sexta-feira, 30 de julho de 2021

Shigeki Tanaka - Sobrevivente de Hiroshima, a Ganhar a Maratona de Boston

 

Shigeki Tanaka, sobrevivente de Hiroshima, a ganhar a Maratona de Boston
Fonte: É Desporto

Shigeki Tanaka nasceu a 7 de abril de 1931, no Japão. Tinha 13 anos e vivia a 32 km de Hiroshima na altura do bombardeamento atómico em 1945.

Mais tarde, relembrou: "Vimos uma luz forte e ouvimos um pouco de barulho. Mas ninguém pensou sobre isso... três dias depois, ouvimos a terrível notícia."

Os atletas japoneses foram impedidos de participar nos Jogos Olímpicos de Verão de 1948, em Londres, e de todas as grandes competições internacionais após a Segunda Guerra Mundial.

A Maratona de Boston de 1951 foi apenas a segunda competição atlética pós-Segunda Guerra Mundial, após os Jogos Asiáticos de 1951 realizados um mês antes, a convidar atletas japoneses.

Shigeki foi um dos quatro corredores japoneses convidados para competir por Will Cloney, da Boston Athletic Association.

Os quatro japoneses receberam uma cerimónia de boas-vindas organizada por militares do Estaleiro Naval de Charlestown.

Como Tanaka era de Hiroshima, o "The Boston Globe" o apelidou de "menino atómico", que ele considerou "um fardo".

Shigeki Tanaka tornou-se o primeiro vencedor japonês da Maratona de Boston. Venceu com 2:27:45, o terceiro tempo mais rápido da história do evento até à altura.

A vitória de Tanaka fez crescer no Japão um entusiasmo duradouro pela corrida de longa distância e uma afeição pela Maratona de Boston.

A sua vitória foi um marco na restauração da dignidade e da honra do país destruído pela Segunda Guerra Mundial.

Esta vitória marcou o início de uma forte relação atlética entre o Japão e Boston, e o início de uma tradição de vitórias japonesas na corrida.

A 5 de maio de 1998, a sua casa em Utsunomiya foi assaltada e a medalha da Maratona de Boston foi roubada. A Boston Athletic Association concedeu-lhe uma medalha de substituição a 10 de julho de 1998, pela sua conquista como o primeiro japonês a vencer o evento.

A medalha roubada foi recuperada numa investigação policial a 22 de julho de 1998.



Fonte: Wikipédia


MZ

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quarta-feira, 28 de julho de 2021

Mónica - Inspiração da Personagem Mónica

Mónica Sousa, inspiração para a banda desenhada "A Turma da Mónica"
Fonte: Fatos Desconhecidos

Mónica, nascida em 1960, é a filha do cartunista Maurício de Sousa, foi ela que inspirou a criação da personagem de uma das bandas desenhadas mais famosas do Brasil: "A Turma da Mónica".

Monica foi a inspiração para a personagem com o mesmo nome, Mónica.

Monica descobriu que era a inspiração da personagem aos 7 ou 8 anos, após uma colega de escola lhe dizer que ela era a personagem das tirinhas da Folha, o que a deixou curiosa, e teve a sua dúvida confirmada pelo seu pai.



Fonte: Fatos Desconhecidos | Wikipédia


MZ

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segunda-feira, 26 de julho de 2021

Vestido do Antigo Egito - Beadnet Dress

Vestido do Antigo Egito - Beadnet Dress
Fonte: Rainhas Trágicas - Mulheres, Guerreiras, Soberanas

Vestido de linho trabalhado em formato de rede com contas, feito por volta do ano 2551-2528 a.C., no Antigo Egito, durante o reinado do Faraó Quéops

A cor das contas desbotou, mas a rede era originalmente azul e azul esverdeado, imitando lápis-lazúli e turquesa.

Conhecida como Beadnet dress, a peça foi encontrada em 1927 no complexo de Gizé e pertence à IV Dinastia.

O seu elegante padrão indica que a moda feminina no Egito era utilizada mais do que como um mero adereço e sim como um fator de distinção entre as classes. O vestido era usado sem nada por baixo.

Este vestido encontra-se exposto no Museu of Fine Arts de Boston.



Fonte: Rainhas Trágicas - Mulheres, Guerreiras, Soberanas


MZ

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sábado, 24 de julho de 2021

Enterro dos Cavalos - Primeira Guerra Mundial

Cavalos a serem enterrados numa vala - 1914
Fonte: Museu de Imagens

Vários cavalos são enterrados numa vala comum após morrerem na Batalha de Haelen, travada entre o exército belga e alemão a 12 de agosto de 1914, na Bélgica.

Milhões de cavalos morreram durante a Primeira Guerra Mundial. Os cavalos eram utilizados como meio de transporte, alimento e como "armas de guerra" nas batalhas.



Fonte: Museu de Imagens


MZ

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quinta-feira, 22 de julho de 2021

Apetite da Rainha Vitória

Rainha Vitória do Reino Unido
Fonte: História das Monarquias - Sapo

A Rainha Vitória foi o símbolo do imperialismo britânico no séc. XIX, apoiante da expansão territorial inglesa e do fortalecimento da burguesia industrial. Vitória eternizou a imagem de soberana sólida, digna e confiável. No entanto, um é uma mulher marcada por perdas, contradições e transtornos emocionais.

