sábado, 30 de outubro de 2021

O Rei que explodiu no seu próprio funeral - William I da Inglaterra

William I, o Conquistador, Rei da Inglaterra
Fonte: Familypedia

William I, conhecido como o Conquistador, foi o Duque da Normandia e Rei da Inglaterra de 1035 até à sua morte em 1087.

O seu reinado ficou marcado, principalmente, por várias lutas contra o seu próprio povo e o seu filho primogénito.

Assumiu os títulos do seu pai na Normandia aos 8 anos de idade, teve que lidar com várias revoltas do povo, que estavam infelizes com o seu novo governante. Como forma de controlar a situação, mandou incendiar as aldeias, matando milhares de pessoas e levando os sobreviventes à extrema pobreza.

O povo mal tinha o que comer, mas o rei passou a entregar-se cada vez mais à comida, com enormes banquetes diários, que continham os melhores alimentos, isto fez com que o monarca atingisse um tamanho impressionante.

A sua enorme gula foi um dos principais motivos para a sua morte. Durante uma luta contra o seu filho, em 1087, o rei acabou sendo atingido gravemente no seu abdómen pela sela do seu cavalo, após este empinar.

Os médicos passaram seis semanas a tentar realizar uma cirurgia para que o rei fosse salvo, mas, novamente, devido ao seu excesso de peso, não conseguiram seguir em frente. Então, William faleceu a 9 de setembro de 1087, em Rouen, na França.

Então iniciou-se uma longa viagem até ser finalmente sepultado. Por não ser amado pelo seu povo, assim que se soube da sua morte, todos os seus serviçais o abandonaram, deixando o rei sozinho sem ninguém que pudesse organizar o seu enterro.

Então o seu corpo ficou durante um curto período de tempo num centro médico na cidade onde morreu, até que um cavaleiro viajante e o clero de Rouen decidiram assumir a tarefa de enterrar William.

Devido à demora, boa parte do seu corpo já se encontrava em decomposição, no entanto, isto não impediu que o seu enterro seguisse em frente.

O plano era realizar o sepultamento do rei numa igreja na cidade de Caen, a 112 km, enviando o seu corpo através de um barco pelo rio Sena, já que era a única rota disponível na altura.

Ao chegar a Caen, o corpo já se encontrava mais inchado do que o normal, problema causado por bactérias acumuladas no seu intestino ferido, enchendo o corpo do rei com um gás podre.

Durante o seu funeral, que contou com a presença do seu filho mais novo, Henrique I e bispos e abades da Normandia, um homem invadiu a cerimónia afirmando que a igreja tinha sido construída ilegalmente no seu terreno. Após algumas análises foi comprovado de que ele realmente estava a dizer a verdade e acabou por ser compensado pelo acontecido.

Mas este não foi o único acontecimento bizarro a acontecer durante o enterro de William I. Como já tinham passado várias semanas desde a sua morte, a cidade sofria com fortes ondas de calor devido às queimadas que aconteciam na região, o intestino do rei acabou por inchar cada vez mais.

Ao tentarem colocar o corpo na sepultura, os coveiros perceberam que o corpo estava muito maior do que o buraco no chão, e não percebiam a razão para que isso tivesse acontecido.

A solução encontrada foi apertá-lo na cova até que, surpreendentemente, o corpo rebentou espalhando órgãos podres em todos os presentes e deixando a igreja com um cheiro forte de carne em decomposição.

O funeral, então, terminou às pressas para que todos pudessem sair rapidamente do local.

Na época, a população local considerou o desastre do enterro e os maus tratos com o corpo de William simplesmente como Karma. Devido ao comportamento cruel e antipático do rei durante a sua vida, o seu final vergonhoso tinha sido digno para compensar as tristezas causadas ao seu povo.

O monge e cronista Orderic Vitalis escreveu "História Ecclesiastica", onde contava a história da famosa "explosão" do rei. Escreveu: "as entranhas inchadas estouraram e um cheiro insuportável invadiu as narinas dos espectadores e de toda a multidão".

Mas para a historiadora da Universidade de Glasgow, Miriam Bibby, esta história tem mais exagero do que verdade histórica. É claro que o corpo do rei pode, de facto, ter deixado um cheiro horrível na igreja, por ter demorado a ser enterrado. É possível, ainda, que as consequências do intestino ferido tenham sido drásticas. Mas a ideia de uma "explosão" parece um recurso de exagero usado no texto que descreve o acontecimento.

