Foi o primeiro Império global da História, é considerado o mais antigo dos impérios coloniais europeus, tendo quase 600 anos de existência, desde a Conquista de Ceuta, em 1415 até à devolução da soberania sobre Macau à China.
O Império era formado pelo que são hoje 53 países diferentes.
Os portugueses começaram a explorar a costa africana em 1419, utilizando os então recentes desenvolvimentos em áreas como a navegação, a cartografia e a tecnologia marítima, como a caravela, com o objetivo de encontrar uma rota marítima para o comércio das especiarias do oriente.
Em 1488, Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança e, em 1498, o Vasco da Gama chega à Índia.
Em 1500, Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil, na costa atlântica sul-americana.
Nas décadas seguintes, os portugueses continuaram a explorar o litoral e as ilhas do leste da Ásia, estabelecendo fortes e feitorias.
Em 1543, comerciantes portugueses chegam ao Japão, estabelecendo-se inicialmente em Hirado. Em 1557, as autoridades chinesas autorizaram os portugueses a estabelecerem-se em Macau, que, depressa, se tornou a base de um próspero comércio triangular entre a China, o Japão e a Europa.
Em 1572, três anos após regressar do Oriente, Luís Vaz de Camões publica a epopeia "Os Lusíadas", cuja ação central é a descoberta do caminho marítimo para a Índia, imortalizando os feitos dos portugueses.
Durante o reinado comum de Espanha e Portugal, de 1580 a 1640, os impérios continuaram a ser administrados separadamente, então as colónias portuguesas tornaram-se alvo de ataques de três potências europeias rivais à Espanha: Holanda, Grã-Bretanha e França.
Entre 1595 e 1663, foi travada a Guerra Luso-Holandesa com as Companhias Holandesas das Índias Orientais e Ocidentais, que tentavam ter as redes de comércio portuguesas de especiarias asiáticas, escravos de África e açúcar do Brasil.
Após a perda de numerosos territórios, Portugal restaurou a sua independência em 1640. Em 1654, conseguiu recuperar o Brasil e Angola, mas perdeu para sempre a proeminência na Ásia.
Em 1825 Portugal reconhece a independência do Brasil, então Portugal acentuou a expansão territorial no interior de África, e a partir de 1870 teria que enfrentar as potências europeias para conservar o resto do seu então fragmentado Império.
Durante o Estado Novo, o Império Colonial era composto pelas colónias africanas de São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné Portuguesa, Angola, Cabinda, Moçambique e São João Baptista de Ajudá, pelas colónias asiáticas de Macau e do Estado Português da Índia e de Timor Português.
Em 1951, a designação "Império Colonial Português" foi abolida, como política para evitar ser considerado uma potência colonial nos fóruns internacionais. Na esperança de preservar um Portugal intercontinental, o Estado Novo passou a designar as colónias por províncias ultramarinas, considerando que esses territórios não eram colónias, mas sim parte integrante e inseparável de Portugal, como uma "Nação Multirracial e Pluricontinental".
A resistência à dominação portuguesa manifestou-se no contexto da descolonização europeia. Em 1954, a União Indiana anexou os territórios de Dadrá e Nagar Haveli.
Em 1961, iniciam-se confrontos generalizados no Oriente e em África - a Índia independente conquistou Goa, numa ação aramada com pouca resistência e pouco depois a Ilha de Angediva.
Conquista de Ceuta em 1415 - liderada pelo Infante D. Henrique |
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Lista das Antigas Colónias Portuguesas e aos países atuais e as respetivas datas em que estiveram sob influência portuguesa |
Em 1488, Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança e, em 1498, o Vasco da Gama chega à Índia.
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Viagem da passagem do Cabo da Boa Esperança por Bartolomeu Dias |
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Desembarque de Pedro Álvares Cabral no Brasil |
Em 1543, comerciantes portugueses chegam ao Japão, estabelecendo-se inicialmente em Hirado. Em 1557, as autoridades chinesas autorizaram os portugueses a estabelecerem-se em Macau, que, depressa, se tornou a base de um próspero comércio triangular entre a China, o Japão e a Europa.
Em 1572, três anos após regressar do Oriente, Luís Vaz de Camões publica a epopeia "Os Lusíadas", cuja ação central é a descoberta do caminho marítimo para a Índia, imortalizando os feitos dos portugueses.
Durante o reinado comum de Espanha e Portugal, de 1580 a 1640, os impérios continuaram a ser administrados separadamente, então as colónias portuguesas tornaram-se alvo de ataques de três potências europeias rivais à Espanha: Holanda, Grã-Bretanha e França.
Entre 1595 e 1663, foi travada a Guerra Luso-Holandesa com as Companhias Holandesas das Índias Orientais e Ocidentais, que tentavam ter as redes de comércio portuguesas de especiarias asiáticas, escravos de África e açúcar do Brasil.
Após a perda de numerosos territórios, Portugal restaurou a sua independência em 1640. Em 1654, conseguiu recuperar o Brasil e Angola, mas perdeu para sempre a proeminência na Ásia.
Em 1825 Portugal reconhece a independência do Brasil, então Portugal acentuou a expansão territorial no interior de África, e a partir de 1870 teria que enfrentar as potências europeias para conservar o resto do seu então fragmentado Império.
Durante o Estado Novo, o Império Colonial era composto pelas colónias africanas de São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné Portuguesa, Angola, Cabinda, Moçambique e São João Baptista de Ajudá, pelas colónias asiáticas de Macau e do Estado Português da Índia e de Timor Português.
Em 1951, a designação "Império Colonial Português" foi abolida, como política para evitar ser considerado uma potência colonial nos fóruns internacionais. Na esperança de preservar um Portugal intercontinental, o Estado Novo passou a designar as colónias por províncias ultramarinas, considerando que esses territórios não eram colónias, mas sim parte integrante e inseparável de Portugal, como uma "Nação Multirracial e Pluricontinental".
A resistência à dominação portuguesa manifestou-se no contexto da descolonização europeia. Em 1954, a União Indiana anexou os territórios de Dadrá e Nagar Haveli.
Em 1961, iniciam-se confrontos generalizados no Oriente e em África - a Índia independente conquistou Goa, numa ação aramada com pouca resistência e pouco depois a Ilha de Angediva.
Também em 1961, iniciam-se os confrontos da Guerra Colonial Portuguesa em África, que duraria até à Revolução dos Cravos, em 1974, resultando na independência das colónias em 1975.
Sete das ex-colónias de Portugal, hoje países independentes, têm hoje o português como a sua língua oficial. Juntamente com Portugal, são agora membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Hoje, o português é uma das principais línguas do mundo, sendo o sexto idioma mais falado, com cerca de 240 milhões de pessoas em todo o mundo.
MZ
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