Tinha um grande apetite, vivia sob dietas impostas pelos seus pais devido à sua grande fome. De acordo com a historiadora britânica Cecil Woodham Smith, os seus pais começaram a preocupar-se cm o facto da princesa "comer demais e quase sempre um pouco rápido demais". No entanto, quando se tornou rainha, as coisas mudaram.

Mesmo que na sociedade da época um corpo magro fosse o mais valorizado, a sua posição como mulher poderosa no Reino Unido fez com que ela pudesse fazer praticamente tudo o que quisesse, incluindo grandes e fartos jantares.

Vitória passou a ignorar as restrições que poderiam tentar fazer ao seu corpo e apetite e desenvolveu um paladar cada vez mais estrondoso.

As enormes refeições contavam com diversos tipos de alimentos, os quais ela poderia escolher ao longo da noite. Sopas, peixes, frango e rosbifes. Batatas eram a maior paixão de Vitória à mesa, de todas as formas de confeção.

Vitoria preferia comer pratos que tivessem ingredientes sazonais, alimentando-se sempre de comidas que estivessem na época.

Gostava muito das refeições salgadas, mas preferia os doces. Gelados, bolos e tartes eram a perdição de Vitória, que os comia como se não houvesse amanhã. Sabe-se também que um dos seus doces favoritos era a tarte de cranberry com creme.

É possível perceber o gigantesco paladar por doces logo na sua festa de casamento, em 1840, com Albert de Saxe-Coburgo-Gota. O bolo tinha por volta de 680kg e quase 3 metros de comprimento.

Além de comida, também adorava bebidas alcoólicas. Era uma amante do uísque, principalmente nos seus últimos anos de vida, mesmo que muitos médicos tivessem dito para diminuir o seu consumo.

MZ

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terça-feira, 20 de julho de 2021

Mão Negra

Selo da Organização Terrorista Mão Negra
Fonte: Wikipédia

Unificação ou Morte, também conhecido como Mão Negra, foi uma organização nacionalista sérvia que recorreu ao terrorismo como forma de atividade política.

Esta sociedade secreta foi fundada no Reino da Sérvia, a 10 de junho de 1910, por ex-membros de uma sociedade semi-secreta chamada Narodna Odbrana (PT: "Defesa do Povo"), dedicado à realização do pan-eslavismo e do nacionalismo, através de assassinatos, com a intenção de unir todos os territórios com populações eslavas do sul anexadas pela Áustria-Hungria.

O objetivo declarado de reunificação, num Estado único todos os membros do povo sérvio, significava um confronto com a Áustria-Hungria, que dominava a Bósnia e Herzegovina, território, que de acordo com a organização, deveria ser integrado ao novo Estado sérvio.

A Mão Negra foi o grupo responsável por planear e organizar o assassinato do herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, o Arquiduque Francisco Fernando da Áustria e a sua mulher, Sofia Chotek, em Saraievo.

O atentado e as suas consequências foram um dos gatilhos da Primeira Guerra Mundial.

No entanto, os autores do ataque eram membros da organização Jovem Bósnia.

A Mão Negra foi extinta em 1917 pelo Governo da Sérvia após o julgamento de Salônica. Foi a primeira organização terrorista do mundo.

MZ

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domingo, 18 de julho de 2021

Expedição Kon-Tiki

Barco Kon-Tiki em exposição num museu na Noruega
Fonte: Wikipédia

O Kon-Tiki foi o barco utilizado pelo explorador norueguês Thor Heyerdahl (1914-2002), na sua expedição pelo Oceano Pacífico, partindo da América do Sul para a Polinésia, em 1947, com o objetivo de demonstrar a possibilidade de que a colonização da Polinésia tinha sido realizada por via marítima por indígenas da América do Sul.

Thor Heyerdahl
Fonte: Wikipédia

Hyerdahl defendia a teoria de que os povos da América do Sul poderiam ter alcançado a Polinésia em tempos pré-colombianos.

Quis demonstrar a possibilidade de que a colonização da Polinésia tinha sido realizada por via marítima da América do Sul, em jangadas idênticas ao barco utilizado durante a expedição, e conduzido apenas pelas marés, correntes e força do vento, que é quase constante, na direção leste-oeste ao longo do Equador.

Esta expedição foi financiada através de empréstimos, e contou com doações de militares do exército dos EUA.

Heyerdahl viajou para o Peru, algum tempo antes, junto com um pequeno grupo de pessoas e dentro do espaço previsto pelas autoridades nacionais, dedicava-se à construção da jangada.  Para isso, foram utilizadas toras de madeira balsa e outros materiais nativos, e manteve o estilo de construção indígena como visto nas imagens deixadas pelos conquistadores espanhóis.

Heyerdahl após a expedição escreveu o livro "American Indians in the Pacific (PT: "Os Índios Americanos no Pacífico"), onde se pode encontrar material sobre a expedição Kon-Tiki.



Fonte: Wikipédia


MZ

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