Segundo Miriam, é preciso ter em conta que os cronistas, responsáveis pela divulgação da notícia, eram como os jornalistas do passado. O que eles queriam era uma boa história que chamasse a atenção do público.



Fonte: Aventuras na História


MZ

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quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Grupo Religioso Amish

Há uns anos vi uma série no canal TLC em que membros da comunidade Amish queriam sair dessa comunidade e conhecer o mundo, esta série despertou um pouquinho do meu interesse para esta comunidade que desconhecia a sua existência.
Uma família da Comunidade Amish
Fonte: Mega Curioso
Os Amish são um grupo religioso cristão que apresenta costumes altamente conservadores, como a total independência de equipamentos eletrónicos, como telemóveis, televisões, rádios ou até carros.

A história deste grupo começa com o suíço Jacob Amman, que, em 1693, abandonou a religião menonita para levar um grupo de apoiantes para os EUA, fugindo do serviço militar.
Jacob Amman
Fonte: Wikipédia
Vindos de uma parte da Suíça próxima da Baviera, os Amish falam entre si uma espécie de dialeto em alemão com influências suíças e inglesas, criando uma língua bem característica.

A maioria das comunidades Amish que foram estabelecidas na América do Norte, no final não mantinham a sua identidade Amish. A divisão principal que resultou na perda de identidade de muitas congregações Amish ocorreu na segunda metade do séc. XIX.

Nos anos após 1850, as tensões aumentaram entre os Amish. Entre 1862 e 1878, foram realizadas conferências ministeriais anuais, sobre a questão como os Amish deveriam lidar com as tensões causadas pelas pressões da sociedade moderna.

Não foi possível chegar a um compromisso entre os Amish tradicionais  e os Amish mais progressistas o que levou a isso, que os bispos mais tradicionais concordaram em boicotar as conferências.

Os mais progressistas, compreendendo cerca de 2/3, tornaram-se conhecidos pelo nome Menonitas Amish, eventualmente, a grande maioria uniram-se à igreja menonita e a outras denominações menonitas, principalmente no início do séc. XX.

Os mais tradicionais tornaram-se conhecidos como Amish da Antiga Ordem.

Como nenhuma divisão aconteceu na Europa, as congregações Amish que lá permaneceram, levaram o mesmo caminho que os Menonitas Amish e lentamente se fundiram com os Menonitas.

Na década de 2000 estimava-se que existiam cerca de 198 mil membros da comunidade Amish no mundo, sendo 47 mil apenas na Pensilvânia (EUA).

Os Amish preferem viver afastados da restante sociedade. Não fazem serviços militares, não pagam Segurança Social e não aceitam qualquer forma de assistência do Governo. Todos evitam até fazer seguro de vida.

A maioria fala um dialeto alemão, conhecido como "Alemão da Pensilvânia", enquanto uma minoria fala um dialeto suíço ou alsaciano.

Dividem-se em irmandades, que por sua vez se dividem em distritos ou congregações. Cada distrito é independente e tem as suas próprias regras de convivência.

As crianças Amish estudam em escolas exclusivas até ao 8º ano da sua escolaridade, algo que fica por volta dos 16 anos de idade. Nessas escolas aprendem matemática, inglês, alemão, as matérias necessárias para que iniciem os trabalhos que os adultos realizam e para os ajudar com o comércio.
Crianças da Comunidade Amish
Fonte: Pinterest
Depois deste 8º ano de escolaridade, não lhes é permitido ascender mais, muito menos ao ensino superior. No entanto, é permitido que as crianças abandonem os estudos antes de terminarem o 8º ano, mesmo que isso não seja legal para outras pessoas no país.

Uma decisão da Suprema Corte americana garantiu aos Amish a possibilidade de deixarem os estudos antes, uma vez que a tradição religiosa era muito anterior às leis educacionais em vigor no país.

Aos 16 anos, o adolescente Amish passa por um ritual chamado Rumspringa, que em tradução livre quer dizer "correr por aí". Nesta altura, é permitido ao jovem que entre em contacto com o mundo exterior, dando autorização para que este experimente bebidas, ir a festas e até mesmo namorar pessoas de fora da comunidade.

Esta é a decisão final que define se elas irão fazer parte da comunidade ou não, e cabe totalmente ao jovem. Caso queiram continuar com o estilo de vida religioso, permanecem nos vilarejos e são batizados.

