segunda-feira, 8 de junho de 2020

D. Maria Sofia Isabel de Neuburgo, Rainha de Portugal

D. Maria Sofia, Rainha de Portugal
Nasceu em no Palácio de Benrath, em Düsseldorf, na Alemanha, a 6 de agosto de 1666.

Filha do eleitor palatino do Reno, Filipe Guilherme, Conde soberano de Neuburgo e da sua segunda mulher, Isabel Amália de Hess-Darmstadt.
Pais de D. Maria Sofia: Filipe Guilherme e Isabel Amália
Foi a eleita para ser a segunda esposa do Rei D. Pedro II de Portugal, devido ao renome, entre as Cortes europeias, da extraordinária fertilidade dos seus pais (tiveram 23 filhos, sobrevivendo 17 filhos), aparentando garantir uma rápida e abundante sucessão à Coroa portuguesa, dependente então ainda da frágil saúde da Princesa D. Isabel, filha única do Rei.
D. Pedro II, Rei de Portugal
A negociação do segundo casamento de D. Pedro II, na época o mais grave assunto diplomático português, decorreu em Viena, sob o patrocínio da irmã mais velha de D. Maria Sofia, a Imperatriz Leonor Madalena, que veio a conseguir que o Embaixador português nomeado para o efeito seguisse para Heidelberga com o objetivo de pedir a mão da sua irmã.

D. Maria Sofia tinha 20 anos quando foi pedida em casamento por D. Pedro II, que se encontrava viúvo há três anos, cuja sua única descendente era fraca e doente.
Primeira filha de D. Pedro II, D. Isabel, fruto do seu primeiro casamento
O contrato de casamento foi assinado a 22 de maio de 1687. Casados por procuração, a futura Rainha recebeu do Eleitor Palatino, o se pai, 100 mil florins de dote, tal como as suas irmãs.

Casaram-se a 2 de julho de 1687, na Capela eleitoral de Heidelberga, por procuração. D. Maria Sofia chegou a Lisboa a 12 de agosto de 1687, ao meio-dia.

Havia numerosas embarcações pelo Tejo, navios de guerra adornados de bandeiras, salvas de castelos e fortalezas, sinos de igrejas. Pelas 15 horas, embarcou D. Pedro II no bergantim real com os oficiais da sua casa, presidentes dos tribunais e oficiais da sua casa. Ao sair do bergantim o soberano era esperado pelo General Crafton e por Luís de Meneses, 3.º Conde da Ericeira.

Entrou na câmara da Rainha a cumprimentá-la e vieram ambos para bordo do bergantim real entre as salvas repetidas das armadas portuguesa.

Desembarcaram num pavilhão levantado na ponte da Casa da Índia, e desde ali até à Capela Real do Paço da Ribeira tudo estava enfeitado. Receberam as bênçãos nupciais do Arcebispo de Lisboa e o Capelão-mor do Rei, D. Luís de Sousa. Houve vários dias de festas públicas e brilhantes iluminações.

D. Maria Sofia era bondosa, e D. Pedro II consagrava-lhe afeto e respeito. A filha mais velha de D. Pedro, D. Isabel tinha quase a mesma idade que a sua madrasta deram-se muito bem.

A então Rainha D. Maria Sofia teve dissidências com a cunhada D. Catarina de Bragança, Rainha-viúva de Inglaterra, então residente na Corte de Lisboa, por questões de etiqueta e de precedências, sempre tão graves no séc. XVII.

D. Maria Sofia doava dinheiro a viúvas e órfãos, chegando a recolher no Paço doentes pobres. Era muito devota, fundou em Beja um colégio para os religiosos franciscanos, que dotou com rendimentos.

Com a sua principal função cumprida, em 12 anos de casamento, D. Maria Sofia e D. Pedro II tiveram sete filhos: D. João (1688), D. João (1689), D. Francisco Xavier (1691), D. António Francisco (1695), D. Teresa Maria (1696), D. Manuel José (1697) e D. Francisca Josefa (1699).

D. Maria Sofia faleceu aos 32 anos, vitima de ataque de erisipela no rosto e na cabeça, a 4 de agosto de 1699, no Paço da Ribeira, em Lisboa.  Foi sepultada envolta no hábito de São Francisco no Panteão Real dos Braganças, na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa.


MZ

A(s) imagem(ns) podem ser encontradas em vários sites da Internet, o texto é baseado em várias pesquisas feitas por mim.

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