No séc. XV, os portugueses fizeram-se ao mar em busca de novas terras.
Já no séc. XVI, exploraram o continente africano, mas não apenas o exploraram as matérias-primas, como também fizeram do povo mão-de-obra escrava, dando início ao comércio triangular com as colónias europeias na América.
Esta forma de exploração do continente africano duraria até 1885, quando os países europeus passam a exercer controlo político das regiões africanas partilhando-os em colónias.
Em 1830, missionários e exploradores vão ao continente africano com o objetivo de "salvar as almas selvagens", mascarando a sua verdadeira intenção de conquista de África pela Europa com a justificação religiosa.
Os missionários tinham como objetivo construir cidades com características europeias, desrespeitando as culturas locais. Além disso prepararam os nativos para o cultivo dos produtos de exportação, incentivando o trabalho livre e denunciando a escravatura.
Já no séc. XVI, exploraram o continente africano, mas não apenas o exploraram as matérias-primas, como também fizeram do povo mão-de-obra escrava, dando início ao comércio triangular com as colónias europeias na América.
Esta forma de exploração do continente africano duraria até 1885, quando os países europeus passam a exercer controlo político das regiões africanas partilhando-os em colónias.
Em 1830, missionários e exploradores vão ao continente africano com o objetivo de "salvar as almas selvagens", mascarando a sua verdadeira intenção de conquista de África pela Europa com a justificação religiosa.
Os missionários tinham como objetivo construir cidades com características europeias, desrespeitando as culturas locais. Além disso prepararam os nativos para o cultivo dos produtos de exportação, incentivando o trabalho livre e denunciando a escravatura.
Os exploradores estavam responsáveis por transmitir aos europeus os eixos de acesso ao centro do continente, colocando nos mapas europeus, por exemplo, a nascente do Rio Nilo, as descobertas do Rio Níger e do Rio Zambeze.
A descoberta deste rio fez com que os portugueses sonhassem com um território que ligaria Angola a Moçambique, que resultaria no mapa "Cor-de-rosa". Este projeto teve início com as incursões do Major Serpa Pinto entre 1877-1879.
Estes empreendimentos ajudaram a acelerar os processos da partilha do continente africano pelas potências europeias.
A partilha de África foi um dos períodos mais violentos da História Contemporânea e existiram quatro motivos principais que levaram os países europeus a realizarem os planos de partilhar o continente, concretizados na Conferência de Berlim (1884-85).
Partilha do continente africano pelos países europeus |
Rei Leopoldo II da Bélgica |
No fim da Conferência, Leopoldo II, estabeleceu uma "Confederação de Repúblicas Livres", no Congo, que se tornaria o futuro Estado Livre do Congo, onde Leopoldo II seria o soberano desse novo estado.
O segundo motivo, foi a tentativa dos portugueses de colocarem em prática o projeto do "Mapa Cor-de-Rosa", que foi anunciado em 1883, estabelecendo o que seria uma província "Angolomoçambicana"
Mapa Cor-de-Rosa |
O quarto motivo, foi a intenção da Grã-Bretanha de dominar o Cairo ao Cabo, além de se interessar por uma política de livre comércio e navegação das bacias do Rio Níger e do Congo.
Territórios britânicos no continente africano |
A ocupação de África pelas potências europeias continuou até ao fim da Segunda Guerra Mundial, quando as colónias começaram a obter a independência, num processo que se chamou descolonização.
Com exceção do Egito, que tinha proclamado unilateralmente a sua independência em 1922, e da África do Sul, que se tinha tornado autónoma em 1910, os restantes territórios africanos começaram a obter a independência a partir da década de 1950, e principalmente, a partir da Conferência de Bandung, em 1958, em que participaram os quatro países africanos independentes nesta data.
A descolonização não foi pacífica, embora nem sempre fosse forçada através de guerras de libertação, as potências coloniais tentaram manter o seu domínio através do seu apoio político ou através de vínculos entre os territórios semi-autónomos e a Europa.
Os últimos países africanos a alcançarem a independência, já na década de 1990, foram a Namíbia e a Eritreia, que tinham ficado sob administração, respetivamente da África do Sul e da Etiópia, ao abrigo de uma antiga tutela da Sociedade das Nações.
Mas ainda hoje existem vários territórios de África ocupados por países europeus como as possessões espanholas em Marrocos e as ilhas de Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha, administradas pelo Reino Unido.
Outros territórios, como as Ilhas Reunião e Mayotte, decidiram por referendo popular manter-se parte da República Francesa.
MZ
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