Os Amish são anabatistas, ou seja, recusam-se a batizar um bebé. Os anabatistas acreditam que o batismo só deve ser feito quando alguém pode confessar a sua fé de bom grado.
Batismo na Comunidade Amish
Fonte: Mission to Amish People
O batismo na fé Amish acontece com maior frequência entre os 18 e os 22 anos. Até que isso aconteça, a pessoa não tem permissão para se casar e quando se casar, deve ser com algum membro da igreja.

Cada fazenda da comunidade tenta produzir o que precisa, mas não são autossuficientes e negociam com o mundo externo. Assim, em pequenas lojas familiares, os Amish vendem móveis, colchas e comidas típicas. Parte dos ganhos é doada para a compra de terras coletivas.

Os itens mais comprados pelos Amish fora do seu "mundo" são farinha, sal e açúcar, mais difíceis de produzir em quantidades necessárias sem auxílio de máquinas pesadas e tecnológicas.

A alimentação dos Amish consiste em carne, tubérculos e massas, de produção própria na maior parte.

Em 1919, os líderes Amish concordaram que o uso da eletricidade não deveria ser adotada pela comunidade Amish. Não porque achassem a eletricidade algo mau, mas porque ter um acesso fácil à eletricidade poderia levar a muitas tentações e à deterioração da vida tradicional, da igreja e da família.

Os Amish não têm um local feito para o culto, como igrejas, eles reúnem-se em casas privadas ou em celeiros. As mulheres sentam-se separadas dos homens e cobrem a cabeça com um véu.

O culto inicia-se com uma invocação de algum dos anciãos, seguem-se hinos, cantado do hinário "Ausbund", que é o mesmo texto desde o séc. XVI e não contém notação musical. Há depois dois sermões, um mais curto e um mais longo. Entre os sermões há uma oração, onde todos se ajoelham silenciosamente até que algum membro masculino ore pela igreja. A leitura e pregação da Bíblia é feita extemporaneamente, sem sermões preparados, e muitos anciãos abrem as Escrituras aleatoriamente. Seguem uma oração do ministro e uma bênção final. A congregação despede-se com um ósculo (beijo da paz).

O vestuário dos membros da comunidade Amish também têm as suas particularidades. As mulheres e meninas usam vestidos modestos de mangas compridas e uma saia longa. Nunca usam jóias ou acessórios. Nas suas cabeças, usam uma cobertura de oração, branca se foram casadas e preta se forem solteiras.
Mulheres da Comunidade Amish
Fonte: Mega Curioso
Os homens e os meninos usam roupas de cor escura, casacos retos, calças largas, suspensórios, meias e sapatos pretos. Na cabeça, costumam usar chapéus pretos ou de palha. Apesar de não usarem bigode, após casarem os homens passam a cultivar uma grande barba.
Homens da Comunidade Amish
Fonte: Mega Curioso
Os Amish sentem que ao terem roupas diferentes encorajam a humildade e a separação do mundo. A sua roupa não é uma fantasia, mas sim uma expressão de fé.

Uma mulher Amish é principalmente uma dona de casa, assume um papel bem antigo na comunidade, que inclui cozinhar, administrar a casa e ajudar os vizinhos. Em público, uma mulher Amish geralmente seguem o marido.
Mulheres da Comunidade Amish
Fonte: El País
Os Amish conservaram um antigo costume, o das bonecas de pano e sem rosto. O motivo está vinculado ao segundo mandamento. Numa idade precoce, as crianças devem aprender e não criar imagens, semelhanças e ídolos. Consideram que as bonecas sem rosto impedem o orgulho e a vaidade.
Bonecas de pano Amish
Fonte: HorizonTimes
Também não tocam instrumentos musicais, alegam que são um método de auto-expressão que encorajaria orgulho e o sentimento de superioridade.

Uma das festividades mais icónicas dos Amish é a construção de celeiros. Nesta ocasião, a comunidade une-se para edificar um celeiro para um dos membros do grupo, e o gesto serve para simbolizar o ato de desprendimento pessoal e intuito de ajudar o próximo.
Uma Comunidade Amish envolvida na construção de um celeiro
Fonte: Pinterest
Os membros do grupo que não "andarem na linha" podem sofrer duras consequências. Dependendo da infração, os transgressores são isolados para que se sintam envergonhados e voltem para a igreja, onde os seus erros são apontados.

