Em março e abril de 1945, a Cruz Vermelha sueca conseguiu libertar milhares de mulheres de Ravensbrück com a aceitação do chefe da SS, Heinrich Himmler

- A 27 e 28 de abril, as mulheres que ainda estavam no campo e que podiam andar foram forçadas a uma marcha da morte

- A 30 de abril de 1945, o Exército Vermelho libertou o campo de Ravensbrück, onde encontrou apenas três mil mulheres, muito doentes

- Uma justificação para que este campo não seja tão conhecido como os outros é que quando acabou a guerra, e depois dos julgamentos de crimes de guerra veio a Guerra Fria e a chamada, "Cortina de Ferro", e este campo ficou do lado Oriental da Alemanha. Isto impossibilitou a chegada das pessoas do lado ocidental, e as pessoas do lado oriental não se esqueceram, mas o converteram num centro de resistência comunista, de maneira a que as lembranças das mulheres ocidentais e das judias desapareceu por completo da história

MZ

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Rosa Branca

 

Monumento em Homenagem ao Movimento "Rosa Branca", em frente à Universidade Ludwig Maximilian, em Munique
Fonte: Wikipédia

Foi um movimento antinazista da resistência alemã, não violento, de inspiração católica que surgiu na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

Os seus membros mais notórios foram Sophie Scholl, Hans Scholl, Alexander Schmorell, Willi Graf, Christoph Probst e o Prof. Kurt Huber.


Todos foram guilhotinados pela Gestapo em 1943 depois de Sophie ser presa com panfletos antinazistas.

Os panfletos tinham trechos do apocalipse e frases antinazistas e eram deixados nas caixas do correio.

Em julho de 1943, milhões de cópias do último panfleto da resistência, contrabandeado para o Reino Unido, foram lançados sobre a Alemanha pelos aviões dos Aliados.

Os membros da Rosa Branca, especialmente Sophie, tornaram-se ícones na Alemanha do pós-guerra.

Entre as homenagens feitas aos seus integrantes estáo o rebatismo da principal sala da faculdade de Medicina das Forças Armadas da Alemanha, em Munique, de Hans Scholl, em 2012 e do complexo do Exército em Hochbrück de Christoph Probst, em 2019, além da moeda especial de Sophie Scholl em 2020.



Fonte: Wikipédia


MZ

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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Feminista Olympe de Gouges

Olympe de Gouges
Fonte: Wikipédia

Marie Gouze, conhecida como Olympe de Gouges foi uma dramaturga, ativista política, feminista e abolicionista, nascida em Montauban, na França, a 7 de maio de 1748.

Olympe nasceu numa família burguesa. No entanto ela acreditava ser filha de Jean Jacques Lefranc. A rejeição no reconhecimento desta paternidade a influenciou na defesa dos direitos das crianças ilegítimas.

Casou-se em 1765, com Luis Aubry, com quem teve um filho, Pierre. Ficou viúva pouco depois e, em 1770, mudou-se para Paris onde então adotou o pseudónimo de Olympe des Gouges.

Através das pinturas pode-se perceber que era uma mulher de uma notável beleza.

Por volta de 1784 começou a escrever ensaios, manifestos e iniciou ações de carácter social.

Em 1774, escreveu uma peça de teatro anti-escravagista: "L'Esclavage des Nègres". Por ter sido escrito por uma mulher e do assunto controverso, esta obra apenas foi publicada em 1789, no início da Revolução Francesa.

Ao mesmo tempo, escreveu obras feministas relacionadas aos temas dos direitos ao divórcio e às relações sexuais fora do casamento.

Como apaixonada advogada dos direitos humanos, Olympe abraçou com alegria a Revolução. Mas logo perdeu o encanto com a constatação de que a égalité (direitos iguais) da Revolução não incluía as mulheres no que se refere à igualdade de direitos.

Em 1791 entrou para o Circle Social, uma associação com o objetivo principal de lutar pela igualdade dos direitos políticos e legais para as mulheres. Reunia-se na casa da conhecida defensora dos direitos das mulheres Sophie de Condorcet. Foi aí que Olympe expressou pela primeira vez a sua famosa frase: "a mulher tem o direito de subir ao cadafalso, ela deve igualmente ter o direito de subir à Tribuna."

Ainda, em 1971, em resposta à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, escreveu a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã.
Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã
Fonte: Wikipédia

Na Declaração dos Direitos da Mulher, reivindicou através de uma espécie de leitura irónica à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão a igualdade em direitos da mulher e do homem, denunciando o encobrimento provocado pelo termo "Homens", o qual, teoricamente nesse caso, funcionaria como sinónimo de humanidade.

Para Olympe de Gouges, os direitos negligenciados pelos quais ela escreve a Declaração são frutos de um "Império tirânico" de opressão do homem, que, ao contrário dos animais e do resto da natureza, costurou para si uma exceção a esse comportamento natural de cooperação harmoniosa entre os sexos.