No entanto, se a falha for considerada grave (como usar um computador, beber bebidas alcóolicas ou não se ajoelhar durante o culto), os acusados podem ser banidos e expulsos, e todo e qualquer contacto com essas pessoas é completamente cortado.

O mais interessante é que, apesar de ser um grupo muito conservador e com regras severas, estima-se que entre 80 a 90% das crianças Amish crescem e permanecem na comunidade.



Fonte: Wikipédia | Aventuras na História | HiperCultura | Mega Curioso

MZ

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domingo, 24 de outubro de 2021

Confissões da Secretária de Hitler - Traudl Junge

Traudl Junge, a última secretária pessoal de Hitler
Fonte: WW2 Gravestone
Traudl Junge foi a última testemunha que viveu no círculo interno de Hitler a sobreviver.

TTraudl Junge, nascida Gertraud Humps, nasceu em Munique, na Alemanha a 16 de março de 1920.

Tinha uma visão completamente oposta daquele que foi o responsável pelos maiores crimes contra a humanidade em toda a História.

Traudl tinha apenas 22 anos quando Hitler a selecionou entre um grupo de centenas de jovens que se candidataram para se tornarem suas secretárias, em dezembro de 1942. Hitler a escolheu sobretudo por ela ser de Munique, a sua cidade alemã preferida e em certa forma o seu "lar".

Durante as suas funções vivenciou os momentos mais íntimos e particulares do ditador e também os mais difíceis.

No dia 28 de abril de 1945, quando o bunker onde se encontravam escondidos das tropas soviéticas, começou a estremecer com cada explosão do lado de fora, Traudl datilografava o que seria o documento final do Terceiro Reich: o testamento e o último desejo de Hitler. Dois dias depois, Hitler e a sua recém-esposa, Eva Braun, cometem suicídio.

Ao longo dos seus últimos anos de vida, a secretária foi abordada frequentemente por historiadores que procuravam relatos de testemunhas desta parte sombria da história da humanidade.

Traudl Junge escreveu o livro "Até a Última Hora", onde ela encontrou uma maneira de "encontrar a reconciliação consigo mesma", mas enfatiza que não sabia sobre o extermínio planeado de milhões de pessoas.

Traudl disse numa entrevista à BBC: "Estávamos nos bastidores, no entanto, não sabíamos nada do que estava a acontecer no palco. Era apenas o diretor que estava familiarizado com a peça." Traudl diz sobre Hitler: "Admito, fiquei fascinada por Adolf Hitler. Ele era um chefe agradável e um amigo paternal. Ignorei deliberadamente todas as vozes de advertência dentro de mim e aproveitei o tempo ao lado dele, até o amargo fim."

Hitler preferia comer vegetais e evitava ao máximo carne, Traudl diz que o cozinheiro austríaco, Kruemel, acreditava que a vida sem carne não valia a pena ser vivida, e costumava tentar colocar um pouco de caldo ou gordura animal na refeição de Hitler. "O Führer notava as demasiadas tentativas de Kruemel em enganá-lo e ficava muito irritado, e depois ficava com dor de barriga. No final, ele só deixava que lhe preparassem uma copa clara e puré de batata."

Depois de um café da manhã leve, uma das atividades favoritas de Hitler era passear com a sua cadela Blondie - "O maior prazer de Hitler era quando Blondie pulava alguns centímetros mais alto que na última vez. Ele dizia que sair com ela era a coisa mais relaxante que poderia fazer."

Nos últimos dias de abril, Hitler aparentemente tinha aceitado que a derrota alemã era inevitável e que as suas opções eram poucas. Foi então que ele chamou Traudl Junge e disse: "Está descansada? Eu tenho algo para ditar para si."

Foi nesse momento em que ela descobriu que Hitler iria cometer suicídio. Traudl disse "Escrevi o mais rápido que pude. Os meus dedos funcionaram mecanicamente e fiquei surpresa por não ter cometido nenhum erro."

Horas após este acontecimento, Hitler e Eva casaram às pressas. Dias depois, a 30 de abril, Eva vestiu um vestido preto e tomou o veneno. Enquanto isso, Adolf deu um tiro na sua cabeça enquanto mordia uma cápsula de cianeto.

Após o fim da guerra, em 1945, foi detida pelos soviéticos e depois pelos americanos, antes de se mudar para a Alemanha Ocidental, onde passaria o resto da sua vida.

No pós-guerra foi secretária do pai do chefe do governo municipal de Munique Christian Ude.

Traudl Junge morreu no dia 10 de fevereiro de 2002, aos 81 anos, em Munique, na Alemanha.

Numa das suas últimas entrevistas para o documentarista Othmar Schmiderer, disse: "Agora que deixei a minha história para trás, posso abandonar a minha vida".

MZ

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sexta-feira, 22 de outubro de 2021

A Primeira-Ministra Britânica Margaret Thatcher num Tanque Britânico

 

A Primeira-Ministra Britânica Margaret Thatcher num tanque britânico, em 1986
Fonte: O Globo

Margaret Thatcher (1925-2013) foi uma política britânica que serviu como Primeira-Ministra do Reino Unido de 1979 a 1990 e Líder da Oposião entre 1975 e 1979.

Foi a Primeira-Ministra com o maior período no cargo durante o séc. XX e a primeira mulher a ocupá-lo.

Era conhecida como "Dama de Ferro", alcunha dada por um jornalista soviético e que se associou ao seu estilo de liderança.

Nas eleições de 1987, a sua popularidade tinha diminuído, então os seus conselheiros pensaram numa forma de lembrar ao público que era a Margaret.

Por isso, a 17 de setembro de 1986, a imagem de Margaret Thatcher num tanque saltou para as primeiras páginas, relembrando o poder militar britânico e relacionando a guerra das Maldivas e o papel do eleitor - a Dama de Ferro.



Fonte: Wikipédia | Xavier Peytibi


MZ

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quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Louise Marie-Therese - Freira Negra de Moret

Louise Marie-Therese, Freira Negra de Moret
Fonte: Wikipédia

Nascida em 1658, foi uma freira francesa e objeto de relatos do séc. XVIII nos quais foi dubiamente afirmada como sendo filha da Rainha da França, Maria Teresa de Espanha.

Rainha da França, Maria Teresa
Fonte: Wikipédia

Era uma freira beneditina na abadia de Moret Sur-Loing.

Pouco depois da morte da Rainha francesa, mulher de Luís XIV, em 1683, os cortesãos disseram que Louise poderia ser a filha, supostamente negra, que a Rainha tinha dado à luz em 1664.

As circunstâncias do nascimento de Louise são retratadas nos três primeiros episódios da série dramática "Versailles". Na série, é filha ilegítima da Rainha Maria Teresa e de Nobu, o seu criado anão. Nobu foi mais tarde encontrado morto na fonte em frente ao palácio, o que implica que ele era o pai e morto para manter o segredo ou por vingança de Luís XIV por tê-lo traído sob o seu próprio teto.

A própria Louise parecia convencida da sua descendência real, e conta-se que uma vez Louise saudou o Delfim como "meu irmão".

O Duque de Luynes afirmou, que ela era filha de dois jardineiros muito pobres que não tinham condições para educar a criança, e por isso a enviaram para um convento.

Nenhuma das versões chegou a ser confirmada.



Fonte: Aventuras na História | Wikipédia


MZ

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sábado, 16 de outubro de 2021

D. Maria Leopoldina, Rainha de Portugal

D. Maria Leopoldina, Rainha de Portugal e Imperatriz do Brasil

De nome Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena nasceu em Viena, na Áustria, no Palácio de Schönbrunn a 22 de janeiro de 1797.

Filha do último Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Francisco II ou Francisco I da Áustria e da sua segunda esposa, Maria Teresa de Nápoles e Sicília.
Pais de D. Maria Leopoldina: Francisco I da Áustria e Maria Teresa

O nome "Maria" não se encontra nos seus nomes de batismo, Leopoldina passou a usá-lo já na sua viagem para o Brasil, ao tratar de negócios particulares.

Teve uma infância despreocupada, bastante mimada pela sua madrasta, Maria Luísa da Áustria-Este, que lhe fazia todas as vontades e lhe dava o amor maternal que Leopoldina, orfã de mãe, aos oito anos, não teve tempo de receber.
Madrasta de D. Maria Leopoldina, Maria Luísa da Áustria-Este

Na sua educação recebeu conhecimentos científicos, políticos, históricos e artísticos, além de aprender línguas estrangeiras, como o francês. 

Em 1816, morre a sua madrasta e perde as suas irmãs Maria Luísa e Maria Clementina que deixaram o país para se casarem.