Depois, escreveu o Contrato Social, nome inspirado na famosa obra de Jean-Jacques Rosseau, propondo o casamento com relações de igualdade entre os parceiros.

Por se envolver ativamente nas questões que lhe pareciam injustas, como a condenação à morte do rei Luís XVI, por ser contra a pena de morta, e desapontada nas suas expectativas, passou a escrever com mais e mais convicção.

A 2 de junho de 1793, os Jacobinos prenderam os Girondinos e os seus aliados, enviando-os em seguida para a guilhotina. Neste ano, Olympe escreve a peça "Les trois urnes, ou le salut de la Patrie, par un voageyr aérien" e, por causa dela, foi presa.

Esta peça pedia a realização de um plebiscito para escolher uma das três formas potenciais de governo: República indivisível, Governo federalista e Monarquia constitucional.

Os Jacobinos, que já tinham executado uma rainha, não estavam dispostos a tolerar a defesa dos direitos das mulheres: exilaram Sophie de Condorcet e, um mês depois, a 3 de novembro de 1793, em Paris, mataram Olympe de Gouges, na guilhotina.

MZ

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domingo, 24 de janeiro de 2021

Fome na Rússia - Canibalismo na Década 1920

Canibalismo na Rússia - 1921

Pouco depois de que a União Soviética se tornou no primeiro Estado comunista do mundo, na década de 1920, uma grande fome, que não foi divulgada pela imprensa, mas que foi devastadora, destruiu a zona rural da Rússia.

Ficou conhecida como a "Fome de Povolzhye", que começou em 1921 e durou até 1922, deixando morrer milhões de pessoas e afetando outros tantos.

A fome foi tanta que os camponeses foram levados a praticar o impensável - Canibalismo.

A Cruz Vermelha citou num relatório da polícia soviética de 1921 em que se registava "Agora [os camponeses] estão desenterrando corpos para comê-los".

"Após os campos de extermínio da Primeira Guerra Mundial, os tumultos políticos na Rússia e em outras partes, e a disseminação desenfreada de doenças entre a já exausta comunidade, veio a ameaça de escassez de alimentos, que se estima ter colocado 32 milhões de vidas em risco na Rússia, Ucrânia e Geórgia", comunicou a Cruz Vermelha.

"Em 1921, além do caos político que provocou a quebra de todos os serviços de saúde, a região sofreu uma seca devastadora, levando a uma fome generalizada".

Pelo menos cinco milhões de pessoas morreram durante a "Fome de Povolzhye", desencadeada por políticas iniciadas pelo ditador russo Vladimir Lenin, que estava no comando da URSS desde 1917. Na época, ele instruiu os guardas a tirar a comida aos pobres. Os seus bolcheviques acreditavam que os camponeses estavam a tentar sabotar o esforço de guerra tirando a comida do Exército.

A Cruz Vermelha observou: "milhares de vilas foram abandonadas pelos seus habitantes, que saíram vasculhando por comida onde quer que encontrassem. Eles sobreviviam de relva, montes de terra, animais domésticos... e até mesmo carne humana. Em junho de 1921, Lenin reconheceu a iminente tragédia, e o escritor [Maxim] Gorki apelou ao mundo por ajuda. A liderança da Cruz Vermelha soviética enviou uma mensagem a Genera, enfatizando a urgência da situação".

De acordo com os voluntários que chegaram dos EUA e da Europa, em 1921, "os rumores horríveis sobre salsichas preparadas a partir de cadáveres humanos, embora oficialmente negados, eram comuns. No mercado, entre os feirantes mais agressivos, que se juravam um ao outro, ouvia-se ameaças de fazer salsichas de uma pessoa".

Outro disse: "as famílias estavam a matar e a devorar pais, avós e filhos".

O relato da Cruz Vermelha acrescentou que o então presidente do ICRC's, Gustave Ador, e o diplomata norueguês Fridtjof Nansen convidaram a Liga das Nações a apoiar financeiramente e, durante uma reunião a 6 de outubro de 1921, houve uma hesitação em agir.

Nansen então viajou para a região de Volga, devastada pela fome, para ter uma ideia do que estava a acontecer. Ao voltar, afirmou que "19 milhões de pessoas foram condenadas à morte".

Lenin morre em 1924, pouco depois da fome, e Joseph Stalin assumiu o cargo de chefe do Partido Comunista.

Depois desta fome ainda houve outra, a conhecida "Grande Fome" soviética, que durou de 1932 a 1933, deixando muitos milhões de mortos sob o comando de Joseph Stalin. Mas como o próprio Lenin disse: "Deixem os camponeses morrerem à fome".


Fonte: Epoch Times

MZ

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