No final deste mesmo ano, começaram as negociações do seu casamento com o Príncipe herdeiro do trono português, D. Pedro, filho de D. João VI e de Carlota Joaquina.
D. Pedro IV de Portugal e I do Brasil

Através deste casamento, Portugal ligaria a Casa de Bragança a uma das mais fortes monarquias europeias, além da possibilidade de se livrar do jogo político da Inglaterra. Para a Áustria, era a possibilidade de participar no comércio de produtos tropicais.

O casamento por procuração é celebrado em maio de 1817. Em dezembro, D. Leopoldina chegava ao Brasil, onde a família real portuguesa se encontrava refugiada. Em nove anos de casamento, ficaria grávida nove vezes, com dois abortos e sete filhos: D. Maria (1819), D. Miguel (1820), D. João Carlos (1821), D. Januária Maria (1822), D. Paula (1823), D. Francisca (1824) e D. Pedro (1825).
D. Maria Leopoldina e os seus filhos

Após a Revolução do Porto em 1820 e o regresso do Rei D. João VI a Portugal em abril de 1821, D. Pedro assumiu como Regente. No Brasil, surgiram manifestações de descontentamento, aos primeiros sinais de tentativa de recolonização, com a transferência de importantes setores da administração para Lisboa.

Com a mulher, D. Maria Leopoldina, D. Pedro informava-se de muitas coisas da Europa. Além de ter uma boa visão política, D. Maria Leopoldina era uma pessoa que mais podia influenciar o Príncipe a renunciar à ideia do retorno a Portugal.

Após várias manifestações de apoio à permanência do Regente, D. Pedro anuncia a sua decisão, a 9 de janeiro de 1822, o "Dia do Fico". 

A 1 de agosto, declarou inimigas todas as tropas enviadas de Portugal sem o seu consentimento. Coma  iminência de uma guerra civil, que pretendia separar a Província de São Paulo do resto do Brasil, no dia 13 de agosto de 1822, D. Pedro passou o poder a D. Leopoldina, nomeando-a chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente Interina do Brasil, com todos os poderes legais para governar o país durante a sua ausência e partiu para São Paulo.

Durante a sua regência, D. Leopoldina recebeu notícias que Portugal estava a preparar uma ação contra o Brasil. Sem tempo para esperar a chegada de D. Pedro, D. Leopoldina, aconselhada pelo Ministro das Relações Exteriores, José Bonifácio, reuniu-se na manhã de 2 de setembro de 1822 com o Conselho de Estado, assinando o decreto da Independência, que o seu marido oficializou a 7 de setembro, com o célebre grito às margens do Ipiranga.

Apesar do apoio político ao marido, a sua vida conjugal foi sempre perturbada pelas constantes relações extra-conjugais de D. Pedro, que chegou a humilhá-la, nomeando-lhe como dama de companhia a sua amante, Domitilia de Castro, também agraciada com o título de Marquesa de Santos.

Obrigada a conviver com a amante do marido sob o teto do Palácio de São Cristóvão, cada vez mais deprimida e grávida pela nona vez, D. Leopoldina acabou abortando, estando D. Pendro ausente há mais de um mês na altura, D. Leopoldina acabou por morrer sem revê-lo.

Muitas são as dúvidas sobre as causas da morte da Rainha Consorte de Portugal e Primeira Imperatriz do Brasil. Há quem diga que tenha morrido devido a consequências do aborto, mas também se diz que possa ter sido morta em consequência das agressões por parte do seu marido.

A segunda possibilidade foi, no entanto, posta de parte quando se deu uma recente exumação dos restos mortais de D. Maria Leopoldina onde não se verificou nenhuma fratura.

D. Maria Leopoldina morreu no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, a 11 de dezembro de 1826.

O seu corpo, revestido do manto imperial, foi colocado em três urnas, a primeira de pinho português, a segunda de chumbo e a terceira de cedro.

Foi sepultada no Convento da Ajuda, na atual Cinelândia, no Rio de Janeiro. Quando o Convento foi demolido, em 1911, os restos foram transladados para o Convento de Santo António, no Rio de Janeiro, onde foi construído um Mausoléu para ela e alguns membros da família imperial.

Em 1954, os seus restos mortais foram transferidos, definitivamente, para um sarcófago de granito verde ornado de ouro, na Capela Imperial, sob o Monumento do Ipiranga, na cidade de São Paulo.
Assinatura de D. Maria Leopoldina, Rainha de Portugal e Imperatriz do Brasil

MZ

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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Caçadores de Elefantes





Na imagem: Caçadores a cortar um elefante na Rodésia (atual Zimbábue) - Aproximadamente 1930


MZ

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